Caio Isabela estava começando a mexer comigo. E isso me irritava. Não porque ela fazia alguma coisa de especial — pelo contrário. Às vezes passava horas em silêncio, trancada no quarto, escrevendo naquele caderno que pedi pra Lúcia entregar. Às vezes olhava pela janela como se buscasse uma rota de fuga que nem ela mesma sabia se queria encontrar. Mas era o jeito como ela ocupava o espaço. O modo como caminhava pela casa com aquela tensão disfarçada de calma, aquela beleza despretensiosa que já havia desarmado homens piores que eu. Ela era o tipo de mulher que chegava sem fazer barulho… e quando você percebia, já estava preso nela. E eu não aceitava ser prisioneiro de nada. Muito menos de alguém. Então, fiz o que sempre faço: controlei. Mantive os horários. Os limites. As ordens. Q

