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Ava abriu os olhos e percebeu que não estava mais na escuridão. A dor dos véus sendo arrancados ainda latejava em sua alma, como se pedaços de si tivessem sido dilacerados no processo. Mas agora ela estava de pé — ou pelo menos sua consciência estava — em uma vasta sala silenciosa, com chão espelhado e paredes sem fim. Não havia janelas, portas ou qualquer sinal de onde estivesse. Mas algo chamava sua atenção: reflexos. Muitos deles. E todos... dela. Havia dezenas de versões de si mesma espalhadas pelo ambiente. Algumas estavam sentadas, chorando. Outras gritavam. Algumas pareciam felizes, outras, enraivecidas, sombrias, com olhos vermelhos ou dourados brilhando intensamente. Uma Ava estava coberta de sangue, segurando uma lâmina ensanguentada; outra parecia vestida com túnicas antigas, f

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