O eco da porta batendo ainda ressoava na mente de Estevão quando Helena saiu da sala. O silêncio que restou foi denso, carregado de tudo que não fora dito e do peso das palavras que haviam transbordado como veneno. Ele permaneceu parado por alguns segundos, a respiração firme, tentando reorganizar os pensamentos, mas dentro dele algo se agitava. Helena sempre soubera provocar, mas agora havia cruzado um limite. Do lado de fora, Helena caminhava pelos corredores como uma fera ferida. Cada passo ecoava raiva, cada olhar lançado aos funcionários que se afastavam apressados era um aviso silencioso: ela ainda não estava derrotada. O orgulho ardia como ferro em brasa. As frases de Estevão martelavam em sua mente: “veneno”, “nada além de ressentimento”. Palavras que a feria por tocar em verdades

