Helena sentiu o ar pesado ao entrar na sala de reuniões. Aquele espaço, que por anos havia sido seu reino absoluto, parecia agora mais frio, mais imponente e, estranhamente, intimidante. Cada detalhe, da iluminação ao arranjo das cadeiras, parecia conspirar contra seu antigo senso de controle. Ela já não era a rainha inquestionável que ordenava e todos obedeciam; havia perdido o trono, ainda que temporariamente, e cada fibra do seu corpo se rebelava contra essa realidade. Estevão estava à frente, como sempre, mas com um olhar diferente. Não havia traços de cortesia ou deferência, apenas firmeza absoluta e uma presença que, mais do que intimidar, exigia respeito. Ele não estava ali para dialogar sobre estratégias superficiais; estava ali para desafiar Helena a confrontar a própria arrogânc

