O silêncio no quarto do hotel era denso como fumaça. As cortinas pesadas bloqueavam a luz do fim de tarde, deixando o ambiente mergulhado em tons amarelados. Dante estava sentado na poltrona próxima à janela, o corpo relaxado, mas os olhos... os olhos estavam sombrios, analisando cada detalhe que só ele parecia enxergar. Isadora caminhava de um lado para o outro, inquieta. Seus saltos baixos faziam um som seco contra o piso de madeira, como se marcassem o ritmo da tensão. — Eu não gosto disso, Dante — ela finalmente disse, parando diante dele. Seus braços estavam cruzados, o queixo erguido, mas a preocupação nos olhos era evidente. — Você está realmente acreditando em tudo que o Santiago falou? Ele ergueu o olhar para ela devagar, como se saboreasse a pergunta. Um sorriso quase impercep

