Maurice entrou no saguão do hotel com os ombros duros e o maxilar travado. O segurança seguia atrás com a expressão de quem precisava de um terapeuta com urgência. Violeta vinha entre eles, de biquíni, canga esvoaçante e um sorrisinho digno de quem acabara de causar um incidente diplomático com topless na zona sul. — Por favor, subam direto, a suíte já está pronta — disse o gerente, abrindo espaço como quem tinha medo de ser o próximo alvo de Violeta. No elevador, Maurice estava em silêncio m0rtal. Violeta soltava suspiros falsamente inocentes, como quem só queria curtir a vida. Quando chegaram à cobertura, ele jogou o celular no sofá e foi direto pro bar da suíte, servindo um copo generoso de uísque. — Isso tudo por causa de uns p****s ao sol, Maurice? Jura? — ela disse, largando a bol

