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Perdição no Vidigal

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Blurb

Anos se passaram, e uma nova facção surgiu no Rio de Janeiro, mais violenta e ambiciosa do que qualquer outra antes dela.Uma invasão brutal no Vidigal transforma o morro em um campo de guerra. Casas são tomadas, homens executados, e quem consegue… foge.Todos saem.Menos Alice.De plantão no postinho, ela se recusa a abandonar os feridos. Enquanto tenta salvar vidas, acaba ficando para trás. Quando o tiroteio cessa, não há mais para onde correr.Alice é capturada.E reconhecida.Filha de Tóxico — um dos nomes mais temidos do passado, agora o maior inimigo da nova facção.A ordem inicial é simples: matá-la.Mas o subchefe tem uma ideia pior.Um castigo que não envolve sangue imediato, mas humilhação, medo e sofrimento prolongado.Alice será enviada para uma visita íntima forçada.O destino: Brutos.O novo inimigo do seu pai.Brutos não é um bom homem. Nunca foi.Ele construiu seu poder à base de ódio, violência e perdas.E Tóxico é responsável por grande parte delas.Receber a filha do seu inimigo é a oportunidade perfeita de vingança.Ele pretende quebrá-la.Assustá-la.Fazê-la pagar por pecados que não são dela.Mas quando Alice entra naquela cela, nada acontece como o planejado.Porque Brutos não esperava aquela mulher.Nem a coragem no olhar.Nem a dignidade em meio ao medo.Nem a beleza que o desarma no instante em que ele deveria odiá-la.A vingança começa a sair do controle.O castigo se confunde.E o ódio passa a dividir espaço com algo ainda mais perigoso.Desejo.

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Alice Eu sei que se passaram muitos anos e que eu cresci bastante. Hoje eu estou com 24 anos, sou formada em enfermagem e trabalho em alguns hospitais e no postinho aqui do morro. Eu amo a minha vida do jeito que ela é e, mesmo com a rotina, a minha família ainda é muito unida. O meu pai se aposentou e o meu irmão assumiu o morro. Ele se acha a última bolacha do pacote e é o maior galinha que existe. Mas, acima de tudo, nós somos felizes, e eu sou muito grata ao meu pai por tudo que ele fez por mim. Eu estava verificando alguns pacientes para a doutora quando os fogos começaram. Eu tomei um susto. Os vapores que fazem a minha segurança vieram correndo na minha direção e falaram que a tropa do Brutus estava invadindo. Na hora, meu coração disparou. Vapor: não vai ter como a gente ir pra tua casa pra tu ficar no cofre. Então tu vai ter que ficar aqui dentro do postinho. A gente vai tentar fazer a contenção do lado de fora e a gente tá no rádio falando com o teu pai. Quando ele terminou de falar, jogaram uma granada dentro do postinho. Todos que estavam ali se jogaram no chão, inclusive eu e os vapores. Quando os vapores tentaram se levantar pra poder se defender, eles levaram tiros na cabeça. Um homem armado entrou e começou a gritar. Aranha: o bagulho é o seguinte, nós estamos invadindo o morro e, como vocês puderam perceber, a gente não tá com muita paciência. Então vocês vão se comportar, c*****o, e não vão cuidar de nenhum traficante que entrar aqui sendo do Vidigal. Quem não obedecer as nossas ordens vai morrer. A gente quer a lista dos traficantes que estão internados. A menina da recepção tentou correr, mas ele segurou ela pelo cabelo e jogou no chão. Ele deu um tiro na mão dela e pisou em cima. Eu olhei pra situação com os olhos arregalados e me encolhi junto com as outras pessoas. Recepcionista: socorro, tá doendo muito! Aranha: mais alguém quer pagar pra ver que nem ela? Ele falou levantando ela pelo cabelo e deu um tiro na cabeça dela. Depois disso, ele foi até o balcão, pegou a lista de todos os traficantes que estavam internados, passou a lista pros homens dele e mandou executar todo mundo. Eu estava tremendo inteira quando escutei que o meu pai tinha sido baleado e que eles estavam recuando. Mesmo assim, o homem mandou invadir a casa da minha família e matar todo mundo, sem pena nenhuma. E o pior é que ele deixou bem claro que podiam matar mulheres, crianças e qualquer um que tentasse ter sorte. Eu fiquei apavorada, porque eu nunca tinha visto ninguém mandar matar crianças. Mesmo em invasões, só se fosse um acidente, mas nunca alguém dando essa ordem. Médica: pelo amor de Deus, nós só estamos trabalhando. Todos nós aqui estamos de plantão. A gente não tem nada a ver com o tráfico aqui no morro. A gente atende os pacientes que chegam aqui feridos, sejam eles moradores, traficantes ou qualquer tipo de pessoa. Aranha: deixa eu te dar um papo reto, doutora. Aqui é a tropa do Brutus. Se eu tô falando que tu não vai atender ninguém que chegar ferido aqui, é porque tu não vai atender ninguém, c*****o. Tu é surda ou é maluca? Eu não sei diferenciar morador de traficante nesse momento. Então, por enquanto, todo mundo que chegar aqui baleado vai morrer lá fora. As minhas ordens foram claras, tá ligado? E tu vai obedecer se tu não quiser morrer que nem a tua coleguinha. Eu não tô nem aí se vocês estão trabalhando, se estão de plantão. Eu só quero que tu obedeça o que eu tô falando pra eu não ter que dar um porradão na tua cara nem um tiro na tua cabeça. Eu acho que tu quer voltar pra casa, não quer? A doutora deu dois passos pra trás e se sentou novamente. Ele simplesmente sentou numa cadeira que tinha ali, acendeu um baseado e ficou com a arma na mão, como se nada estivesse acontecendo do lado de fora. Depois de alguns minutos, eu escutei os fogos, mas eu sabia que a gente não tinha ganhado dessa vez. Um dos vapores dele entrou com cara de maluco e falou: Tatu: chefe, nós conseguimos tomar o morro. A família do Tóxico conseguiu fugir, todo mundo. A gente feriu o Tóxico, mas o restante conseguiu fugir. Os caras estavam pesados também. Eles só não conseguiram ficar com o Vidigal. Agora o Vidigal é nosso. Pode avisar o Brutus. Aranha: assim que eu gosto. Do lado de fora, eu só conseguia escutar eles dando tiro pro alto e só conseguia pensar no meu pai baleado, no desespero deles, e agradecia mentalmente a Deus porque eles conseguiram fugir. Tatu: e agora, o que nós vamos fazer? Passa a visão. Aranha: primeiro vamos limpar o morro. Depois a gente vai dar um aviso pra todos os moradores das novas regras. Mata todos os moradores que são próximos à família do Tóxico. Não quero ninguém passando informação daqui de dentro pra fora. Tu sabe como funciona o bagulho. Agora eu vou dar um confere aqui no postinho pra ver se acha alguma coisa interessante, algum traficante que tenha conseguido sobreviver. E pode trazer os nossos homens baleados pra cá. Eles mandaram todos que estavam ali fazer uma fila. Ele foi olhando um por um. Quando chegou na minha vez, ele paralisou e deu um sorriso. Ele arqueou a sobrancelha e falou: Aranha: aí, Tatu, olha o que nós temos aqui. Tatu: qual foi, chefe? O que que tem aqui? Aranha: filha do Tóxico. Lembra dessa bonitinha aqui nas fotos? Tatu: lembro mermo. Impossível esquecer um rosto desse. Ela é bonita que nem a mãe dela, né? Alice: por favor, não faz nada comigo. Eu não tenho nada a ver com o tráfico. Eu não sou envolvida, eu sou enfermeira aqui do postinho. Eu só tô trabalhando. Me deixa ir embora. Eu prometo que não vou atravessar o caminho de vocês. Eu falei chorando. Aranha: ah, princesa… eu acho que não vou ficar muito comovido por te ver chorando, não. E outro bagulho: qualquer pessoa da família do Tóxico tem que morrer. Então fica de joelhos. Quando ele me mandou ficar de joelhos, eu me tremi todinha. Então eu me aproximei dele e, antes de ficar de joelhos, dei um chute no saco dele e saí correndo. Aranha: filho da p**a! Maldita! Eu vou acabar com você! Ele falou atirando na minha direção, mas eu consegui correr.

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