CAPÍTULO 3

1309 Words
LÍVIA TRAJANO — Bom dia, querida. Tia Sam diz animada abrindo as cortinas do quarto da Liv. — Bom diaaaa, tia Sam. A Luv fala animada, se levanta feliz abraço meu urso panda de pelúcia, ele é meu favorito, adoro ele, tão macio e fofinho. — Vamos no shopping, hoje a noite vai ser a festa de aniversário do seu pai, ele mandou comprar um vestido para você. — É aniversário do papai. — Falo feliz, pulo da cama e vou até o closet, pego o presente que co.prei para o papai. — Olha, eu que fiz. Mostrei o cartão com um monte de ursinho panda que a Liv desenhou, e tinha um relógio, o papai ama relógio e por isso, pedi para a relojoaria favorita do papai fazer um exclusivo para ele, tem a silhueta dele e minha desenhado. Não sei quanto foi, o papai da um cartão ilimitado para Liv, mas acho que foi bem caro, mas é lindo e o papai vai amar. — Que lindo, Liv, seu pai vai adorar. Pulo feliz, eu amo o papai, e quero que ele tenha um dia especial hoje. — Vou preparar o café da manhã do papai. Falo e saio correndo. — Espera Liv... A tia Sam, diz, mas a Liv não ouve sai correndo, desce as escadas, e no fim aquele segurança gigantão passa na frente e a Liv bate de frente com ele, que segura a Liv, que parece que bateu em uma parede, e ele nem se mexeu. — Ai. — resmungo presa naqueles braços grandões. — Ah, p***a, você está de calcinha. Ele quase grita, soltando a Liv, ele cai no chão pelo susto, e a liv cai em cima dele. — p***a, garota, sai de cima de mim. Ele fala alto de novo, a Luv se assusta e não se mexe, então a Liv sente um negócio duro e grande cutucando os p****s da Liv. — O que isso? A Liv abaixa o rosto e vê uma coisa bem grande apertando a calça do gigantão. — Ai meu Deus, é seu p***o? — Não... p***a, é... caralho... sai de cima de mim... — Nossa... A Liv, olha de novo, a Liv já viu um p***o, mas não tão grande, e esse estava preso na calça e parecia tipo um bastão de beisebol. No instante seguinte a Liv, é jogada no chão, Aquele homem se levanta. — Nunca mais encosta em mim. Ele fala bem bravão e sai quase correndo, a Liv, se levanta e corre para o quarto de novo. — Aqui vai tomar banho, e pare de andar de calcinha por aí, agora tem seguranças na casa. Tia Sam, fala dando uma muda de roupas para mim, a Liv entra no banheiro, ainda sem co seguir falar nada, aquilo que aconteceu com aquele gigantão, foi esquisito demais, aquele negócio dele, era bem grandão, era normal será? O banho demorou mais do que o normal. A água quente escorria pelos meus ombros, e, por mais que eu tentasse não pensar, aquela cena esquisita de mais cedo com o Aiden não saía da minha cabeça. Eu não sabia explicar, só sabia que era… estranho. Meu coração batia mais rápido quando lembrava, e minhas bochechas ficavam quentes. Eu nunca tinha ficado assim. E aquele homem… credo, ele era tão chato, mas tão… diferente. — Aff, para, Liv — falei sozinha, jogando água no rosto para tentar apagar os pensamentos. — Ele é só um grandalhão rabugento. Saí do banheiro, coloquei um vestido branco com estampa de cerejinhas e um laço vermelho na cintura. Amarrei o cabelo num r**o de cavalo alto, coloquei minha tiara favorita e fui direto para a cozinha. Hoje era aniversário do papai, e eu queria que ele tivesse o melhor café da manhã do mundo. Na cozinha, peguei a bandeja mais bonita, aquela com bordas douradas. Coloquei o prato com panquecas em formato de coração, mel, morangos frescos, café quentinho e um copo de suco de laranja. Também coloquei o presente que tinha feito para ele, com o relógio e o cartão cheio de pandas. Enquanto montava tudo, senti aquele incômodo — como se alguém estivesse me observando. Olhei para trás e lá estava ele, o brutamontes de dois metros, encostado no batente da porta, braços cruzados, expressão fria. — Tá me seguindo até na cozinha agora? — perguntei, tentando parecer brava. — É meu trabalho — respondeu, sem emoção. — E por que você está usando esse vestido curto? Olhei para ele com a sobrancelha arqueada. — Curto? Isso aqui é de princesa. E, aliás, não te pedi opinião, gigantão. Ele desviou o olhar para a janela, mas percebi o maxilar travando. Peguei a bandeja e fui andando em direção ao escritório do papai, com Aiden atrás, como uma sombra. Quando entrei, papai levantou o rosto do computador e sorriu. — Minha princesa! — ele disse, animado. — Que surpresa linda! — Feliz aniversário, papai! — falei, colocando a bandeja na mesa e abraçando ele. Ele riu, me beijou na testa e abriu o cartão. Assim que viu o desenho dos pandas, os olhos dele brilharam. — Eu amei, Liv. E… — ele abriu a caixinha do relógio — Nossa… é perfeito. Você sempre sabe como me deixar feliz. Senti meu peito ficar quentinho. Papai era tudo para mim. Enquanto ele comia as panquecas, a campainha tocou. O mordomo, sempre impecável, abriu a porta e voltou com uma caixa média nas mãos. — Senhorita Lívia, chegou um pacote para a senhorita — disse ele, entregando para mim. — Para mim? Mas eu não pedi nada… — falei, confusa. Aiden se aproximou, a expressão dele mudou instantaneamente, ficando mais tensa. — Me dá essa caixa — ele ordenou, estendendo a mão. — Calma, é só uma encomenda… — comecei, mas ele já estava com o cenho franzido. — Liv, entrega isso agora. — A voz dele estava mais grave. — Não abre. Mas eu já estava tirando a fita. — Eu só quero ver… — murmurei. Assim que levantei a tampa, o mundo virou um caos. — AAAAAAAH! — gritei, jogando a caixa no chão quando três sapos vivos pularam para fora. Eles eram enormes, gosmentos, e começaram a saltar pela sala. Meu corpo gelou, depois fiquei em pânico. Sem pensar, pulei para cima do primeiro lugar seguro que vi — que por acaso eram os braços de Aiden. Ele me segurou com facilidade, como se eu não pesasse nada. — Tá tudo bem… — ele murmurou, olhando ao redor com atenção. — Respira. Mas eu estava tremendo, agarrada no pescoço dele, com as lágrimas já escorrendo. — Eles são horríveis… horríveis… — soluçava. — Eu não gosto, Aiden… Ele não disse nada, apenas me segurou mais firme, uma mão nas minhas costas, a outra me mantendo longe do chão. Papai se levantou e pegou algo que estava no fundo da caixa — um pedaço de papel. Assim que ele leu, o semblante mudou completamente. — O que foi? — perguntei, ainda escondendo o rosto no ombro de Aiden. Papai respirou fundo e leu em voz alta, a voz carregada de raiva: "Você é a boneca mais bonita da vitrine, Lívia… mas toda boneca pode ser quebrada. Não importa quantos homens o seu pai pague para cuidar de você, um dia eu vou brincar com você do meu jeito. Quando isso acontecer, nem seus olhos azuis vão brilhar mais." O silêncio que se seguiu foi pesado. Meu coração acelerou, não só pelo susto dos sapos, mas por sentir… medo de verdade. Aiden me colocou no chão devagar, mas ficou perto, como se qualquer movimento dele pudesse me proteger de tudo. — Isso não vai acontecer — ele disse, firme, olhando direto para o meu pai. — Eu vou cuidar dela. Papai assentiu, mas percebi o olhar preocupado que ele tentou esconder.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD