Quimeras - Batismo de Sangue
Este conto que se passa depois dos eventos narrados em A Lança e antes dos narrados no Quimeras.
Quimeras - Batismo de Sangue
Eu podia sentir o cheiro de corpos apodrecidos, sangue coagulado, urina e fezes de pessoas que haviam sido torturadas, este batismo esta indo de m*l a pior. Mas deixe-me voltar ao inicio disso tudo...
Existem muitas lendas nas cidades grandes, lendas sobre seres sobrenaturais, desaparecimentos e coisas assim. Há muito tempo eu sobrevivi a um ataque que provavelmente você deve achar que isso é mais uma lenda urbana, mas isso foi há anos, hoje é meu batismo de sangue, estou finalmente indo à caça, não posso continuar a ser um estudante, preciso me tornar um Anjo da Morte.
Era noite todos no já havia se recolhido, alguns como eu já estavam dormindo, mas fui acordado, olhei e vi Marcos, meu melhor amigo e mais fiel defensor, não sou muito alto ou disciplinado, sendo assim ele tem me defendido nos últimos cinco anos.
— Arrume-se hoje você vai sair na sua primeira missão, por favor, não morra, nem mate nossos companheiros. — Marcos parecia estranhamente m*l humorado.
— Não entendo por que pede isso a ele Marcos, você também vai fazer sua primeira missão hoje... — Era Frei Ulisses sorrindo para nós dois.
Era nossa oportunidade de sair dali, anos de treinamento nos levaram aquele momento, eu estava profundamente e******o com a ideia de por anos e anos de treinamentos em prática, eu poderia impedir que o m*l que me atingiu chegasse a outras pessoas, eu havia esperado por aquele momento.
Marcos e eu colocamos nossas melhores roupas era importante estar com roupas comuns, não deveríamos chamar atenções desnecessárias, iríamos atrás de vampiros, seres extremamente cruéis e obcecados pela própria segurança, segundo Frei Ulisses isso os mantinha vivos pelos séculos, caso fossem descuidados morreriam pelas mãos dos caçadores e mesmo que conseguissem fugir, seriam eliminados por seus companheiros. Segurança em primeiro lugar, não tiro as razões deles, ninguém quer chegar em casa e ver um grupo de caçadores em sua porta.
Entramos em uma das Blazers que o Ordem usava, eram duas naquele noite, em uma os veteranos, em outra apenas os novatos e um motorista, éramos cinco novatos ali, Marcos, eu e um cara chamado Juan e duas meninas Giovanna e Maria, conhecia cada um ali, não éramos amigos, mas eu conhecia a capacidade deles, começamos a repassar cada detalhe da missão.
— Vocês estarão juntos a outro grupo de agentes bem treinados, não façam besteira e saíram vivos e apenas uma invasão a um refúgio de vampiros novos nada demais. — O cara não era lá um orador diplomado, mas era o que tínhamos, a Blazer parou algumas quadras de distância do local, só precisávamos invadir o local, o que poderia dar errado?
Frank, se aproximou da Blazer, ela era o meu maior exemplo, era rebelde, mas não havia um caçador melhor que ele no Orfanato.
— Bem galera, preciso que um de vocês venha comigo para fazer uma verificação ao redor da área, assim podemos ver outros pontos de entrada e saídas. — Me ofereci imediatamente e pela cara dele, já estava esperando que eu fizesse isso. — Vamos Gabriel, os demais aguardem nosso retorno, em caso de grande emergência, usem o canal três do rádio, mas só em caso de extrema emergência, fui claro?
Todos confirmaram que haviam entendido, assim começamos nossa verificação do local, descobrimos, pelo menos mais umas cinco rotas de entrada e saídas do local, aquilo mais parecia um labirinto, também consegui identificar alguns vampiros e algumas pessoas que serviam aos vampiros, tanto como defensores diurnos, quanto como alimento e caso de escassez, era complicado para eu entender quem servia a eles, eu tinha pena destas pessoas eram tão iludidas pela falsa beleza da imortalidade, talvez ainda pudessem ser salvas de um destino pior que a morte.
Voltamos para as Blazers e dividimos as informações com o restante da equipe, tudo parecia fácil, afinal éramos novatos e não tínhamos nem experiência, nem coragem para desafios maiores, nos deram armas leves enquanto eles portavam armas pesadas como dozes e metralhadoras e nos retiraram da Blazer.
— Bem pessoal, hoje vocês mudaram suas vidas, espero que para melhor, o sol vai nascer em poucos minutos, estejam preparados. — Frank estava parado as o lado da porta com seu sorriso habitual. — Se virem qualquer vampiro ou servo não hesitem em matá-los, pois eles não hesitaram em matar vocês.
Quando entramos no quintal do casarão pude sentir como se alguém tivesse nos observando, olhei ao redor e não vi ninguém, caminhávamos em duplas para que um novato sempre estivesse com um veterano, Frank e eu estávamos indo para uma das saídas no fundo quanto ouvimos uma explosão vindo da porta da frente, alguém não estava seguindo os planos e não esperou que o restante de nós estivessem nos locais designados, um vampiro abriu a porta e deu de cara conosco, Frank atirou no meio da cara dele, isso não iria matá-la, mas nos daria um tempo para destruí-lo completamente, Frank entrou em uma sala, mas algo me chamou a atenção, era uma garota coberta de sangue, não devia ter mais do que dez anos, ela tinha nos olhos uma expressão de puro medo, mas eu sabia que ela era uma vampira, mas mesmo assim era só uma criança e eu não podia matá-la, fiz um gesto para ela indicando uma saída segura, quando ela estava quase saindo Frank voltou e quase a acertou.
— O que diabos você fez? Ela pode voltar com reforços e matar cada um nesta casa. — Frank não parecia entender que era apenas uma criança que foi lançada no meio de uma existência amaldiçoada. — Se alguém morrer aqui por causa de sua fraqueza, eu mesmo vou punir você.
Em segundos todo o local pareceu enlouquecer, explosões, seres se movendo pelas paredes ou rápido demais para serem humanos, nosso trabalho era simples, impedir que eles encontrassem abrigo em porões ou esgotos, enquanto os nossos aliados colocavam fogo na casa, mas nada é fácil e os vampiros estavam determinados a resistir...
Os vampiros saíam de diversos lugares acompanhados por seus servos, não havia como eles fugirem, fogo e luz solar eram a saída para eles, foi aí que as coisas começaram a dar errado.
Vocês precisam entender uma coisa sobre a imortalidade, ela lhe dá tempo para que você fique muito, muito rico mesmo e esses vampiros não eram diferentes, varias blazers pararam na porta, provavelmente avisados pela vampira que eu havia permitido que fugisse, Frank foi o primeiro a ver, pelo olhar dele eu sabia que estávamos muito encrencados e que se eu saísse dessa sofreria as consequências pelos meus erros, eles entraram atirando e naquele momento os caçadores se tornaram caça, dois dos veteranos caíram mortos quase que instantaneamente, o resto do grupo se agrupou e tentou se proteger, nossa sorte foi que Frank havia estudado as plantas e nos guiou até um dos quartos do pânico e depois de matarmos cinco vampiros conseguimos chegar ao quarto. Aquilo estava fácil demais, agora éramos apenas oito contra uma legião de mortos vivos e seus servos.
— Bem meus caros têm uma boa notícia e duas ruins, quais querem primeiro? — Frank não estava de quem estava se divertindo, sendo assim ficamos em silêncio. — Vamos à boa, estamos salvos aqui, o que nos leva as más, isso é uma caixa sem ventilação para vampiros, o que nos leva a próxima má notícia, temos de sair daqui.
Começamos a verificar o local e descobrimos que a única passagem era o que entramos, comecei a me preocupar com a falta de ar, porém a opção era pior, afinal encarar uma legião de imortais sedentos por sangue, não era nada agradável, as horas foram passando e em um momento Marcos tentou abrir a por e quase recebemos uma saraivada de tiros, Frank começou a planejar uma maneira de fugirmos, precisávamos sair antes do anoitecer, mas parecia impossível, todas as nossas tentativas de sair acabavam com tiros.
Quando anoiteceu o ar já estava acabando e não tínhamos opção, era morrer lutando ou morrer sentados ali, não éramos covardes e se íamos seria lutando, nos preparamos e abrimos a porta, mas estranhamente não tinha ninguém, caminhos em grupo para tentarmos nos proteger, mas o local estava vazio, resolvemos tocar fogo no local antes de sair, depois vimos que nossos carros não estavam mais lá, tínhamos de caminhar até em casa, quando estávamos a uma quadra do local que saímos, ouvimos um ruído de moto, quando olhamos para trás, havia mais de vinte motos vindo em nossa direção, corremos tentando fugir, mas vimos outro grupo de vinte motos vindo também nos vindo em nossa direção, em resumo estávamos cercados.
— Vamos nos separar é a nossa única chance. — Olhei para Frank e vi minha esperança desaparecer, não havia chance de fuga, eles eram um grupo muito maior, estavam armados fortemente e nós estávamos famintos e cansados, as chances não estavam ao nosso favor. — Gabriel, Giovanna e Maria venham comigo, o plano é chegar o Orfanato.
Correr parecia fora de propósito, sendo assim Frank nos guiou para o meio de várias casas, mesmo que eles viessem atrás de nós de moto só poderiam passar um de cada vez ou dois caso viessem a pé teríamos de lidar com dois talvez três de cada vez, ouvimos o roncas das motos vindo, Maria olhou ao redor em busca de algo que pudesse ser usado como arma, uma moto estava bem próxima a nós, vindo pela estreita passagem entre as casa, Maria gritou meu nome e jogou a ponta de uma mangueira para mim, quando o motoqueiro estava próximo tentando acertar Frank e Giovanna, Maria e eu puxamos a mangueira, em segundos o motoqueiro e garupa haviam voado da moto, Frank e Giovanna correram na direção dos vampiros caídos e deram cabo deles perfurando os corações com facas, daí pegando suas armas.
— Parece que o outro grupo foi pego... — Giovanna estava com a arma Juan na mão. — O que faremos agora?
— Não podemos voltar isso nos colocaria em risco também e as regras dizem que não devemos nos ariscar, todos sabiam o que poderia acontecer. — Frank usava o discurso padrão da Ordem e aquilo me irritava muito, ao ponto que ele viu isso nos meus olhos. — Algum problema com a minha decisão Gabriel?
— Sim, eu tenho! Não vou abandonar meus companheiros nas mãos deles, você deixou claro que a culpa é minha, vou resolver isso ou morrer tentando. — Frank caminhou na minha direção, mantive o meu olhar firme nos olhos dele, eu podia ver os músculos do maxilar dele se apertar. — Apenas me matando você vai conseguir me impedir, pois se me deixar inconsciente assim que eu despertar vou buscar vingança, contra eles e contra você...
Ele suspirou, eu entendia que tinha ido longe demais em minha última afirmação, mas eu não me permitiria recuar, ele passou por mim e apanhou a moto, os corpos dos vampiros já tinha se tornado pó, Giovanna e Maria olharam para ele provavelmente esperando a ordem de me matar.
— Gabriel está certo, não vamos desistir de nossos irmãos, vou tentar descobrir onde eles estão, permaneçam aqui, em caso de ataque procurem a igreja mais próxima e permaneçam lá. — Frank acelerou e partiu nos deixando ali, sem um plano ou ideia de como seria o resgate de nossos companheiros, eu me sentia incomodado com a sensação de estar sendo observado, talvez fosse só paranoia, mas talvez não fosse e era justamente isso que me preocupava, fui buscar água, estava enchendo os cantis quando comecei a ouvir os disparos, corri de volta para onde as meninas estavam, mas elas haviam sido subjulgadas por uns quinze vampiros, eu não conseguiria vencê-los nem em meus melhores dias, apanhei meu casaco e passei em uma porta que estava destrancada, depois me escondi, eu os seguiria e descobriria a localização dos meus companheiros.
Eles se afastaram deixando quatro vampiros para trás para que me localizassem, os demais partiram levando Maria e Giovanna inconscientes, eu estava cada vez mais preocupado com quanto tempo meus companheiros tinha, o sol não demoraria a nascer tinha pouco tempo para fazer alguma coisa, permaneci escondido, eles se dividiram em dois grupos e foram verificar o perímetro, era minha melhor oportunidade que tinha, eles caminharam na direção do meu cheiro, quando eles chegaram à porta, saquei minhas pistolas que tinha colocado os silenciadores e os abatido, arrastei os corpo para uma posição que os demais não veriam e levei uma das motos para um rua mais afastada, e voltei para meu esconderijo, vi quando os outros dois vampiros voltaram esperaram por algum tempo, mas o tempo esse não espera ninguém, subiram na moto e partiram de volta para o esconderijo, corri até a moto e os segui de longe, consegui descobrir que estavam num galpão, fui o mais rápido possível para a igreja mais próxima de onde Frank havia nos mandado ir, ele já estava lá esperando, abaixou a cabeça quando me viu chegar sozinho e suspirou.
— Eles as levaram, não houve nada que eu pudesse fazer para impedir, só o que pude fazer foi segui-los, agora que sabemos onde eles estão escondidos podemos busca-los. — Frank continuou em silêncio me olhando, era muito culpa, tudo que havia ocorrido e ele tinha plena consciência disso. — Você tem algum plano?
— Sim, vamos buscar nossos companheiros e matar quem quer que se coloque em nosso caminho. — Partimos o mais rápido possível, éramos dois contra uma legião de presas e garras, aquilo realmente era um Batismo de Sangue, indiquei a ele onde ficava o galpão. — Precisamos estudar os imóveis próximos, não me surpreenderia nada se houvesse mais esconderijos por aqui.
Já era meio dia quando terminamos de investigar as cercanias, não achamos nada que pudesse parecer um refúgio ou uma rota de fuga, era hora de avançarmos contra nossos inimigos e trazer nossos aliados de volta, verificamos as armas e partimos para o galpão, sabíamos que haveriam servos guardando seus mestres vampiros, eles não eram mais que humanos viciados no sangue vampírico, eram abominações ao meus olhos e deveriam ser exterminados.
— Não podemos entrar pela porta da frente. — Frank olhou para os dois prédios que cercavam o galpão, passou a mão no queixo que precisava ser barbeado e sorriu. — Talvez consigamos entrar em um dos prédios e passarmos para o telhado do galpão e... — Frank olhou dentro da mochila que trazia sempre nas costas, voltou a coçar o queixo e assentiu com a cabeça. — Aí e só fazermos o que fazemos de melhor.
— O problema é que não nos deixaram entrar no prédio tão facilmente. — Frank olhou para mim e concordou. — E se entramos na marra teremos a policia aqui em pouco tempo, como eu sei que ligar para a Ordem está fora questão, pergunto, alguma ideia?
— Podemos apagar a rua inteira destruindo um transformador, assim ficaram sem câmeras de segurança, aí invadimos e pronto. — Era engraçado como Frank fazia cada plano dele parecer simples, mesmo quando não era. — Eu passarei de moto, vou disparar, aí volto e encontro você no quarto andar do prédio, aí é só passarmos para o teto do galpão.
Assim foi feito em pouco mais de meia hora estávamos no telhado do galpão, desci por uma janela para verificar a condição dos nossos companheiros. Eu podia sentir o cheiro de corpos apodrecidos, sangue coagulado, urina e fezes de pessoas que haviam sido torturadas, este batismo esta indo de m*l a pior. Nada ali demonstrava que nossos companheiros ainda estavam vivos, apenas a fé me movia.
Consegui ver um dos servos e o apanhei para um interrogatório em um dos muitos cantos que tinha ali, só assim fiquei sabendo onde meus companheiros estavam, desci sorrateiramente até onde eles estavam, eles haviam sidos presos em jaulas como animais.
— Marcos, como vocês estão? — Marcos estava deitado no chão sujo, quando se voltou para mim estava ferido e imundo, quando contei ainda faltavam dois veteranos.
Marcos disse com a voz hesitante, Maria e Giovanna parecias desoladas com nossa perda.
— Eles disseram que morreremos a noite ou seremos transformados pelos senhores deles a noite, por hora somos prisioneiros. — Juan tinha ódio no olhar.
Avisei a Frank por mensagem que a missão deixou de ser resgate e passou a ser a completa destruição destes malditos, antes de voltar para onde Frank estava deixei algumas armas e um telefone com meus companheiros, aquilo estava ficando fora de controle, à obsessão de meus companheiros pela vingança poderia por tudo a perder.
— Precisamos criar uma distração, assim eles terão tempo para sair das jaulas e começarem o ataque... — Frank tinha tudo em mente, enquanto eu estava com medo de perder meus amigos. — Preciso que você se mantenha firme, não faça mais nenhuma burrice ok?
Partimos e começamos a atirar contra o esconderijo deles, logo alguns servos estavam nas janelas disparando contra a gente também e em breve teríamos de lidar com a polícia caso demorássemos ali.
Depois de alguns minutos tiros começaram a ser disparados dentro da casa, Marcos e os demais estavam fazendo a parte deles, era nossa hora de colocar a segunda parte do plano em prática.
Apanhamos algumas bombas incendiarias e começamos a lançar contra o galpão, existem duas coisas que vampiros temem de maneira extrema, luz do sol e fogo, naquele momento eles teriam de escolher entre um ou outro, o restante do grupo perfurava o teto com disparos e se colocavam sobre a luz, mas sabiam que os servos não hesitariam em matá-los para defender seus mestres.
— Vou entrar, você segura às pontas aqui? — Perguntei a Frank que apenas sorriu em resposta, corri na direção de uma janela e me joguei por ela, ao cair lá dentro vi meus companheiros e alguns servos viciados em sangue vampírico indo na direção deles.
Saquei as pistolas e comecei a atirar nos servos pelas costas, sim pode parecer que fui covarde, mas quando estamos em menor número e com menos armas, a honra não é um luxo que se pode ter.
— Marcos! Onde está o ninho principal? — Perguntei.
— Basta descer por aquelas escadas, são dois sub níveis. — Marcos havia arrumado uma katana e estava retalhando quem se colocava em seu caminho. — Seja lá o que for fazer faça rápido, devemos ter uns cinco minutos antes de a polícia chegar.
Corri escadas a baixo atirando em cada criatura que se colocou em meu caminho, foi quando um vampiro apareceu, era bem difícil ver um deles acordado naquele horário, pelo que eu sabia não eles precisavam ser extremamente forte para conseguir.
— Hum, vejo que temos um lanche que gosta de brigar. — Ele estalou o pescoço e começou a balançar para os lados, de repente o vampiro não estava mais lá, logo senti meu peito queimar e fui jogado para trás.
Rolei até bater com as costas na parede e ver o teto rodar, a criatura desta vez veio lentamente na minha direção, como se saboreasse minha derrota, levante as armas, mas novamente sua velocidade aumentou e acabei suspenso pelos pulsos.
— Sempre gostei do sabor do sangue dos lutadores, a adrenalina e quase viciante. — Ele apertou ainda mais meus pulsos e acabei soltando as armas, o vampiro me bateu contra o chão com se eu fosse um boneco de pano, um dos meus ombros saiu do lugar. — Vamos lá garoto, lute!
O vampiro me chutou e voei para o outro lado da sala, me levantei me apoiando na parede e monstro sorriu, corri na direção dele e apliquei um soco na cara dele, obviamente isso não deu em nada, era como acertar uma pedra.
Ao pensar nisso tive uma ideia, ergui a mão e o chamei para o combate, ele chutou, mas desta vez saltei para a esquerda e o vampiro destruiu parte da parede, corri na direção da escada, porém antes que pudesse chegar lá, a escada foi destruída. Era hora de por meus planos em prática, apanhei uma grande pedra no chão e o encarei.
— Vai atirar uma pedra em mim? — Ele perguntou, em resposta me lancei na direção dele e acertei o rosto dele com o escombro, seu olhar era um misto de ira e surpresa. — Como se atreve a me ferir?
— Foi fazer bem mais que isso babaca... — Sobre seres que se consideram muito poderosos, eles tem por hábito achar que são superiores, isso faz que se irritem muito quando se sentem ameaçados, foi o que aconteceu.
Ele saltou na minha direção, por uma milagre saí da frente e golpeei as costas dele, fazendo com que um pedaço de madeira atravessasse o peito dele, isso me deu tempo para esmagar a cabeça dele.
Comecei a colocar bombas incendiarias por todos os corredores e portas que passei, o ninho era enorme, foi quando vi a menina que tinha deixado escapar, ela abriu a boca em um ato de surpresa ao me ver, mas isso passou rapidamente.
Com um faca na mão ela investiu contra mim, mas seu treinamento era horrível, assim consegui me esquivar e golpeei a nuca dela, fazendo-a cair tonta.
Quando ela me olhou eu sorriu e mostrei a ela um pino de uma granada, comecei a correr, logo ouvi a explosão e as demais que aconteceram na sequencia, não tinha tempo para saber se a menina havia morrido ou não, mas podia apostar que só havia pedaços dela agora.
O lugar inteiro começou a tremer e desmoronar em alguns pontos, meus companheiros não estava a vista, o que me fazia crer que haviam saído, quando cheguei do lado de fora, os vi parados na esquina, caminhei até eles e partimos.
No orfanato fiquei feliz na hora do jantar, apesar de tudo que havia ocorrido, estávamos salvos, havíamos passado pelo Batismo de Sangue e éramos Anjos da Morte oficiais...
Acesse e fale comigo pelas redes sociais:
Quimeras no f*******: ou Instagran:
#QuimerasOLivro