Capítulo 12

1648 Words
Todos começaram a caminhar e em seguida os três grupos se separaram. -O que vamos fazer? -Perguntei assim que já estávamos todos longes o suficiente. -Podemos entrar escondidos invés de fazermos esse tal teatro. -Carl falou. -É uma boa, mas não sabemos a quantidade em que eles estão. Podemos não dar conta e o plano ir por água a baixo. -Então vamos atuar. -Eu posso fingir que desmaiei ou algo do tipo. -Falei. -E se fingirmos que você levou um tiro? -Disse Tara. -Não vai dar, não temos recursos o suficiente para fazer isso. -Michonne parou de caminhar e nós também. -Como não? É só pegar sangue de zumbi e colocar em minha blusa. -Tá, mas e quando forem abrir para ver o ferimento? -Tem razão. O que podemos fazer então? Escutamos som de tiros bem próximo de nós. Isso acabou fazendo com que todos nós nos separassemos para encontrar algum lugar em que podiamos nos esconder. Mas quando eu ia começar a fazer o mesmo, senti algo extremamente quente adentrar minha perna por debaixo da calça. -m***a! -Quase gritei antes de cair de joelhos no chão. -m***a, m***a. Tentei me levantar mas foi impossível. A dor é realmente insuportável. -Como isso dói. -Peguei na perna e senti o sangue escorrer. -d***a, Sofia. -Carl veio correndo até mim. Assim que viu algumas pessoas em cima dos prédios, começou a atirar. -Ali, Michonne! -Gritou e os dois enfim conseguiram m***r as cinco pessoas que estavam lá em cima. -Meu Deus. -Senti meus olhos lacrimejarem. -Mas como isso arde. -Nós temos que voltar. Temos que arranjar coisas pra fazer o sangramento parar, senão pode infeccionar e... -Carl disse exasperado. -Carl, não precisamos de alguém alterado agora não. Por favor se controla. -Michonne pegou em seu braço e isso fez ele ir se acalmando aos poucos. -Agora ficou mais fácil para conseguirmos entrar. -Minha voz acabou falhando. -Só me levem logo, por favor, isso está doendo muito. -Então vamos. O plano será o seguinte: Carl, você vai entrar com ela enquanto eu e Tara voltaremos e vamos contar para Rick tudo o que aconteceu. Toma, leve um walkie talkie. Nos conte tudo o que acontecer lá dentro. Tente descobrir quem é o líder. -Tá, tá. -Ele suspirou e pegou. -Vamos logo. -Fiz uma cara de dor. -Mas antes, vocês precisam colocar um pano e apertar. Não posso perder tanto sangue. Carl tirou sua blusa de cima e rasgou a manga, já que era comprida. Ele colocou em cima da ferida e eu não consegui deixar ele amarrar. A dor multiplicou e senti que minha pressão abaixou muito. Não consegui ver mais nada. Virei minha cabeça para o lado e apaguei. ### Aos poucos que fui conseguindo abrir os olhos, senti uma leve tontura. Quando enfim consegui permanecer eles abertos, observei o quanto aqui é tudo muito bem iluminado. Parece até um... hospital! Isso, deu certo. Olhando agora para minha perna, notei que a calça que estou usando foi rasgada até em cima de onde fui baleada. Basicamente virou um short. Em meu braço há uma agulha enfiada e soro entrando por minhas veias. A dor diminuiu bastante e agora dói mais quando eu mexo. -Olá, sou Carla, -Entrou uma garota aparentendo ter a minha idade. -estou responsável por cuidar de seu ferimento. -Oi. -Fiquei a olhando. -Você não é muito nova pra ser médica? -Na verdade sim. -Sorriu. -Só que como minha mãe é a dona disso aqui tudo. -Fez um gestou com as mãos. -Eu acabei aprendendo algumas coisinhas e ajudo as pessoas daqui. Muito bom saber disso. Agora eu só preciso me aproximar dela o suficiente e fazer ela me falar mais sobre tudo o que sabe. -Algum dia eu gostaria de conhece-la para agradecer por terem me trazido até aqui e terem cuidado de minha perna. -Sorri levemente. -Sim, é claro. Só que antes eu quero ver como a sua perna amanheceu hoje. -Ela se aproximou de mim e tirou o curativo que envolvia minha coxa. -Está bem melhor que ontem. -Espera, ontem? -A olhei surpresa. -É. Você chegou aqui ontem com um garoto. Ele disse que você havia levado um tiro e tinha desmaiado. Para cuidarmos do seu machucado, teríamos que te sedar. E você acordou só agora. -E aonde ele está? -Perguntei preocupada. -Ele disse que ia ao banheiro. Mas já tem um bom tempo que saiu daqui. Provavelmente está aproveitando para investigar. -Eu estou com tanta fome. -Passei a mão na barriga. -Consigo imaginar. Bom, eu vou buscar alguma coisa pra você. -Tampou novamente aonde fui baleada. -Volto logo. Ela saiu e eu aproveitei para fechar um pouco os olhos. -Consegui descobrir algumas coisas. Escutei uma voz vindo da porta e levantei minha cabeça para olhar. É Carl, e ele está falando no walkie talkie. -Sim, eu encontrei a Beth. Tá, pode deixar que eu vou tentar encontrar alguma forma. Fica com o rádio ligado que daqui a pouco eu ligo de novo. Ok. Ele o guardou no bolso e respirou fundo, arrumando melhor o chapéu na cabeça. -Então conseguiu descobrir algumas coisas? -Perguntei e isso fez ele se assustar. Ri. -Oi. -Ele sorriu e veio até mim. -Como você está? -Melhor. -Tentei me sentar. -Não força não. -Ele pegou em meu ombro. -Pode ficar deitada, eu não me importo. Deitei mais uma vez. -Eu encontrei a Beth. -Falou um pouco mais baixo. -Estão usando ela como faxineira daqui. -Eles a sequestraram pra poder limpar o chão? -Levantei uma sobrancelha, tentando entender. -É o que parece. Ainda não tive tempo de conversar direito com ela. Mas ela me disse que não a machucaram. Carl se sentou em uma cadeira que havia ao lado da cama hospitalar. Fui tentar arrumar melhor a perna e acabei me esquecendo de que não poderia força-la. -Ai, d***a. -Coloquei uma mão nos olhos, tentando me manter calma e não gritar. -Não se mexa, vou chamar a garota que está cuidando de você. -Ele se levantou. -Não não, tá tudo bem. Já vai passar. -Tirei a mão da cabeça e olhei para a minha perna. Um chiado começou a sair da lateral de seu bolso e ele pegou o walkie talkie, melhorando sinal. Carl, tá na escuta? Câmbio. Oi pai, pode falar. Como a Sofia está? Está melhor. Um carro acabou de passar e parou bem em frente ao hospital. Desceu uma mulher, com uma farda de policial, um homem e outra mulher. Pode deixar, vou dar uma olhada. Ele desligou e guardou novamente. -Vai lá, eu vou ficar bem. -Agora não, quero ficar mais um pouco com você. -Ele se sentou novamente. Quando ia começar a falar mais alguma coisa, a menina entrou segurando uma bandeja nas mãos. -Desculpa, eu atrapalhei alguma coisa? -Ah não, nada. Só estávamos conversando. Assim que ela começou a caminhar até mim, vi ela olhando para Carl. Em seguida colocou a bandeja na cama ao meu lado. -Trouxe algumas bolachas e suco para você. Agora eu tenho que ir. Minha mãe acabou de chegar. Acha que tem problema eu te deixar aqui um pouquinho? -Não, n******e ir. -Sorri. Ela retribuiu o sorriso mas olhando mais uma vez na direção de Carl. Assim que ela saiu daqui, virei minha cabeça para o lado. -Tenho um plano. -Falei empolgada. Ele ficou esperando eu dizer. -Você poderia fingir ter interesse por ela, o que acha? -E por que eu faria isso? -Como queremos encontrar respostas, ela é a pessoa certa pra isso. Ela é filha da fundadora desse lugar, que provavelmente deve ser a líder. Então... -Ah, Sofia. -Sem contar que está bem na cara que ela está afim de você. Vai ser bem fácil. -Mas eu não estou afim dela Sofia. Isso não vai dar certo. -Mas essa é a função do nosso g***o, fazer teatro. Não precisa ser verdadeiro. Ele pensou um pouco. -Eu não quero magoar os sentimentos dela. -Mas você nem conhece ela, ela pode ser totalmente diferente de como demonstra ser. E você não vai precisar beija-la nem coisa do tipo. Você só precisa achar um jeito de fugirmos daqui com a Beth. -Tudo bem. Vê se você consegue falar com a Beth. Concordei. -Me ajuda a me sentar, por favor. -Ele se levantou e pegou em minha mão e em minhas costas, me ajudando. Peguei a bandeja e comecei a comer, dividindo com ele também. Assim que terminamos, ele pegou em minha mão e começou a alisa-la de leve. -Eu fiquei tão preocupado. Aquela hora que você desmaiou, eu pensei que tinha morrido. Sorri e neguei com a cabeça. -Agora eu estou bem. Olhando agora perfeitamente para o seu rosto, pude observar melhor o quanto os seus traços são bonitos. Seu cabelo então... me dá tanta v*****e de poder toca-lo e senti-lo sobre meus dedos. Eu acho tão incrível o quanto nos aproximamos tanto em tão pouco tempo. Parece que eu o conheço a anos. -O que foi? -Perguntou me olhando com uma cara engraçada. -Não, nada, eu só... é... Ótimo, fez certinho em ficar encarando ele enquanto pensava. -Calma. -Disse rindo. -Eu acabei pensando demais. -Mordi levemente os lábios. -Mas então... eu estou tão cansada. -O efeito do sedativo não saiu por completo do seu corpo, é normal. -Verdade. -Olhei para a porta. -Você não está com sono? -Sim, de ontem pra hoje eu só cochilei. Toda hora eu vinha aqui ver se você estava bem ou se alguém tentava fazer algo em ti. -Ele sorriu envergonhado. -Agora você pode dormir tranquilo, estou bem. Bocejei. Ele puxou a cadeira para mais perto e deitou a cabeça no colchão. Mas em nenhum momento soltou a minha mão. Com a mão que estava livre, criei coragem e peguei em seu cabelo. Fazendo um pouco de carinho. Fiquei fazendo isso por um bom tempo até perceber que ele soltou a minha mão, deve ter dormido. Fechei os meus olhos e fiz o mesmo.
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