O vento rugia entre as montanhas como um coro de espíritos esquecidos. Lucian e Isla avançavam pelas passagens estreitas, guiados apenas pelo brilho prateado do medalhão lunar. As rochas à volta pareciam pulsar com vida própria — respirando, murmurando, observando. Cada passo ecoava como um aviso. Estamos perto — murmurou Isla, os olhos semicerrados. O poder dentro dela vibrava, intenso, exigindo liberação. O véu está logo adiante. E o que sente? — perguntou Lucian, mantendo a mão firme na espada. Tudo — ela respondeu, num sussurro. Medo, dor, desejo… como se o mundo inteiro estivesse prestes a nascer e morrer ao mesmo tempo. Lucian a observou por um instante. O brilho da lua refletia no rosto dela, e por um segundo, ele quase esqueceu o perigo. Isla parecia feita da própria luz

