A noite já tinha se instalado por completo quando Dante deixou o restaurante. As ruas de Palermo estavam menos movimentadas, iluminadas apenas pelos postes e pelas luzes distantes dos bares. Ele caminhava com passos firmes, mas o peso nos ombros denunciava que algo não estava certo. Ao dobrar a esquina, uma voz grave soou atrás dele. — Dante. — Era Pietro. Dante parou, os punhos relaxando apenas o suficiente para não parecer tenso. Ele se virou e encontrou Pietro encostado na lateral de um carro preto, os braços cruzados, o olhar sério. — O que foi? — perguntou Dante, direto, mas sem agressividade. Pietro deu alguns passos até ficar frente a frente com ele. A brisa fria mexia levemente o cabelo dele, mas seu semblante permanecia firme. — Precisamos conversar. — A frase saiu baixa, qua

