Isabela O silêncio da manhã parecia zombar de mim. Acordei com o corpo exausto, dolorido, marcado. O lençol ainda tinha o cheiro dele, e meu corpo… o toque. Sentei na cama, envolta nos próprios braços, tentando entender o que tinha acontecido. Ou melhor… o que eu tinha deixado acontecer. Não foi só sexo. Não foi só submissão. Foi algo maior. Algo mais obscuro. Uma parte de mim cedeu. Se rendeu. Uma parte que jurei proteger desde o dia em que Caio me trancou aqui no topo do morro como se eu fosse dele. E o pior de tudo? Foi voluntário. Ele me deu a escolha. Ele me deu a chance de virar as costas. Mas eu fiquei. Eu fui. E eu desejei. Passei a mão pelo pulso, onde ainda havia uma leve marca da gravata que ele usou pra me amarrar. Não doía. Mas ardia. Não na pele. Lá dentro. Lá onde

