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SUBVERSIVO | [M]

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Blurb

Livro 01, série amor no morro.Yuri Oliveira é o chefe de uma dos maiores e mais fortes morros de todo o rio de janeiro. Nascido e criado no bairro, conhecido e amado por muitos, estava sempre ao lado do seu melhor amigo, Mathias. Conhece Luiza em um baile na favela vizinha e a partir daí, se tornam inseparáveis. [ NÃO PERMITOO ADAPTAÇÕES OU REPOST DA OBRA EM NENHUMA PLATAFORMA]

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Prólogo
Yuri Oliveira | Alguns anos antes... — Ô, Yuri. — Minha mãe me chamou. — Eu, mãe. — Apareci na porta, me segurando no batente. Eu estava na copa da cozinha, estudando na mesa de jantar. Minha mãe, uma senhora de cinquenta e poucos anos, tinha caído da laje a umas duas semanas, mais ou menos. — Pega água pra mim. — Pede. Eu dou um meio sorriso pra ela e saio, deixando-a sozinha. Abro a geladeira, pego a garrafa o copo e sirvo, fazendo todo o trajeto de volta para a sala. Entrego o copo em suas mãos. — Senta aqui um pouquinho com a mãe. — Ela bate ao seu lado. — Aconteceu alguma coisa? — Pergunto e ela acaricia o meu cabelo. — Não, eu só quero ficar com você mesmo. — Ela sorriu para mim. — Eu te amo, mãe. — Olho no fundo dos seus olhos. Gosto que ela sinta a minha sinceridade. — Eu te amo tanto, sabia? — Ela tira os olhos de mim para a perna e faz uma careta. — Você é meu motivo de orgulho, filho. — Aconteceu alguma coisa? Tá com alguma dor? — Pergunto, preocupado. — Já falei com a Yanca, não se preocupa. Ela e o maurício vão me levar no médico. — Ela murmurou. — Você não precisa se preocupar com isso não, só com a sua faculdade. — Que isso, mãe, preciso me preocupar sim. — eu a encaro. — Me fala, o que a senhora tá sentindo? — Só uma coceira, tá pinicando minha pernendo muito. — Ela explica. — Mas, ó... vai passar muito, eu sou forte, eu vim da roça. Eu dou uma risada. Minha mãe veio do interior de minas gerais, ela e toda a sua família. Eram felizes aqui e foram por diversos anos, até chegarem ao rio de janeiro. Nós não morávamos em um morro, era uma comunidade — que muitos consideravam um lugar perigoso. — Mãe, a senhora sabe que nunca me incomoda com nada. — Afirmo. — Ô, meu menino... — ela toca meu rosto. — Você sabe que eu tô te deixando estudar. Você lutou muito por esse enem pra fazer essa faculdade e virar advogado, ainda quero te ver dando muito orgulho pra mãe. — beijou meu rosto. — eu vou ficar bem, vou superar isso logo. — Não faz mais isso. — Resmungo, abraçando ela. — Eu amo a senhora demais, quando isso começou? — A coceira a uns três dias, a dor a uns cinco. Mas, eu vou ficar bem. — Ela sorri. — Agora, fica aqui com a mãe, tá passando aquela novela que eu gosto. Eu ainda não conseguia ficar tranquilo com aquilo. Mesmo que a minha mãe estivesse tranquila, eu não conseguia estar. Não mesmo. Não quando éramos somente eu e ela nessa casa, não quero perde-la. Suas mãos tocaram o meu rosto, seus dedos me acariciaram sutilmente. Ela parece calma, mesmo que eu possa perceber um incômodo claro em seus olhos. ? Ajustei a mochila em meus ombros, enquanto entrava em casa. As luzes ainda estavam apagadas, como eu tinha deixado quando saí — esperando ver a minha mãe quando eu chegasse. Eu peguei a chave dentro do meu bolso esquerdo, passei pela varanda e enfiei ela na fechadura. Girei e empurrei a porta para dentro. A casa estava vazia e muito, muito calma. A sensação r**m crescia dentro do meu peito, eu não gostava mesmo disso. Peguei meu telefone e o coloquei conectado no carregador e entrei pro banheiro. Minha casa não era simples pro padrão da comunidade, muito pelo contrário, minha mãe trabalhou muito para dar o melhor para os filhos. Ela sempre me deu muito orgulho. Quando termino, enrolo a toalha em minha cintura e saio, encontrando o meu aparelho com alguma carga. Pego o Motorola Moto G entre os dedos, olho a capinha verde água e sinto um pouco de vontade de rir. Minha mãe quem tinham comprado ele no mês em que passei na faculdade. Passo a tela e abro o w******p, algumas mensagens chegam ao mesmo tempo e eu me sento na cama. "não tenho boas notícias" ? A depressão é o m*l do mundo e isso, todo mundo sabe. A depressão acaba com as pessoas, acaba com as famílias, ela acaba com tudo. Minha mãe estava ali. Deitada naquela cama, quase morrendo de tristeza e ignorando completamente o local em que ficava sua perna antes. Não sei se ela sente culpa por não ter tido coragem de contar antes que sentia tanta dor, mas sua perna teve de ser amputada. Aparentemente, minha mãe não sabia que não podia molhar o gesso e muito menos, Yanca — que mesmo sendo mais nova que ela, também não procurou saber muita coisa. Quando ela caiu, abriram alguns machucados, a água abafou o local e uma infecção se formou, a carne começou a "apodrecer" e em pouco tempo, algumas larvas — e foi aí que ela começou a sentir a ponto de ter que ir para o hospital. Me sinto culpado por não ter ficado em cima dela o tempo necessário para saber que ela não estava bem. Ela passa o canal da televisão e Mathias entra pela porta do quarto dela. Todo mundo sabia das coisas que estavam acontecendo e tínhamos medo. A algum tempo, ela se negava a comer e parecia estar debilitada. O brilho da mulher que ela um dia foi. A cozinheira impecável. Tudo nela tinha um brilho absurdo. E agora, ela não queria comer algo para se manter viva. Era um desgosto imenso para ela. Mas ela sorriu. Mathias era meu melhor amigo de infância. Ele era nosso vizinho antes de entrar pra bocar e ir morar mais para dentro da comunidade. De qualquer jeito, a minha mãe amou e cuidou dele, aconselhou também. Ele se senta ao lado dela na cama. — Como a senhora tá, tia? — Pergunto. — Tô levando, meu filho. — Ela sorri fraco. — Você tá fraco, Mathias. Já comeu hoje? — Já, tia. — Ele ri. — Fica tranquila, sou carcaçudo, nada derruba. — Mathias, Mathias... — Ela lança para ele um olhar cortante. — Já conversei sobre isso com você. Brinca com a vida assim não, meu filho. — Fica tranquila, tia. Quem tá comigo não dorme e nem fecha o olho. — Ele aponta o dedo para cima. Ela suspira pesadamente e fecha os olhos por um segundo, deve estar cansada. Lambo meus lábios, sinto vontade de chorar por ver ela desse jeito. — Mathias, você tem que me prometer uma coisa... — ela diz, de repente. — O que a senhora quiser, tia. — Ele diz, prontamente — tu é minha segunda mãe. — Aconteça o que acontecer, não permita nunca que meu filho entre nessa vida. — Sua mão segurou com força a mão de mathias e seu olhar penetrou o dele. — Sim, senhora. — Ele assente. — Não vou deixar o Yuri terminar do mesmo jeito que eu terminei. E ela o solta. Ela sabe que não vai durar muito tempo, e isso me machuca por dentro... ? Vote e comente

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