Estava tudo pronto para o grande momento. Raul chegou ao cartório e encontrou a sua noiva que já o aguardava juntamente com seu pai e madrasta.
Apesar de Sofia ter obedecido à ordem de seu pai, era nítido que ela não queria estar naquela situação. Talvez ela fosse a noiva mais triste que pisou naquele cartório nos últimos anos.
Raul se aproximou de Sofia com a sua postura intimidadora e dominante e a levou pelo braço para que eles se casassem o quanto antes. Eles tiveram uma simples cerimônia de casamento, onde basicamente responderam algumas perguntas e assinaram os papeis que sinalizavam que agora um pertencia ao outro.
Sofia sentia que estava sendo realmente vendida e que aquele momento era a assinatura da transação entre o seu pai e aquele homem.
A essa altura do campeonato, ela já havia descoberto de onde conhecia Raul, apesar de não entender o porquê dele odiar tanto a sua família, já que o seu pai havia dado casa e trabalho para eles. Sofia nunca teve muita liberdade e sempre via as coisas sob a ótica que seu pai permitia que visse.
Após o casamento, Raul sorriu e com um olhar de vitória, levou Sofia com ele para a sua casa.
Ela agora era sua, para que ele fizesse o que bem entendesse. Raul queria que ela se sentisse desprezada e humilhada. Ele tinha planos de levar mulheres para casa e de fazê-la de empregada, mas jamais de a tocar com violência, apesar de ter ficado muito agressivo nos últimos tempos.
Raul havia se tornado muito rico. Na verdade, um milionário. Ele havia dado muita sorte quando descobriram um aplicativo que ele desenvolveu. Ele ainda era um estagiário e com a morte dos pais, se enfiou de cabeça no trabalho. Os seus projetos eram impecáveis e geniais e após três anos de trabalho árduo, ele virou o dono e CEO da maior empresa de tecnologia do país.
Após andarem por algumas horas de carro, Raul colocou Sofia em um helicóptero e em alguns minutos estavam chegando em sua mansão.
A casa ficava em uma ilha particular no litoral do Rio de Janeiro e para chegar até ela era preciso pegar uma barco ou ir de helicóptero.
Raul não era o tipo de homem que pegava táxi marinho. Ele era poderoso demais para isso e não gostava que sua origem humilde viesse à tona, por isso, andava para baixo e para cima de helicóptero, pois apesar de precisar estar vivendo em um grande centro urbano, ainda precisava da paz e tranquilidade que encontrou naquela ilha.
Sofia ficou assustada porque a casa parecia uma fortaleza e para sair dali ela iria precisar do consentimento do marido, já que dependeria do helicóptero ou de algum outro meio de transporte dele.
Raul levou Sofia até o seu quarto, que apesar de espaçoso, parecia bem modesto, em comparação com o resto da casa e disse para ela se preparar que em breve voltaria para que ela começasse a cumprir com suas obrigações conjugais.
Sofia sentiu o seu corpo tremer de tanto medo, pois não conhecia nenhum homem e preservava o seu corpo intocado. Apesar de ter vinte anos, Sofia só tinha trocado alguns beijos inocentes em sua vida e nada mais do que isso. Obviamente, não foi por falta de interesse dos homens que conheceu, já que ela tinha uma beleza única, mas sim por causa da sua timidez e da constante vigilância, que não a deixava se sentir confortável em encontros, fazendo que ela simplesmente evitasse sair.
As palavras de Laura não paravam de ecoar na cabeça de Sofia e ela então decidiu que se entregaria para Raul sem resistir e assim pudesse ser tratada com menos violência.
Raul não pensou que Sofia pudesse interpretá-lo m*l, pois não tinha intenção de tocar naquela mulher. Ele queria começar a sua vingança e a colocar como uma empregada da casa, quase uma presidiária, que estaria ali para lhe servir, como o seu pai fez com a sua família. Ele fazia questão de deixar Rick informado, pois queria que ele sofresse a cada dia.
O problema era que Sofia imaginou que ele queria consumar o casamento, por isso, tomou um banho caprichado, se perfumou, colocou uma lingerie sensual e se enrolou em um robe para esperá-lo.
Quando Raul voltou, ele se sentou e como um sádico, ia começar a contar sobre o seu plano de vingança, mas foi surpreendido por aquela mulher que tirou o robe que vestia e revelou um lindo e atraente corpo para ele.
__O que você está fazendo? Disse Raul confuso.
__Por enquanto, nada. Mas estou pronta para o que você quiser.
Nesse momento, a mente masculina de Raul, não foi capaz de ignorar aquela cena. Ele se esqueceu completamente de todo o joguinho que iria fazer e viu o seu objeto de vingança se aproximar.
Sofia estava decidida a conquistar o afeto de Raul, pois talvez assim, ele não a maltratasse. Dessa forma, ela se sentou no colo dele e aproximou os lábios até encostar nos dele e o beijou.
Raul queria atacar aquela mulher e satisfazer todos os seus desejos carnais, mas ele sabia que não era assim que as coisas deveriam acontecer, por isso, após quase não se segurar, se afastou dela e disse:
__Você entendeu tudo errado. Você vai ser quase a minha escrava, mas nunca a minha mulher. Esse é o seu quarto e a sua cama, nunca ouse entrar nos meus aposentos, a não ser que seja para limpá-lo. Aos olhos da sociedade você é a minha esposa, mas para mim, não passa de uma empregada. Acorde cedo e faça o meu café e limpe a casa. Não gosto de ser desobedecido.