Terror Narrando
Chegamos em casa e ela, de primeira, estranhou tudo, mas não dei muita trela. Vai ficar aqui e não tem neurose nenhuma. Falei para ela se sentir à vontade e mostrei o quarto que seria dela; depois fui para o meu quarto tomar um banho. Que dia agitado foi esse, parceiro! Tomei aquele banho de respeito, bem gelado, para tentar tirar a tensão do corpo. A todo momento o meu celular tocava; espero que seja algo importante, senão n**o vai me ver puto e bolado. Me sequei rápido e fui até a cama pegar o aparelho. Era número desconhecido. Geralmente não atendo essas ligações, mas vai que é algo que eu preciso saber, né?
Ligação On
— Terror?
— Solta a voz.
— Me desbloqueia. Precisamos conversar, não quero ficar assim com você.
— Mano, não piora mais as coisas. Você está me sufocando e sabe exatamente como eu fico quando me sinto pressionado. Vai procurar outro para encher o saco e dê tempo ao tempo; deixa eu ficar na minha e tranquilo.
— Seja sincero, tem outra mulher na jogada?
— Não que eu te deva satisfação, mas não tem não. E mesmo se tivesse, desde quando isso foi problema? Nunca tivemos nada sério, não confunda os bagulhos, parceiro.
— Ficamos anos juntos e você ainda tem a capacidade de dizer que não temos nada?
— Ué, é a realidade. Nunca tivemos compromisso, só transávamos, nada forçado e por vontade de ambos. Tu não foi levada enganada, nunca te prometi p***a nenhuma; tu se iludiu sozinha. Então não fica nessa de mimimi comigo que eu já estou ficando puto pra c*****o com o rumo dessa conversa. Não deveria ter que explicar o óbvio e te dar um papo que você já deveria saber. Fé!
Ligação Off
Mano, essa mulher quer me ver com o capeta no corpo, não é possível, parceiro. Já tive um dia de cão e ela ainda quer piorar a situação. Não quero ficar viciado em maconha, mas também não quero me encher de remédios, pois é um caminho sem volta. Só eu sei como foi difícil parar com essa p***a; a gente fica nessa de "só um pouco" e quando ver já está totalmente dependente. Mas que dia de merda, irmão, tomar no cu.
Coloquei uma bermuda de jogar bola, sem cueca mesmo, já que vou dormir e durmo peladão. Fui ao banheiro, escovei os dentes, passei desodorante e desci para comer alguma coisa. Passei pelo quarto dela e vi que parecia já estar dormindo. Entrei na cozinha, fiz dois mistos quentes para mim com um copo de coca, sentei na sala e fiquei assistindo TV só até terminar de comer. Acabei a refeição, mandei mensagem para o GB para saber se estava tudo em ordem, assim eu podia descansar em paz e sem estresse.
Arrumei tudo na pia, lavei o que sujei; odeio bagunça e espero do fundo do coração que a Maria seja limpa e organizada, senão vou surtar, mano. Ninguém nunca morou comigo, essa experiência é nova e eu to com um certo receio, hahaha, não vou mentir. Subi as escadas e quando passei pelo quarto dela, vi que estava trancado e tudo na paz. Fui para o meu, escovei os dentes de novo, apaguei a luz, tirei a bermuda e caí na cama. O clima no quarto está gelado, se o sono não vier, já desisto de tentar.
Fiquei rodando de um lado para o outro na cama, até que o bendito sono começou a chegar. Já estava me entregando, os olhos pesando, o corpo relaxando e eu indo com Deus, hahaha. Até que sou interrompido por uns gritos desesperados da Maria Clara. Levantei em um pulo só, só deu tempo de colocar o short e saí desnorteado indo até o quarto dela. A porta estava trancada e tive que empurrar com o pé para abrir. Quando entrei, vi que ela estava tendo um pesadelo e não parava de gritar. Sentei na beira da cama, fui acordando ela devagar até que ela voltasse a si. Quando me viu, levantou e me agarrou com força, dando um abraço de alívio. Fiquei sem reação de primeira, mas depois retribui na mesma intensidade. Não sei explicar, mas senti como se esperasse durante a vida inteira por um abraço desses; daqueles que têm afeto, conforto e todas as coisas boas que um abraço pode ter. Essa menina está me levando para um lugar que não esperava, mas que parece fazer sentido.
— Fica calma, foi só um pesadelo. Vai ficar tudo bem! — Falei, segurando ela nos meus braços.
— Estou com muito medo, não me deixa aqui sozinha. — Disse ela, abraçando-me cada vez mais apertado.
— Não vou deixar. Você vai dormir comigo, vem. — Falei, levantando com ela e pegando na sua mão.
— Estou te dando um trabalho enorme, me perdoa por isso. — Disse ela, sem graça.
Não respondi nada. Entrei com ela no meu quarto, acendi a luz, esperei ela se acomodar na cama, apaguei a luz novamente e fui para o meu lado deitar. Não demorou muito e ela veio se achegando. Jogou aquele r**o gostoso contra mim e eu logo passei a mão no rosto, nervoso com a situação. É f**a se controlar, é f**a não ver maldade quando uma mina faz uma covardia dessas contigo. Deixei ela ficar encostada em mim, mas não movi um músculo para tocar nela primeiro; depois não quero ouvir história de que me aproveitei e os c*****o.
Ficamos assim, e eu orando ao Maior lá de cima para me controlar. Depois a bandida caçou a minha mão debaixo da coberta, fez eu agarrar ela e ficamos assim, entrelaçados. A vontade de entrar dentro dela estava me matando. Ela tem um cheiro único, que é só dela, que ao mesmo tempo me instiga e acalma todos os meus demônios. Mesmo com um t***o do c*****o, eu passaria a vida inteira assim, colado nela. Ela com essa raba que parece ter vida própria, grudada em mim. Não demorou nada e eu apaguei, como nunca aconteceu na minha vida; simplesmente dormi igual neném.