Segunda de manhã sempre tem um ritmo próprio. O escritório ainda está acordando, o cheiro de café recém-passado se espalha pelo corredor e as conversas começam baixas, como se o prédio inteiro estivesse esticando os músculos depois do fim de semana. Eu apoio a caixa sobre minha mesa e tiro a tampa.Os convites de casamento. O papel marfim é espesso, elegante, com letras em relevo dourado que refletem a luz da janela. Passei mais tempo escolhendo esse papel do que gostaria de admitir. Por um segundo, só observo o meu nome ao lado do de Edgar e ainda parece um pouco surreal. Respiro fundo e começo a separar os envelopes. Nate está na lista. Pego o envelope dele, passando o dedo pelo nome escrito à mão. Não é estranho convidá-lo, acho que é adequado, sendo que ele se tornou tão próximo.

