Maurice a seguiu, é claro. Não podia evitar. O jeito como ela caminhava, como atraía olhares sem esforço, como desafiava cada uma de suas ordens — tudo nela o irritava profundamente… e, por algum motivo obscuro, também o arrastava feito correnteza. Quando Violeta se sentou à mesa no restaurante do hotel, ele ocupou a cadeira à sua frente sem dizer uma palavra por alguns segundos. Só a observou. — Você não tem roupa, Violeta? — ele perguntou enfim, olhando para a calça jeans claro e o cropped branco de alcinhas finas, que mais sugeria do que escondia. Ela revirou os olhos com um suspiro impaciente, como se a pergunta fosse uma ofensa pessoal. — Essa é uma das coisas boas de ter saído daquele convento — respondeu, apoiando o queixo na mão e fitando o cardápio com tédio. — E qual é a par

