Ele falou com a naturalidade de quem já tinha decidido tudo:
— Então agora a gente vai embora desse hotel. Você volta pra minha casa comigo.
Helena sorriu, daquele jeito leve, quase incrédulo.
— Mas… e a minha casa?
— Você deixa ela fechadinha, com as suas coisas lá. — ele respondeu sem hesitar. — Do seu jeito. No seu tempo. Tá bom?
Ela assentiu, sorrindo mais ainda.
— Tá bom.
klaus pegou as malas dela, como se aquilo fosse o gesto mais óbvio do mundo, desceu com ela até a recepção, fez o check‑out e foram para o carro.
Quando ele abriu a porta pra ela entrar, Helena lembrou de algo e riu baixinho.
— Espera, Klaus … meu carro tá aqui no hotel.
— Verdade. — ele respondeu já pegando o celular. — Deixa comigo.
Ligou direto pro segurança.
— Por favor, vem até o hotel buscar o carro da minha mulher.
Desligou a ligação.
Quando se virou, ela estava olhando pra ele com um sorriso aberto, quase bobo.
— O que foi? — ele perguntou. — Por que você tá sorrindo assim?
Ela respirou fundo, emocionada.
— Porque foi tão lindo… tão bonito. — os olhos dela brilharam. — Eu nunca imaginei que alguém fosse falar “minha mulher” pra mim desse jeito.
klaus nem pensou.
Deu a volta no carro, segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou ali mesmo, sem se importar com nada em volta. Um beijo cheio de promessa.
Quando se afastou, falou com convicção:
— É isso que você é. Minha mulher.
Ela sentiu o peito aquecer.
— Eu vou te proteger de verdade, Helena. — ele continuou, sério, mas com ternura. — Você vai ter segurança, cuidado, respeito… tudo. E uma vida boa. Feliz.
Ela sorriu, encostando a testa na dele.
— É isso que eu quero.
E pela primeira vez em muito tempo, Helena não estava fugindo, nem se escondendo, nem tentando sobreviver.
Ela estava escolhendo ficar.
E sendo escolhida.
Klaus sorriu, olhando para ela com aquela expressão que misturava ternura e intensidade.
— Agora sim, Helena… — ele falou baixinho, segurando a caixinha com o anel ainda no colo. — Eu vou fazer o pedido do jeito certo.
Helena arregalou os olhos, o coração disparado, e viu a caixinha brilhando nas mãos dele.
— Helena Monteiro, você aceita casar comigo? — disse ele, firme, mas com aquele tremor de emoção na voz.
Ela sorriu, as lágrimas quase escapando, e respondeu sem pensar:
— Eu aceito, eu aceito!
Klaus levantou delicadamente o anel e deslizou no dedo dela, depois beijou a mão dela com intensidade e carinho.
— é tão lindo… — Helena disse, ainda emocionada olhando pro anel.
— Eu comprei pensando em você, meu amor. — ele respondeu, sorrindo, completamente apaixonado.
Ela respirou fundo, tocando o rosto dele com delicadeza.
— Você disse que tinha me aguardado muito tempo?
— Sim. — ele respondeu com sinceridade. — Esperei antes de você ir embora daqui. Mas, sabe… eu gostei da forma como as coisas começaram entre a gente. Com calma, com cuidado.
Ela sorriu e, sem pensar, o beijou novamente, dessa vez longa e apaixonadamente.
— Estou muito feliz de pensar nisso.
— Eu mais ainda — disse Klaus, abraçando-a e segurando-a firme contra o peito. — Você é minha, Helena. E agora, nada nem ninguém vai nos separar.
O quarto parecia pequeno diante da imensidão do que sentiam, mas nada disso importava. Só eles, o anel, e a certeza de que aquele era o começo de algo que ninguém poderia destruir.