O sol começava a se deitar no horizonte quando Dante, Pietro e Isadora deixaram o hotel. A Grécia parecia calma, com o mar refletindo tons dourados e as ruas estreitas carregadas do cheiro de azeite e pão fresco. Mas por trás daquela calmaria, algo pulsava no ar, um presságio quase palpável. — Tem certeza disso, Dante? — perguntou Pietro, afivelando o cinto no banco traseiro. Sua voz soava baixa, quase um rosnado contido. — Se eu não tivesse, acha que estaria indo? — Dante respondeu sem olhar pelo retrovisor. O maxilar travado denunciava a tensão que ele tentava disfarçar. Isadora, sentada ao lado do piloto, lançou um olhar rápido para Dante. — Esse amigo… há quanto tempo você não o vê? — Anos — ele respondeu, curto. — Mas é alguém de confiança. Pietro soltou um riso sem humor. — Estr

