bc

Uma Memória Azul

book_age16+
2
FOLLOW
1K
READ
others
dark
drama
mystery
like
intro-logo
Blurb

Lumbría era considerada, pelos moradores da cidade e fazendeiros próximos, o lugar mais

amaldiçoada da terra. Segundo lendas locais, todos que chegaram ali se esqueceram da

própria existência, até mesmo o d***o. Dizem as más línguas que até mesmo essa criatura

havia sido curiosa a entrar na floresta, e nunca mais voltou.

E a grande mansão? Ora, quem não descobriu é porque não percebeu. Quer-se entrar e

caminhar pelo grande bosque, fique a vontade. Porém, cuidado! Você poderá se encontrar

com um belo homem, e não desconfiar de seus trajes azuis.

chap-preview
Free preview
1º Capítulo
A chuva atingia toda a região ao longo da floresta de Lumbría. No começo da tempestade, todos os animais selvagens corriam para se abrigar ao longo da mata densa, os barulhos dos trovões apenas deixavam os foragidos mais ociosos. No ponto mais alto da floresta, a grande mansão, com a estrutura desgastada pelo tempo, trazia a única personalidade humana visível aos olhos.  A residência privada se encontrava rodeada por arvores, m*l se conseguia saber sua localização sem a ajuda de alguém experiente. As paredes da casa, feitas com materiais rústicos se misturava ao ambiente quase que em um piscar de olhos, o telhado n***o e deformado pelas elevações de musgo, trazia contrastes de cores entre as colorações verdes e pretas.  Lumbría era considerada, pelos moradores da cidade e fazendeiros próximos, o lugar mais amaldiçoada da terra. Segundo lendas locais, todos que chegaram ali se esqueceram da própria existência, até mesmo o d***o. Dizem as más línguas que até mesmo essa criatura havia sido curiosa a entrar na floresta, e nunca mais voltou.  E a grande mansão? Ora, quem não descobriu é porque não percebeu. Quer-se entrar e caminhar pelo grande bosque, fique a vontade. Porém, cuidado! Você poderá se encontrar com um belo homem, e não desconfiar de seus trajes azuis.   A Vidraça da janela era atingida pelas gotas de água em pequenos intervalos de tempo. Ninguém fazia idéia de quando a chuva passaria. No quarto, clareado somente pela luz da mjanela, a garota continuava deitada sobre a cama. Ao seu lado, um homem a observava, acomodado na poltrona segurando a pela mão. Amnie dormia há muito tempo, Eliot talvez até se esquecera de quando a viu acordada.  Naquele dia chuvoso, a espera terminou. A garota abriu os olhos lentamente, tendo desconforto por sair da escuridão. Fez cuidado para não acordar o mais próximo, que por mais que estivesse segurando sua mão, continuava sendo um estranho. Que lugar era aquele? Onde estava? Indagou a mulher. Porém, a pergunta que mais a assustou foi: Quem realmente ela era? Cutucou o homem na esperança de saber algo. Ele acordou abruptamente assustado, mas logo colocou um sorriso no rosto. Amnie finalmente havia acordado. - Senhor... – A garota estava receosa. – Onde estou? - Você me conhece? – Amnie se chocou com a pergunta do estranho, assustada. - Não... – As diretas palavras da mulher não surpreenderam muito o homem. - Se lembra de seu nome? - O homem fez sua ultima pergunta. Eliot já esperava que a garota não tivesse lembranças.  Desde que o homem acordara, suas únicas memórias levavam a Amnie. Não sabia como, mas Eliot tinha certeza que o nome daquela garota era o que vinha a sua cabeça repetidas vezes toda vez que a via. - Onde estamos? E quem é você? – Deitada, a figura feminina olhada por todos os lados do quarto. As janelas de vidro envoltas por madeira mostravam o lado de fora, o galho de uma arvore se movimentando constantemente com a ventania. Dentro daquele quarto havia apenas o estranho homem vestido a trajes azuis e ela. - Pensei que você soubesse. Enfim, mais uma esperança fracassada. – O homem se levantou da poltrona e contornou a cama, seguindo para perto da janela. Talvez estivesse tão perdido quanto ela. - Sei que sei nome é Amnie. O lugar também é estranho para min. Acordei como você, não me lembro de nada. Eu sou Eliot. - Espera... – Em resposta, a outra se levantou da cama lentamente. – Como sabe meu nome? - Estava escrito em meu braço quando acordei. - Isso não faz sentido. – A mulher relutou. Estava tão confusa quanto Eliot, e ele sabia disso.  Até que por sua aparência, cabelos castanhos presos a um coque e um vestido amarrotado, se poderia pensar que era uma louca fugida de um hospício. - Esperei você para sair. – O elegante homem trajado com roupas azuis, falava olhando para a paisagem por trás da a******a vidrada. - Como assim? Não sabe o que tem lá fora? Poderia ter achado ajuda! - Vasculhei a casa toda. O que encontrei não me ajudou em nada. Não há ninguém na casa, nos quartos só se encontram moveis e fotografias. – Naquele momento, Eliot evitava olhar para a garota. - E por que não saiu? - Tenho medo do que tem lá fora. – Voltou a olhá-la, desta vez, nos olhos.  Eliot saiu do quarto e fechou a porta na espera para que Amnie trocasse de roupa. Desceu as escadas e esperou na grande sala, o local era extremamente requintado com seus moveis em vários tons de azul. Desde a poltrona até o tapete possuíam o tom em sua superfície, e embora houvesse se perguntado sobre isso desde que acordara, não soube explicar. O tom azul sempre o atraia. O cômodo, com seu toque azul, trazia em sua mesa de centro uma pilha de livros e várias anotações que o moreno havia feito desde que acordara. Nomes, datas, objetos pessoais, tudo registrado em um pequeno caderno. Eliot o pegou e colocou em seu bolso antes que a outra garota o visse, talvez como uma forma preventiva. -Achei isso no armário do quarto. – Disse a garota adentrando a sala enquanto ajeitava seu vestido preto sobre o corpo. O traje, com detalhes semelhantes a pássaros desenhados sobre sua extensão, deixava Amnie extremante atraente. Seu cabelo penteado e um pouco úmido, cobria parte do decote que a roupa possuía. - Ficou ótimo. – Eliot tentou esconder sua admiração. - Enfim, achei alguns livros em um dos quartos ao lado do seu. Não consigo entender o que está escrito, mas anotei algumas datas que achei ao lado de um relógio.  - O que é um relógio? – Amnie ficou curiosa, e o homem ficou surpreso. Como ela nunca havia visto um relógio? - É um objeto usado para contar o tempo. Assim como um calendário, sabe o que é um calendário? – Tentou explicar. - Nunca vi um. - É como aquele. – Eliot apontou para um sobre a parede. - E como ele quantifica o tempo? – Ela andou até perto da máquina e se pôs a observar os ponteiros girarem. - Ele apenas gira. Cada parada é um segundo, e uma volta se torna uma hora. – O homem não estava com muita paciência para explicar. – Vamos? - Não quer esperar a chuva passar? – Amnie se aproximou de onde Eliot se sentava. - Ela não vai passar. - Como assim? - Chove desde que cheguei, apenas a intensidade se ajusta. Se quisermos descobrir algo, temos que sair. – Eliot se levantou da poltrona e caminhou até a porta.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

A Saga dos Reis - O Rei Tarrano

read
2.2K
bc

A Espada de Gelo

read
1.1K
bc

As Cartas do Destino - The Destiny Cards

read
1K
bc

A bruxa e o demônio

read
1.1K
bc

Arrependimento do Alfa - Minha Luna tem um Filho (Série Arrependimento do Alfa)

read
24.9K
bc

Amaldiçoado

read
1K
bc

Rainha da Máfia

read
2.4K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook