Saimos da festa algum tempo depois que eu ja estava proximo a porta esperando por ele.
A ideia era não irritar ele.
Antes dele vir até mim, minha mãe veio falar comigo..
--ow minha filha,,
--que foi ?
--ei, eu ainda sou sua mãe.
--é? e ta servindo pra que nesse momento?
--não fala assim. Voce sabe que eu nao pude fazer nada..
--é tanto faz..
--minha filha, nao use esse jeito com ele. Ele não é conhecido por gostar muito das mulheres.
--Eu vou ficar bem, Eu sempre fico.
--eu sei, te criei pra ser forte.
--Ate mais mãe..
Olavo veio na nossa direção, cumprimentou minha mãe e me pegou pela mão.
Fomos para o carro em silencio.
Um silencio que incomodava..
--Espero que tenha se despedido dos seus pais, não irá ve-los por um tempo..
--Sim, me despedi..
--Sua irmã parecia bem feliz com seu casamento..
--Minha irmã?
--Sim, ela estava na mesa com seus pais..
Como eu não vi ela lá?
--Acho que sua mudez repentina me mostra que você não sabia que ela estaria lá.
--Perdoe-me, eu não sabia que ela iria ao casamento, meu pai havia pedido para que ela ficasse em casa..
--Sabe, eu não sou um homem bom, e você nem é uma mulher ainda..
Ele veio com a mão para minha perna, e eu automaticamente recuei.. Apesar de saber que ele poderia fazer o que quisese comigo, eu ainda não estava acostumada a ser tocada por um homem, ainda mais por um homem com a idade dele.
--Como ia dizendo..
Mesmo com meu recuo, ele apertou meu joelho, aperto quase ao ponto da dor..
--Eu não atravesso alguns limites, e não gosto muito de pirralhas..
--eu não sou uma pirralha Senhor Olavo..
--Ah por favor, não vai me chamar de Senhor.. Eu nem sou tão velho assim..
--Me desculpe..
--Eu não gosto de choro, eu não gosto de escandalo, eu não gosto de m*l criação, e nem que respondão pra mim, ouviu?
--Sim, sen.. ér, quer dizer, sim Olavo..
--Otimo. Não teremos problemas então..
Eu engoli em seco, e ele soltou minha perna.
--Ah, mais uma coisa.. Como eu não levo crianças pra minha cama, você irá fazer alguns afazeres na minha casa até que tenha idade pra consumar um casamento de verdade..
Eu quase respirei fundo quando ele disse que eu teria tempo ate a consumação do casamento..
--Mas não se empolgue muito. Qualquer coisa que eu perceber que você esta desviando das regras, eu não exitarei em te mata.r ouviu bem?
Engoli em seco e concordei com a cabeça..
Após algumas horas de carro, não sei bem quantas, pois acabei pegando no sono, chegamos a um portão, alto, de ferro..
Era escuro e só conseguia ver onde o farol do carro chegava..
A casa era enorme, o quintal também, conforme o carro ia entrando no patio, luzes iam acendendo.
Logo chegamos em frente da casa, o rapaz veio para pegar as malas, mas eu tinha pouca coisa..
Meu pai não deixou eu trazer minhas roupas, pois disse que eu teria dinheiro pra comprar roupas novas, e aqueles seriam doadas.
--Cade sua mala? Achei que tinha mandado colocar no carro..
--Eu só trouxe essa bolsa.
--Como assim?
--Meu pai..
Olavo não deixou eu terminar de falar, chamou a governanta da casa.
--Gertrudes, mostre onde vao ser os aposentos de Larissa. Ela será responsavel pela limpeza da parte superior da casa, e das principais refeições.
Olavo terminou de falar e saiu..
Eu tinha trago somente tres mudas de roupas, algumas poucas peças intimas, e um creme hidratante. Era só o que eu tinha.
Gertrudes me cumprimentou, e me mostrou o caminho da casa.
Foi me mostrando a cozinha, onde ficava cada coisa, mostrou a sala, a sala de jantar, os banheiros, que não eram poucos.
Subimos pro andar superior, onde ficava os quartos, uma biblioteca e uma sala de jogos.
--Por aqui fica seu quarto senhora Larissa.
--Não me chame de senhora por favor, só tenho 17 anos..
Vi que Gertrudes ficou um pouco chocada com a informção, mas não falou nada.
--Aqui é seu quarto. Uma coisa, o terceiro quarto após a biblioteca fica sempre trancado, e ninguem tem autorização para entrar lá.
--Porque?
--Ordens do senhor Olavo.
Fiquei curiosa com o quarto. Esse era um defeito que eu tinha, eu era muito curiosa com as coisas.
Sempre procurando coisa que não devo.
Meus pensamentos estavam vijando, enquanto eu olhava para o quarto que eu ficaria.
Eu arrumei minhas poucas roupas no armario, percebi que tinha um banheiro particular, e vi uma escova de dentes na embalagem em cima do balcão, dei uma olhada em tudo depois deitei na cama.
Não sei como sera minha vida daqui pra frente, mas espero que não seja tão r**m como era em casa.
Se eu me comportar bem, talvez Olavo nem me bata.
Na manha seguinte, Gertrudes bateu na porta cedo.
Sabia que era cedo porque a cortina estava aberta e estava escuro ainda.
--Acorda menina, logo o sol nasce e o senhor Olavo acorda..
--To indo..
Troquei de roupa, escovei os dentes, arrumei o cabelo e sai.
--Bom dia,,
-- bom dia menina, vou te ensinar como ele gosta do café..
--Mora so vocês aqui..
--Ele tem mais filhos também..
--Ah, o Tiago..
--Ele tem o Roberto que é o mais novo também.
--Moram todos nessa casa?
--Nao temos tempo de conversar, vem, vou te mostrar como fazer as panquecas que ele gosta, e o jeito que ele gosta do café.
A manha passou voando, Gertrudes me ensinou tudo, me mostrou tudo onde ficava as coisas, o que eu podia e não falar..
Depois do almoço, limei toda a cozinha, e fui arrumar os quartos.
Se meu futuro fosse ser faxineira pra sempre, e não precisasse me deitar com homem como Olavo, eu estaria feliz.
Estava limpando a biblioteca quando escutei uns barulhos, e fui na porta olhar.
Olavo estava na porta do quarto que eu estava proibida de entrar, com uma equipe médica.
Eu sabia que era médicos, por causa da roupa, e por causa dos aparelhos todo.
Eu ate pensei em ser médica um dia, na verdade eu tinha alguns sonhos, que eu queria poder realizar, alem de encontrar meu principe encantado, eu queria estudar, queria ter uma casa bonita, ter um cachorro, e ter um ou dois filhos.
Mas não sabia se um dia eu poderia realizar esse sonho.
Olavo me viu na porta, e eu rapidinho voltei pra dentro.
Continueu limpando tudo, quando terminei a janta Gertrudes me ajudou a organizar a cozinha, e disse que eu estava liberada pra ir pro meu quarto.
Eu estava muito cansada, la em casa eu dividia os serviços com minha mãe, minha irma nunca me ajudou a limpar nada, nem o proprio quarto, então eu sabia limpar a casa e fazer comida, apesar de aqui ser muito maior e ter muito mais coisa pra limpar, eu sabia como fazer, e não foi dificil, mas eu estava muito cansada.
Tomei um banho, não lavei meu cabelo porque eu não tinha shampoo, o sabonete ja tinha aqui..
Deitei na cama e apaguei. Nem deu tempo de pensar em muita coisa.