Capítulo 11

1347 Words
Um homem alto e moreno entrou correndo e tinha a respiração bem ofegante. -Tyreese? Cadê a Beth? -Maggie disse se levantando. -Ela... Ela... -Ele estava tentando falar mas tinha que recuperar o fôlego antes. Respirou fundo e voltou a falar. -Ela foi pega. -Como isso aconteceu? -Rick perguntou. -E-Eu não sei direito. Estávamos dentro de um mercado mas algumas pessoas entraram e a pegaram. -E você não fez nada? -Maggie se levantou. -EU VOU TE m***r SE ALGUMA COISA ACONTECER COM ELA. -Ela partiu pra cima dele, mas Rick a segurou. -Maggie, amor calma. -Glenn se levantou e segurou em seu ombro. -Tyreese, você sabe de onde essas pessoas são? -Não, não prestei muito atenção. Maggie começou a chorar, então me levantei e fui até ela. -Na verdade, eu vi sim uma coisa na camiseta deles. -Ele disse com a mão na cabeça. -Não consigo me lembrar. -Fica calmo Tyreese, se você ficar estressado, só vai piorar tudo. -Falei. Ele ficou pensando e logo em seguida deu um sorriso. -Estava escrito: Hospital Memorial Grady. -Eu conheço esse lugar. -Falei.-Já fui com minha avó uma vez, ela tinha consulta. -É muito longe daqui? -Um pouco... de caminhada levaria umas duas horas. De carro trinta minutos. -Estamos sem carro, e agora? -Abraham, você não podia fazer esse favor? -Perguntei. -Sinto muito, mas vamos sair amanhã de manhã. -Por favor. Damos o dobro de comida e água. -Como é que é? -Rick me olhou. -É isso aí. Poxa Abraham, Beth é muito importante para Maggie. -Sofia, temos mesmo que sair amanhã. Temos que ir para Washington. -Disse Rosita. -Washington? O que querem fazer lá? -É uma longa história. -Por favor. Precisamos encontra-la. -Me aproximei deles. -Por favor. Eles se entreolharam e Rosita se virou para mim novamente. -Como dizer não pra você? -Ela sorriu e eu também. -Ok, vamos sair em dez minutos. Olhei para a Maggie e vi que ela secou as lágrimas e estava vindo em minha direção. -Obrigada Sofia, muito obrigada. - Ela me abraçou. Olhei para o Carl e ele estava sorrindo olhando para a gente. Retribui e me soltei. -Quem vai conosco? -Rick perguntou. -Eu vou. -Falei. -Eu também. -Disse Carl. Carol, Daryl, Glenn, Maggie, Michonne e Tara também falaram que iam. Carl deu a Judith para um mulher que estava ao seu lado e se levantou. -Então vamos, no caminho explico o plano. Carl narrando: Eu não sei o que tem acontecido comigo ultimamente. Todo momento eu procuro achar uma forma de fazer a Sofia ficar bem. Sinto uma enorme necessidade de sempre a manter segura. E tudo isso tem feito eu ficar bem pensativo com r*****o a ela. Não sei explicar exatamente o que estou sentindo, mas só sei que a ter por perto tem me feito tão bem. Sinto que se eu não tivesse a encontrado naquela mercearia aquele dia, eu não teria motivos pra continuar tentando sobreviver nesse mundo h******l. Na noite anterior enquanto ela dormia, parecia estar tendo algo perturbando a sua mente, já que a todo momento ela se mexia. Como forma de tentar acalma-la, eu sempre dizia algumas coisas próximo a seu ouvido. As vezes parecia dar certo, mas outras não. Quando eu vi aquele caminhão vindo em alta velocidade na direção dela e de Judith, parece que ali minha alma havia saído do corpo. Pensar na possibilidade de perder as duas, é muito mais doloroso do que qualquer outra coisa que já imaginei antes. Foi por esse motivo que não pensei duas vezes antes de a abraçar. Eu sei, eu senti naquele momento que ela não esperava que eu tomasse essa atitude, mas o que eu poderia fazer? Eu quase a perdi. Tinha que de alguma forma me convencer de que estava tudo bem, ela não havia sido atropelada. Talvez ela não sinta isso com r*****o a mim, porém não fico chateado, até porque o culpado disso tudo é meu coração. Que parece nunca ter visto uma garota bonita antes. -E aí Carl. -Daryl se sentou ao meu lado na carroceria do caminhão. Até então eu estava aqui sozinho esperando todos ficarem prontos para irmos. -Como anda as coisas? -Bem, eu acho. -Sorri e desviei meu olhar do dele. É estranho pra mim Daryl vir conversar comigo. Ele sempre é bem caladão. -E você e a Sofia, hein? Ri e cruzei minhas mãos em cima da perna. -Estamos bem também. -E quando é que vão sair da amizade? A vida é curta demais pra enrolações. -Acho que do que depender de mim... -Olhei pra ele. -Talvez nunca. -Para de ser medroso, garoto. Vai em cima, tenta. Se você ver que ela não retribui de nenhuma forma, aí sim você deve parar de tentar. Mas se ver que ela dá algumas brechinhas, não evacua não. -É, talvez eu faça isso. Ele sorriu e bateu em meu ombro. -Boa sorte aí. Aproveita que ela está vindo em nossa direção. Ele saiu andando e vi Sofia vindo até mim. Dei um leve sorriso pra ela. -Você está tão pensativo hoje. -Ela parou ao meu lado. -Aconteceu alguma coisa? "Sim, eu acho que estou afim de você". Era isso o que eu queria responder. -Acho que é por causa de tudo isso sobre a Beth. Ótimo, mente mesmo, i****a. Ela sorriu e apoiou sua cabeça em meu ombro. -É, é bem difícil mesmo. -Senti ela suspirando. -Mas nós vamos dar um jeito em tudo isso, não é? -Sim, com certeza. Ela pegou em minha mão e isso me fez a olhar curioso. Só que ela não fez nada. Apenas ficou a segurando. -Eu sinto tanta falta de quando as coisas eram tudo normal, sabe? -Levantou a cabeça e olhou para mim. -Sim. -Pensei em tudo o que Daryl tinha acabado de falar e resolvi arriscar em uma resposta. -Só que se tudo estivesse normal talvez eu nunca teria te conhecido. Ela sorriu e abaixou o olhar. -Estão prontos? -Focamos nossa atenção em Carol que estava vindo até nós. -Sim. -Respondi. -Ótimo, então já podem ir entrando no caminhão. ### -E possui vários prédios lá perto do hospital? -Meu pai perguntou pra Sofia. -Sim, vários. -Então o plano será o seguinte: vamos nos separar em três grupos. Um vai ficar de vigia em cima de algum prédio, outro vai ficar bem próximo da entrada do hospital, escondidos, e o outro vai ter que fazer teatro. -Fazer teatro, no que isso ajudaria? -Perguntei. -Alguém desse g***o vai ter que fingir estar machucado para vocês conseguirem adentrar o hospital. -E se acontecer alguma coisa? Não temos armas o suficiente. -Disse Maggie. -Temos algumas armas guardadas, íamos usar para quando acontecesse algo. Prefiro dar elas a vocês. -Rosita se manifestou. -Obrigada, Rosita. Vocês estão nos ajudando muito. -Sofia falou sorrindo pra ela. -E quem estará em cada g***o? -Glenn perguntou. -Para ficar de vigia nos prédios: Eu, Daryl e Carol. Em frente do hospital: Sofia, Maggie, Rosita e Abraham. Já no teatro: Carl, Glenn, Michonne e Tara. -Tá, mas o que necessariamente teremos que fazer em frente ao hospital? -Sofia perguntou ao meu pai. -Ver quantas pessoas entram e saem. Ver se saem para algum lugar com a Beth e descobrir quem é o líder. -Eu não posso ficar com a Maggie, Rick? -Glenn perguntou. -Bom, tudo bem. Mas não tem ninguém para trocar com você. -Eu troco. Não se preocupe. -Obrigada, Sofia. Sofia narrando: Já se passaram uns vinte minutos desde que saímos de lá. Eu não consigo parar de me questionar se o plano vai mesmo dar certo. E se não der? E se todos nós morrermos? -O que tanto passa nessa sua cabeça hein, Sofia? Virei minha cabeça e vi Carol olhando para mim. -Tantas coisas. -Sorri. -Eu sei que não somos tão próximas, mas caso você queira conversar com alguém, pode falar comigo. -Obrigada, Carol. O caminhão parou de andar. -Se preparem. -Rick se levantou e abriu a carroceria. Descemos e fomos todos para a frente do caminhão. -Aqui estão as armas. -Rosita passou nos entregando. -Vamos colocar logo esse plano em ação. -Que os jogos comecem. -Falei e todos riram.
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