No hospital da máfia francesa, o protocolo foi ignorado assim que Maurice atravessou a porta principal com Violeta nos braços. Não houve fila, nem formalidade. Bastou o olhar de um dos seguranças para reconhecer quem ele era — o Dom. O dono do hospital. O dono do poder. Imediatamente, uma equipe médica foi acionada. Violeta foi colocada numa maca e levada para dentro. Maurice, no entanto, não a acompanhou. Permaneceu na sala de espera, tenso, com as mãos sujas do suor frio dela. Madaleine seguiu ao lado da menina, em silêncio. Enquanto caminhava ao lado dos enfermeiros, olhava Violeta e via ali a dor de alguém que estava só. Madaleine conhecia bem aquela solidão. Ela mesma doeu por anos até o nascimento de sua filha, Sol — a única luz que trouxe cor à sua existência apagada. Criara a me

