Ela levou mais um pedaço à boca, lentamente, como se saboreasse cada segundo, e g£meu de novo — dessa vez mais suave, mais provocante, quase como se soubesse exatamente o que estava fazendo. Maurice largou os talheres com força contida e inclinou-se levemente sobre a mesa, os olhos fixos nela como se quisesse atravessá-la com o olhar. — Você está fazendo de propósito — disse, a voz rouca, carregada de tensão. Ela ergueu a taça de vinho com graça, deu um gole e respondeu com a calma de quem sabia o poder que tinha: — Eu? Só estou aproveitando o almoço, padrinho. Você que anda com os nervos à flor da pele... ou seria outra coisa à flor? Ele cerrou os dentes e passou a mão pelos cabelos, frustrado. A vontade de puxá-la dali pelos cabelos era tão forte quanto a de....tinha nem coragem de

