o anel♥️

599 Words
Ele falou com a naturalidade de quem já tinha decidido tudo: — Então agora a gente vai embora desse hotel. Você volta pra minha casa comigo. Helena sorriu, daquele jeito leve, quase incrédulo. — Mas… e a minha casa? — Você deixa ela fechadinha, com as suas coisas lá. — ele respondeu sem hesitar. — Do seu jeito. No seu tempo. Tá bom? Ela assentiu, sorrindo mais ainda. — Tá bom. klaus pegou as malas dela, como se aquilo fosse o gesto mais óbvio do mundo, desceu com ela até a recepção, fez o check‑out e foram para o carro. Quando ele abriu a porta pra ela entrar, Helena lembrou de algo e riu baixinho. — Espera, Klaus … meu carro tá aqui no hotel. — Verdade. — ele respondeu já pegando o celular. — Deixa comigo. Ligou direto pro segurança. — Por favor, vem até o hotel buscar o carro da minha mulher. Desligou a ligação. Quando se virou, ela estava olhando pra ele com um sorriso aberto, quase bobo. — O que foi? — ele perguntou. — Por que você tá sorrindo assim? Ela respirou fundo, emocionada. — Porque foi tão lindo… tão bonito. — os olhos dela brilharam. — Eu nunca imaginei que alguém fosse falar “minha mulher” pra mim desse jeito. klaus nem pensou. Deu a volta no carro, segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou ali mesmo, sem se importar com nada em volta. Um beijo cheio de promessa. Quando se afastou, falou com convicção: — É isso que você é. Minha mulher. Ela sentiu o peito aquecer. — Eu vou te proteger de verdade, Helena. — ele continuou, sério, mas com ternura. — Você vai ter segurança, cuidado, respeito… tudo. E uma vida boa. Feliz. Ela sorriu, encostando a testa na dele. — É isso que eu quero. E pela primeira vez em muito tempo, Helena não estava fugindo, nem se escondendo, nem tentando sobreviver. Ela estava escolhendo ficar. E sendo escolhida. Klaus sorriu, olhando para ela com aquela expressão que misturava ternura e intensidade. — Agora sim, Helena… — ele falou baixinho, segurando a caixinha com o anel ainda no colo. — Eu vou fazer o pedido do jeito certo. Helena arregalou os olhos, o coração disparado, e viu a caixinha brilhando nas mãos dele. — Helena Monteiro, você aceita casar comigo? — disse ele, firme, mas com aquele tremor de emoção na voz. Ela sorriu, as lágrimas quase escapando, e respondeu sem pensar: — Eu aceito, eu aceito! Klaus levantou delicadamente o anel e deslizou no dedo dela, depois beijou a mão dela com intensidade e carinho. — é tão lindo… — Helena disse, ainda emocionada olhando pro anel. — Eu comprei pensando em você, meu amor. — ele respondeu, sorrindo, completamente apaixonado. Ela respirou fundo, tocando o rosto dele com delicadeza. — Você disse que tinha me aguardado muito tempo? — Sim. — ele respondeu com sinceridade. — Esperei antes de você ir embora daqui. Mas, sabe… eu gostei da forma como as coisas começaram entre a gente. Com calma, com cuidado. Ela sorriu e, sem pensar, o beijou novamente, dessa vez longa e apaixonadamente. — Estou muito feliz de pensar nisso. — Eu mais ainda — disse Klaus, abraçando-a e segurando-a firme contra o peito. — Você é minha, Helena. E agora, nada nem ninguém vai nos separar. O quarto parecia pequeno diante da imensidão do que sentiam, mas nada disso importava. Só eles, o anel, e a certeza de que aquele era o começo de algo que ninguém poderia destruir.
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