O cheiro de terra molhada e madeira queimada atingiu Isla antes mesmo que ela abrisse os olhos. Seus sentidos estavam confusos, embaralhados entre memória e realidade. A explosão… o calor… a força que a arremessou… tudo ainda vibrava dentro dela. Quando tentou se mover, sentiu algo duro sob suas costas. Um baque na testa e a luz da lua filtrando-se por frestas de pedra fizeram-na se sentar lentamente. O lugar era frio, úmido, e suas roupas estavam rasgadas, sujas de fuligem. Onde…? — sussurrou, a voz trêmula. Não havia resposta. Nem som de vento, nem o sussurro do castelo que ela conhecia. O coração batia acelerado, as mãos tremendo enquanto passava pelos ferimentos leves. Nada mortal, mas suficiente para fazê-la sentir a fragilidade de estar sozinha. Natasha, dentro dela, permaneceu e

