Capítulo 16

1461 Words
-Dani? -Me levantei lentamente e entreguei Judith para Beth. -Dani, ai meu Deus. Corri em sua direção e o abracei o mais forte que consegui. -Como é possível? Não consigo acreditar que você está viva, irmã. -Disse enquanto me levantava no ar. -Eu senti tanto a sua falta. -Ele me soltou e me fez olhar pra ele. -E nossos pais? -Ah... -Abaixei o olhar. -Eles não... -Meu Deus. -Ele se curvou para frente e respirou fundo. -Eles morreram. -Falou antes de se levantar e colocar as mãos na cintura. -E como você conseguiu sobreviver todo esse tempo? Me virei e mostrei todos os integrantes de nosso g***o. A maioria estava nos olhando. -Eles me ajudaram. Cuidaram de mim quando eu precisei. -Sorri. -Esse é o meu irmão, Daniel. Rick se aproximou de nós. -Eu sei que esse não é o momento, mas quem é esse tal de Negan que você falou? -Ah ele é... -Você não se atreva, quer que ele mate? -Falou o homem que estava atrás dele. -A cala a boca. -Daniel pegou sua a**a e atirou nele. -Vejo que continua com o estilo bruto no sangue não é mesmo? -Olhamos lá para dentro novamente e vimos Abraham. -Cara, que saudades que eu estava de vocês. -Meu irmão entrou e abraçou Rosita e Abraham. -Achamos que não tinha sobrevivido. -Logo que nos separamos, dei de cara com o g***o do Negan. Eles iam me m***r se eu não mostrasse o que sei fazer, como atirar, se camuflar, essas coisas que aprendemos no exército. E respondendo a pergunta que tinham me feito antes... -Ele se virou para nós. -Negan é um cara que se diz ser o dono de tudo e de todos. É um grande de um b****a. Ele nos obriga a m***r todas as pessoas que se dizem ser donas de si próprias e não ele que manda. -Ah mas então a Sofia já resolveu o problema. -Disse Carl. -Verdade. -Falei. -Quando eu e Carl estávamos na farmácia, um tal de Negan veio falando que era para nós darmos tudo pra ele. Aí eu peguei a a**a que Rick me deu e atirei nele. -Como ele era? -Baixo, meio gordinho e usava óculos. -Ah não, esse não era o Negan de verdade, era só o Matthew. -Mas então por que ele mentiu em r*****o ao nome? -Lá no g***o todos são Negan. Mas o verdadeiro é alto, moreno e forte. De cara vocês vão conhecer ele, ele anda para todo lado com um taco de basebol com um arame nas pontas. -Super normal. -Falei e ele riu. -Ele a chama de Lucille. -O nome do taco de basebol dele se chama Lucille? -Perguntou Carl. -Esse cara não bate bem da cabeça. -É o que eu também acho. Ele não tem um pingo de amor e compaixão no coração, a pessoa pode implorar pra ele não a m***r mas ele vai e faz ao contrário. -Acho melhor ficarmos longe dessas pessoas. -Disse Maggie. -Sim, temos que arranjar um lugar seguro para ficarmos, não tem como passarmos a noite aqui. - Disse Carol. -Verdade. -Falei. -Tem um local aonde não fomos atrás de comida, tenho quase certeza que está tudo cheio. -Que ótimo, aonde fica? Ele nos explicou aonde ficava mas disse que para chegarmos até lá teríamos que passar pelo g***o do Negan. Nos contou também o horário que eles trocam de turno para termos uma brecha. -Partiremos as vinte e duas horas, e chegaremos na base do Negan às uma da manhã, esperaremos até eles trocarem os turnos de vigia. -Disse Rick. -Iremos pela floresta ou pela estrada? -Vamos pela floresta pois o risco de encontrar eles é menor, e a maioria dos zumbis estarão ao redor da cidade em busca de humanos. -Mas antes de irmos atrás de comida e água, precisamos encontrar outro lugar para ficar. - Disse Glenn. -Tem razão mas isto levaria muito tempo até lá os mantimentos e munições já teriam acabado. -Carl falou se aproximando de mim. -Podemos nos dividir em dois grupos, um para pegar mantimentos e outro para achar uma casa nova. -Falei. -Boa ideia então vamos fazer o seguinte; Eu, Meu pai, Glenn, Sofia, Daryl e o irmão da Sofia vamos buscar mantimentos. Maggie, Carol, Tyreese e Abraham irão em busca de um lugar para ficarmos. E o resto ficam aqui nos esperando. -Carl falou. -Partiremos hoje a noite, então se preparem. -Disse Rick. ### -Estão prontos? Sairemos em dez minutos. Todos concordamos e ele nos entregou as armas. -Se a Judith começar a chorar, tem leite na mochila. -Falei pra Beth que estava com ela no colo. -Tá, mas e se ela não parar de jeito nenhum? -Aí você vai ter que levantar e ficar andando conversando com ela. -Olha Sofi, eu não sei cuidar tão bem de criança como você, então, não vai ser tão fácil quanto parece. -Sofi? -Comecei a rir. -Poxa até você. -É que eu quero te dar um apelido mas nenhum se passa pela minha cabeça no momento. -Tá bom, eu deixo só você me chamar assim. -Falei e rimos. -E sua perna? -Ah, nem estou sentindo mais nada. -Falei olhando pra baixo. -Anjo. -Olhei. -Vem, vamos. Me levantei e corri pra fora aonde todos estavam. O g***o que ia atrás de uma casa nova já haviam saído. -O plano vai ser o seguinte. -Rick pegou um graveto e desenhou um mapa no chão. -Conforme o irmão da Sofia me explicou mais ou menos como é lá, bem aqui. -Ele apontou. - É aonde os "guardas" ficam durante a noite. Então, se darmos a volta por aqui. -Ele riscou novamente o chão. -Ninguém verá a gente. -Você quer que passemos no meio das árvores? -Perguntou Daryl. -Exatamente. Quando chegarmos lá, iremos nos separar em dois grupos, para ficar mais fácil e ninguém notar a nossa presença. -Tá, mas somente meu irmão sabe aonde é esse lugar, então não tem como nos separarmos. -É mesmo, então vamos todos juntos. Mas tentem fazer o mínimo de barulho possível. Todos concordamos e começamos a andar. Daniel chegou perto de mim e passou seu braço ao meu redor. -Não vou deixar nada de m*l acontecer com você. -Beijou minha cabeça. Abracei sua cintura já que ele é bem maior que eu. -Eu também não vou. -Você não cresceu quase nada. -Riu. -Achei que já estaria do meu tamanho. -Do seu tamanho? Dani você tem quase dois metros de altura. - Comecei a rir. -Continua exagerada. Tenho só um metro e oitenta e oito. - Só? Eu tenho um e sessenta e dois. -Começamos a rir. -Seu aniversário já está perto não é? Concordei. -Eu já tinha planejado tanta coisa. -É uma pena, mas olha, se isso não tivesse acontecido, eu não estaria presente. -Ele sorriu tentando me animar. -É, mas agora quem não vai estar presente é o papai e a mamãe. -Olhei para baixo. Dessa vez até ele olhou e ficou quieto. -Desculpa, eu só estou cansada disso tudo. -É normal. Eu também fiquei assim no começo. Mas botei em minha cabeça que eu teria que me acostumar com isso querendo ou não, afinal, nada vai mudar. Nem mesmo se eu quiser. -Verdade, não tinha pensado assim. Ele sorriu e me abraçou mais forte. -Anjinho, posso falar com você? Droga, ele me chamou mesmo assim na frente de meu irmão!? Olhei para Daniel e o mesmo estava com uma sobrancelha arqueada. -Claro. -Tirei o braço de Daniel e ele segurou minha mão antes de eu sair. -Depois eu quero saber o motivo desse apelido, viu? -Deixa de ser ciumento. -Sorri e fui para perto de Carl. -Oi. -Oi, não imagina o quanto estou feliz por você ter encontrado seu irmão. -Nossa e eu então. -Sorri e vi que ele abaixou a cabeça e mexeu em sua franja. -Você está bem? -Sim, é que, bom, eu estou com um sentimento r**m. Tipo m*l pressentimento. -Ele levantou e olhou pra mim. -Mas em r*****o a quem? você? eu? sua irmã? -Não sei ainda, mas realmente estou com medo. -Não precisa, estarei ao seu lado o tempo todo, tá? Eu vou ficar bem e você também. Ele sorriu e pegou em minha mão, entrelaçando os nossos dedos. Sorri envergonhada e voltei a olhar para frente. ### -É aqui. -Meu irmão falou nos fazendo parar. -Os guardas ficam de vigia em cima daqueles prédios. -Ele apontou. -Em silêncio, nunca se esqueçam disso. Concordamos e começamos a caminhar novamente. Carl foi na frente e foi me puxando já que não soltamos nossas mãos ainda. Todos nós fomos bem quietos até escutarmos som de tiro. Achei que não tivesse acertado em nenhum de nós mas quando olhei para frente, pude sentir meu coração se apertar e lágrimas se formarem em meus olhos.
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