Isabela Acordei com a sensação de que alguma coisa em mim havia morrido. Não uma morte física. Mas aquela que vem em silêncio, quando a alma se cansa de resistir e simplesmente… se cala. O lençol estava amassado. O cheiro dele ainda impregnado em cada canto do quarto. Meu corpo doía. Marcas nos pulsos. Arranhões nas costas. Sinais do que tinha acontecido na noite anterior. Mas o que mais doía… era o que eu não conseguia apagar da memória: O modo como me entreguei. Não porque ele me forçou. Mas porque eu quis. Porque no meio da brutalidade, da dominação, da raiva e da loucura, havia algo em mim que ansiava por ele. Que o desejava. Que encontrava um tipo de paz no meio do caos que Caio trazia. E isso… isso era o que mais me destruía. Fiquei um tempo deitada, olhando para o teto, te

