QUARTO DE EMPREGADA.
Samntha entrou chorando no quarto.
— Vamos embora, Benjamin. Vamos achar outro lugar para ficarmos! Se esse riquinho metido a b***a acha que pode abusar de mim só porque eu soui p***e, ele está muito enganado.
Samantha chorava e juntava a poucas coisas que tinha sobre a cama. Até se dar conta de que Benjamin não respondia.
— Benjamin, acorde! Vamos embora!
O garoto abriu os olhos vagarosamente.
— Eu não tô bem, tata! Tô com enjoo.
Samantha colocou o dorso da mão na testa de Benjamin e percebeu que ele queimava em febre.
— Meu Deus, Ben. O que houve?
Ela o pegou no colo após secar as lágrimas. O que faria se saísse dali com o irmão doente daquela maneira? Iriam para onde?
— Samantha, Adamastor tá te chamando na cozinha para... — Gertrudes, a cozinheira, parou na porta que estava entreaberta. Ficou paralisada diante da visão da nova empregada abraçada a uma criança.
Samantha asssutou-se e seu reflexo fora de tentar proteger o irmão.
Gertrudes olhou para fora do quarto e em seguida entrou e trancou a porta.
— Menina, quem é essa criança? Se a senhorita Virgínia descobre isso você será demitida!
— Por favor não conte nada a ninguém, não temos para onde ir!
Gestrudes suspirou, a velha senhora era ranzinza mas tinha um bom coração.
— Menina do céu, ele é seu filho, é isso?
— Não, Gertrudes, meu irmão caçula!
— Por que não deixou ele com seus pais?
— Nossos pais foram assassinados* ontem. Estamos quase que fugindo!
Gertrudes arregalou os olhos diante de tantas informações. Depois reparou que o pequeno Benjamin estava pálido e suava.
— Samantha, essa criança está doente?
Samantha olhou para o irmão, quase chorando novamente.
— Sim, Gertrudes. Está ardendo em febre, eu não sei o que fazer.
— Calma, calma. Vamos pensar em algo agora. Eu tenho dipirona na minhas coisas. Vou buscar.
A velha senhora foi tão rápido e voltou mais depress ainda, como se estivesse em missão de espionagem. Olhava para os lados certificando-se de que não era seguida.
— É dipirona em gota, segura a boca dele e eu pingo, menina!
— Ok!
Conforme as gotas iam caindo, Benjamin fazia careta e ameaçava chorar, mas Samantha o consolava balançando feito um bebê.
— Sabe o que é pior, Samantha? Que Adamastor está procurando por você, querendo saber onde foi parar.
— Eu imagino, Gertrudes. Acho que serei demitida de qualquer jeito!
— Como assim,menina? Ele não faria isso.
— Faria sim. Eu chutei o senhor Jose Felipe quando fui ao quarto dele levar o lanche que pediu. A essa altura todos já devem estar ssabendo que a nova empregada agrediu o patrão.
— Você fez o quê?
Samantha olhava para o irmão.
— Ele tentou me agarrar a força. Eu estava me defendendo!! Só por que sou p***e e empregada, eu não ia permitir que se aproveitasse de mim. Que sorte a minha!! — Samantha desabava em choro, não ageuntando mais tanta pressão.
— Ele não podia ter feito isso. Seu José Filipe dá me cima de todas as empregadas que passam por essa casa... Eu achei que foi é bom, viu, Samantha! Alguma mulher precisava colocar aquele garoto mulherengo no lugar dele.
— Adamastor já sabe do que fiz? O senhor José Filipe foi reclamar?
— Não, menina! Não que eu saiba. Adamastor te procurava para dar informações sobre o serviço do jantar. Ele está se descabelando todo.
— Ah sim, menos m*l. Mas como farei para ir? Não posso deixar Benjamin soinho aqui. Não doente dess jeito.
Gertrudes foi até o pequeno e aferiu a tempratura na testa, mas havia pouco tempo desde que dera dipiorna, então ainda queimava em febre.
— Eu fico com ele até o jantar acabar.
— Adamastor não vai dar por sua falta, Gertrudes?
— Não, porque é minha folga depois das quatro horas. Meu banco de horas está lotado. Ele me deve folga de qualquer jeito. E deixa que daquele mordomo cuido eu.
Ao menos algo parecia dar certo naquele dia para SAmantha.
— Oh, Deus, eu nem sei como agradecer, Gertrudes!
— Estamos aqui para ajudar. Agora ame dê essa criança e vá procurar aquele mordomo chato, anda!
Samantha entregou Benjamin no colo de Gertrudes.
— Obrigada de verdaade.
— Me agradeça depois, menina. So se lembre de umas oito horas trazer algo para mim e seu irmão comermos.
— Trarei, fique tranquila.