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Congeladas no Tempo

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Blurb

O livro conta a história de três adolescentes ''comuns'', que são amigas, mas tem as vidas totalmente distintas. Elas vivem a cada dia, tentando tornar suas vidas mais fáceis e organizadas para realizar seus sonhos e conseguir viver em paz em sua própria casa, mas elas descobrem que a vida não é tão fácil, e que se algo sair de seu controle, tudo pode se transformar em uma grande bagunça.

Juntas, elas tentam despertar de seu congelamento, e seguir em frente, fortes e determinadas, para que seu futuro seja tão bom quanto o passado, e o presente.

Baseado em histórias reais de adolescentes.

P.S.: Dedicado às minhas amigas e à todos que gostam de ler romances adolescente!

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Capítulo um
Ninguém me avisou que ia ser assim. Ninguém nunca me disse: ''Se prepare. Porque vai ser difícil''. Quando eu brincava de esconde-esconde com meus amigos na rua, nos meus dez anos de idade, ninguém me falou que não ia ser assim para sempre. Quando temos apenas que nos preocupar em encontrar o amigo que está escondido... Quando temos apenas que nos preocupar em escolher um vestido bonito para a boneca... É assim, que eu queria que fosse sempre. Mas me enganei assim que entrei pro ensino médio. *** Eliza. Vou começar me apresentando... Olá, meu nome é Maria Eliza. Mas pode me chamar de... bem, Eliza. De onde veio esse nome? Não faço a mínima ideia. E não fique pensando que minha mãe se inspirou em uma rainha antiga, ou na primeira mulher à fazer algo no mundo, ou até mesmo em uma atriz famosa qualquer... Porque isso não é verdade. Me chamam assim desde que eu nasci e é só isso que eu sei à respeito. Bem, não tenho muito tempo para falar sobre mim, já que daqui a pouco começo minha vida corrida. Então vamos lá... tenho dezessete anos, meu signo é escorpião, minha cor preferida é vermelho e moro com meus pais e meu irmão mais novo. Sou uma garota comum até onde eu sei, não sou viciada em drogas, não sou alcoólatra, fumante, g****************a, mas também não sou freira. Apenas faço estágio como enfermeira em um hospital e faltam exatamente três semanas para eu me formar do ensino médio. Como eu disse, sou uma pessoa muito ocupada e minha vida corrida, começa... bem, agora mesmo. Levanto da minha cama igual aquele super herói do desenho, como é mesmo o nome... flash ou algo assim, e depois de alongar meus braços, eu entro no banheiro para escovar os dentes. Assim que termino, me olho no espelho. Vejo aquela garota com cara de pequena Branca de Neve olhando para mim, nem se parece comigo, na verdade, ela parece menos cansada. Meus cabelos pretos e curtos precisam de uma tintura nova, e estou com cara de quem não dorme à dias. Tecnicamente, eu não dormi mesmo. Acordei a semana toda às sete para ir ao colégio e à tarde pro hospital. E depois do hospital eu passei todas as noites ensaiando para a peça Auto da Lusitânia, para a aula de Literatura. O pior de tudo é que essa rotina não muda nunca. Antes do meu estágio no hospital, eu dava aulas de dança para algumas crianças de uma creche, mas como eu vou fazer curso de medicina na faculdade, eles me deram um estágio para eu ir treinando. Por enquanto, eu só sirvo a sopa dos pacientes, acompanho eles até a sala de cirurgia e dou os remédios das crianças com câncer. Quando termino de me arrumar para o colégio, pego minha mochila, uma maçã na geladeira e bato na porta do quarto dos meus pais. - Pai, não vai me levar ao colégio? Já são sete e meia. - Claro filha, já estou indo. Meu pai era quem me levava ao colégio todos os dias. Às vezes ele se recusava à acordar então eu ia com a minha mãe, com o sinto de segurança bem apertado e rezando para não batermos em um poste, já que minha mãe não era a melhor motorista. Ele nunca reclama, mas eu sei que ele odeia acordar tão cedo. Eu gosto porque são os únicos vinte minutos, que eu tenho para conversar com meu pai, já que eu não via ninguém da minha família o dia todo. - Então... como está indo no trabalho filha? - meu pai diz, olhando para frente com as mãos no volante. - Está tudo ótimo. - Que bom. Está gostando do lugar? Eu nunca parei para pensar se eu gostava do lugar. Eu sempre sonhei em ser médica e eu amava tudo ligado à isso. Mas ultimamente, eu ando sem interesse nas coisas que antigamente me interessavam muito. - Humm, sim. O salário é ótimo. Meu pai ri, e eu também. - Você parece cansada. Está ficando pesado ter que trabalhar e estudar? - Não, está bem de boa. Eu menti, eu estava cansada sim. Mas eu nunca poderia falar isso ao meu pai, porque ele iria me fazer aquele grande discurso de ''Você não precisa trabalhar tão cedo'' e eu já estou trabalhando à dois meses e estou começando à realizar meu sonho, não quero voltar atrás. Ele olha rápido para mim e depois volta a focar na estrada. Onde neste momento, estamos passando por uma rua estreita e fechada pelas árvores. - Se eu e sua mãe tivéssemos condições, sabe que nós daríamos as passagens da sua viagem, não sabe? - Sim. - dou meu sorriso de ''eu compreendo''. - Eu sei disso pai. Estou juntando dinheiro para a minha viagem para Nova York. Meu sonho sempre foi... para falar bem a verdade, morar nos Estados Unidos. Entrar em um avião para nunca mais ter que voltar. Trabalhar como médica em qualquer hospital por lá. Comprar uma casa em alguma cidade pequena por lá e viver minha vida. Eu simplesmente... amo os EUA desde pequena. Há algo lá que me atrai. Mas aprendi recentemente que as coisas não funcionam exatamente como a gente quer. Então, eu resolvi juntar dinheiro para ao menos viajar para os Estados Unidos. Estou muito longe de conseguir apenas a passagem de ida, e eu queria viajar depois da minha formatura, por isso eu faço de tudo para guardar mais que a metade do meu salário. Depois de me despedir do meu pai, eu entro no colégio. Está vazio, oque significa que eu já estou atrasada. Então eu corro para a sala de aula, onde encontro a professora de Matemática Daila, enchendo o quadro n***o de problemas e equações. Eu entro na sala com a cabeça baixa, e depois de dar ''bom dia'' para a professora, eu vou me sentar no fundo da sala, atrás da Alice. *** Alice. Enquanto a professora Stella, de Filosofia conta a história de Sócrates, eu aproveito para conversar com a Eliza, que mais uma vez aquela semana, ela chegou atrasada na aula. - Oque aconteceu desta vez amiga? - digo, cochichando. - Eu acordei um pouco tarde. - Mas a peça de Literatura foi ontem. O que você fez para acordar tarde? - É que eu estava organizando a lista de horários dos medicamentos dos novos pacientes. - Você fez uma lista dessas na semana passada. - faço careta para ela. Ela ri. - Eu não tenho culpa se as crianças ficam doentes Alice. - Mas desse jeito você vai acabar tendo que assinar uma advertência. - Srta. Alice? Levanto o rosto, e vejo a professora Stella com os olhos grudados em mim. Assim como toda a sala. - Oque professora? - Você está prestando atenção na minha aula? - ela cruza os braços. - Claro que estou. - sorri, meio nervosa. - Então você vai saber responder essa pergunta... Como Sócrates morreu? Olho ao redor, e vejo os meus colegas escondendo o rosto e abafando risinhos. Mas eu sei a resposta. Uma vez eu e a Eliza estávamos sentadas no intervalo ouvindo uma das histórias fúnebres do nosso colega Eric, ele estava reclamando que tudo estava dando errado para ele e então ele disse: ''um dia desses, vou fazer igual Sócrates e beber cicuta para morrer, assim todos meus problemas acabam.'' - Ele foi condenado... hmm... à tomar um veneno chamado Cicuta. - eu digo, toda orgulhosa. A professora estreita os olhos, mas sorri em seguida. - Você está certa. Todos me aplaudem com ironia. Eu respiro de alívio e em seguida olho para a Eliza, atrás de mim. - Essa foi por muito pouco. - É mesmo. - ela ri. O intervalo é o único momento que eu tenho para fazer alguma coisa. E são só trinta minutos. Eu tenho que comer, mandar mensagens para meus leitores e sobra um tempinho para eu escrever um rascunho do próximo capítulo do meu livro. Isso mesmo. Eu sou escritora. Não aquelas profissionais que trabalham em uma editora famosa, como a Kiera Cass, a Alyson Noël, ou a Cassandra Clare. Mas eu sou famosa sim, no meu Blog, no meu Twitter e no meu i********:. Tenho milhares de leitores que adoram meus livros, mas eles não me conhecem pelo meu nome verdadeiro, Alice é apenas para os íntimos, nas redes sociais eu sou conhecida como Aly Black. Esse nome surgiu quando eu fui publicar meu primeiro romance: Nascidos um para o outro. Minha amiga Sophie, me chamou de Aly e eu gostei do nome. E Black é porque... eu simplesmente sou apaixonada pela cor preto. E agora eu sou conhecida por esse nome. Se alguém procurar por Alice, ninguém vai saber de nada, mas Aly Black é muito conhecida no Mundo dos Livros, que é o site em que eu publico meus livros. - Alice? Alice! Olho distraída para minha direita e vejo a Eliza, terminando de comer o pedaço de bolo de chocolate dela. E ao lado dela, a Sophie, usando um cardigan rosa bebê. - Oque aconteceu? - Nada. É que nós estamos falando com você faz uns dois minutos e você só fica aí neste celular! - É que eu estava lendo os novos comentários sobre o meu livro, e a maioria são positivos. - sorrio. - Mas o que estavam falando mesmo? - É que minha próxima sessão de fotos é amanhã... - a Sophie diz, toda preocupada. - Em uma loja de roupas, onde eu vou ser a garota p********a. Mas tenho a prova de vestidos para o desfile do meu concurso no mesmo dia. E eu não sei o que fazer. Eu rio. Não posso deixar de rir. Eu sempre fui muito ocupada com meus livros, mas ver uma pessoa tão aflita por ter que vestir roupas e tirar fotos no mesmo dia, me faz rir muito. - Hmm, você n******e marcar para outro dia a prova dos vestidos? - eu digo, ainda rindo um pouco. - Como você pode rir, com a aflição dos outros? - ela finge estar brava. - Isso não se faz! Mas eu não posso desmarcar, é às duas horas. Sophie joga os cabelos longos para fazer um coque e depois começa a digitar alguma coisa no celular histericamente. - E então? - pergunto. - Eu mandei uma mensagem pro g***o, dizendo que vou chegar um pouco atrasada na prova. - ela respira fundo. - E pronto! - eu rio. - Problema resolvido. - Amiga! Isso é sério. Não é porque você não gosta dessas coisas, que elas vão deixar de ser importantes pra mim. - Está bem, me desculpe. Vou tentar não rir das suas histórias de ''top model muito ocupada.'' Eu não consigo segurar e caio na risada. Para minha sorte, a Eliza e a Sophie também riem comigo. Mal termino de ler os comentários dos meus leitores e o sinal toca, o que significa que acabou meu tempo de folga. Nós três andamos em direção à sala de aula da professora Beatriz, de Química. Um trio engraçado, eu e minhas amigas: a Eliza é a mais baixinha, com os cabelos curtos e bem pretos, ela gosta de ouvir rock, como eu. Mas a Sophie é alta, bem magra, com os cabelos castanhos e longos, e... meu Deus! Ela adora a cor rosa. Todos os dias ela está usando alguma coisa que seja rosa, nem que seja um misero brinco. Mas tem que estar usando rosa. Eu já disse à ela que odeio a cor rosa. Odeio vestidos coloridos, maquiagem exagerada, poás, e todas as coisas relacionadas a esse mundo da moda. Só que no caso dela é diferente, ela é legal. Eu nunca gostei dessas garotas mimadas e que só se importam com a cor do esmalte, quando se tem tanta coisa melhor na vida, mas a Sophie é uma garota inteligente e bondosa, eu e a Eliza gostamos de ser amigas dela. Enfim, somos um trio muito diferente, mas somos ligadas pela nossa amizade. E apesar de todas sermos muito ocupadas e perdidas no tempo, nós sempre encontramos um jeito de nos divertir juntas. *** Sophie. Eu nunca parei para pensar que existem tantas células trabalhando para que cada movimento do meu corpo seja realizado. Adoro pensar sobre isso, é como se elas fossem nossas servas para a vida inteira! Nunca fui muito fã de biologia, mas aprendi que quando você está estudando no ensino médio, faltando poucas semanas para terminar os estudos, você é obrigado a ser fã de todas as matérias. Enquanto a professora Hortênsia explica a função das células, eu estou olhando para as unhas da minha mão. Fala sério! Eu não estou tendo tempo para fazer nem as unhas, estou usando este esmalte lilás à dias. Eu nunca fui de deixar de fazer as unhas, isso para mim é prioridade. Mas estou tão cheia de trabalhos escolares, testes, pesquisas e apresentações que eu me esqueci e sem falar da quantidade de sessão de fotos, desfiles, testes e viagens que eu estou tendo depois que eu fui contratada pela agência Way Models. Claro que esse sempre foi o meu sonho. E é para eu ficar muito feliz, não é? Eu sempre quis tudo isso... mas não me sinto tão empolgada como antes, oque está acontecendo comigo? Estou tão desanimada. Tem muitas coisas dentro da minha cabeça neste momento, como o trabalho, o colégio, meus amigos e o meu namorado. Mas ao mesmo tempo, sinto que não tem nada na minha cabeça. O que será que está acontecendo? - Amiga. - Alice me cutuca com a caneta. - Ai! Oque foi? - eu sussurro para ela. - Você pode me mandar o conteúdo da aula passada por me mensagem? - Por quê? Você não fez? Acho estranho a Alice não ter feito a tarefa, já que ela é uma das pessoas mais inteligentes da sala. - Não. Eu estava pesquisando uma música tema para o Richard e a Tiffany no celular. Eu sei que Richard e Tiffany é o casal do livro que ela está escrevendo. - Tá legal, já estou enviando. - Obrigada. - ela me manda um beijo, e volta a atenção para a professora. Eu sempre achei a amizade entre mim, a Eliza e a Alice, bem interessante, uma médica, uma modelo e uma escritora. É muito difícil achar alguma semelhança entre essas profissões, mas é porque não tem nenhuma. Somos amigas à muito tempo e conhecemos muito uma à outra, mas nunca estivemos tão afastadas quanto estes últimos dois anos. Era tudo mais fácil, quando tínhamos apenas que escolher nossas barbeis e colocar sapatinhos nelas. Mas hoje quem tem que trocar de sapatos dezenas de vezes ao dia, sou eu. Que ironia. Tudo começou quando minha mãe me colocou em um concurso de modelo quando eu completei dez anos. A primeira coisa que falavam para mim quando me conheciam era ''você é magra, alta, e muito bonita... seria uma modelo perfeita''. E então, eles estavam certos, porque eu passei no concurso e comecei à fazer testes. Mas tudo era bem fácil quando eu tinha dois teste por ano, um concurso de miss infantil e sessão de fotos mandando beijos e fazendo poses. Depois que eu fui contratada, tenho mais de quinze desfiles por mês, sessão de fotos todas as semanas e provas de roupas para os outros testes várias vezes. Isso está ficando... eu ouso dizer... cansativo. Não por causa do trabalho e sim por causa do colégio. É quase impossível estudar para a prova bimestral enquanto uma pessoa puxa o seu cabelo e outra passa blush na sua bochecha. Isso está acabando comigo! Assim que me despedi da Alice e da Eliza, eu pego minha bolsa e saio da sala. Henrique está me esperando como quase sempre, perto da saída. Um garoto tão bonito, alto, forte, com os cabelos claros perfeitamente desarrumados e olhos verdes. Um garoto que eu não mereço como namorado. Ele está distraído em seu celular, mas quando me vê se aproximar, ele sorri. Um sorriso brilhante e lindo. - Oi. - ele me dá um beijo rápido nos lábios. - Oi. - Quer que eu te ajude com a bolsa? - ele aponta para a minha bolsa. Eu até poderia ser uma aluna mais responsável e trazer os livros na bolsa, mas ao envés disso, eu deixo todos no meu armário. Oque tem na minha bolsa se resume em: maquiagem, esmaltes, lixa de unha, escova de cabelo, secador de cabelo e espelho. Então não estava pesada. - Não, obrigada. - começo a andar em direção à saída, onde tem dezenas de alunos indo na mesma direção. - Oque foi? - ele passa o braço em minha cintura e nós vamos assim até a calçada. - Nada. Por que? - É que você parece distraída. - Hmm, deve ser porque eu tenho muita coisa para fazer. Ele aperta os lábios. - Eu sei que você é muito ocupada, mas... vamos pegar um cineminha hoje? - Desculpe, eu não posso. Tenho que fazer um trabalho de Física. Abaixo a cabeça. Eu odeio não ter tempo para ele. Ele sempre foi um ótimo namorado, companheiro e amigo. Sempre esteve me ajudando e me dando atenção. - Tudo bem. - ele sorri. Mas eu sei que ele está triste. - Quando acha que vai ter tempo para mim? Eu não quero falar. Ele é sempre tão gentil, tão carinhoso e atencioso. É o tipo de garoto que todas as meninas queriam namorar, e eu aqui... só ocupando vaga. - Rick, eu... - respiro fundo. - Queria que você soubesse que eu... gosto de você, e... eu sei que você gosta de mim... - Eu amo você. - ele me interrompe, olhando bem nos meus olhos. - Tá. Mas... - Você está querendo terminar comigo? - franze o cenho. Odeio quando ele faz isso meu coração dói. Mas eu não posso fazer nada. - Não quero terminar com você. Mas... você sabe que eu não tenho tempo para nós dois. Eu não tenho tempo nem pra mim. - Eu sei. Mas não tem problemas... - ele me puxa para um abraço apertado, e aconchegante. - Eu te espero. Ele me afasta um pouco, segura meu rosto entre as mãos e olha bem nos meus olhos. Aqueles olhos verdes que dois anos atrás eu era apaixonada. - Eu quero te ajudar. Você tem que me deixar te ajudar e para isso, você tem que me contar o que está acontecendo... Oque você sente? Meu Deus, essa pergunta. Eu realmente tenho medo dela, estive evitando ela por muito tempo. O que eu sinto? O que eu realmente sinto? Bem, sinceramente eu não sei o que sinto.

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