Caio O morro estava quieto demais. E eu já tinha vivido o suficiente nesse topo pra saber: silêncio demais é o prelúdio do caos. Acordei com uma sensação estranha. A noite tinha sido tranquila demais, e até Isabela, que costumava remexer enquanto dormia, havia passado as horas quieta, encolhida ao meu lado. Quieta demais. Como o resto do território. Levantei da cama e fui direto à janela. Lá de cima, a favela parecia calma. Mas meus olhos treinados buscaram além da aparência. Um vulto atravessando o beco errado. Uma moto parada tempo demais perto do posto de vigilância. Um velho conhecido que deveria estar em outro setor, agora falando com um dos meus homens. Merda. Algo estava por vir. Vesti minha camisa preta, aquela com o coldre oculto costurado na lateral. Peguei a Glock e encai

