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CONTRATO com o FILHO DA TEMPESTADE

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Blurb

Matteo Moretti sempre acreditou que sentimentos são riscos desnecessários. Frio, estratégico e implacável, ele assume a presidência da Moretti LTDA decidido a expandir o império da família no Brasil — começando pelo Rio de Janeiro.Sofia Vasconcelos nunca aceitou ser subestimada. Filha de uma tradicional família carioca em decadência, ela trabalha discretamente como governanta temporária na mansão onde Matteo se hospeda enquanto fecha um acordo milionário. O que ele não sabe? Sofia é a verdadeira herdeira da empresa rival que pode afundar ou salvar a expansão da Moretti no país.Ele não acredita em amor — apenas em controle. Ela não aceita ser subestimada — muito menos dominada. Mas entre ódio, orgulho e desejo, o acordo sai do controle. Porque Matteo nunca perdeu o controle…Até Sofia aparecer.

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Matteo Moretti
O Rio de Janeiro sempre foi descrito para mim como uma cidade que seduz por causa do seu calor, o som do mar, pelas montanhas abraçando prédios luxuosos e por ter gente bonita demais para ser coincidência. Mas eu não vim para ser seduzido, e sim, para aumentar o império da minha família. Desço do carro com o mesmo foco com que entro em uma sala de reunião: postura firme, olhar atento e nenhum espaço para distrações. O motorista fecha a porta atrás de mim, e o ar quente da tarde carioca toca meu rosto como um aviso. Aqui tudo é intenso demais, a luz e o cheiro são fortes demais, mas intensidade nunca me intimidou. Ergo os olhos para a mansão onde vou ficar hospedado pelos próximos meses. Uma propriedade antiga reformada, moderna o suficiente para atender aos padrões da Moretti LTDA, clássica o bastante para impressionar investidores brasileiros que ainda valorizam tradição e aparência. Eu vim para fechar a expansão da empresa no Brasil e nada além disso importa. Meu pai costumava dizer que território se conquista com estratégia, não com emoção. E eu aprendi bem, talvez até melhor do que ele esperava. Entro na casa já avaliando tudo, à disposição dos móveis, a segurança, a organização, cada detalhe me diz algo sobre quem administra aquele espaço. A governanta temporária foi indicada pela imobiliária de luxo responsável pela propriedade. Disseram que é discreta, eficiente e profissional. É disso que eu preciso. Eficiência. Deixo a mala na entrada por um segundo enquanto observo a sala ampla, as janelas abertas revelando um pedaço do mar ao longe. É bonito, eu admito. Bonito demais para ser mais exato, mas beleza não fecha contratos. — Senhor Moretti? A voz me alcança antes que eu a veja. Uma voz firme, clara e sem tremor. Viro o rosto devagar. Ela está parada a alguns metros de mim. Postura ereta. Uniforme simples, mas impecável. Cabelo preso de forma prática. Não há exagero na maquiagem. Não há tentativa de impressionar, mas há algo nos olhos dela, ela não abaixa o olhar, não sorri automaticamente e não demonstra aquele tipo de reverência desconfortável que estou acostumado a ver quando alguém descobre quem eu sou. Ela apenas me encara, como se eu fosse… comum, e eu odeio isso. — Sim — respondo, seco. — Imagino que seja a governanta. — Temporária — ela corrige. — Sofia. Sofia. O nome ficou na minha cabeça por um segundo a mais do que deveria. Estendo a mão por formalidade, ela aperta de volta com firmeza, nem fraca demais para parecer submissa e nem exagerada para parecer desafiadora, equilibrada, e isso me irrita ainda mais. — Espero que a casa esteja conforme solicitado — ela diz. — A agenda que o senhor enviou já foi organizada. Há reuniões confirmadas para amanhã às nove e às quatorze horas. Ela fala olhando direto para mim, sem medo, sem deslumbramento e sem aquele brilho oportunista que costuma aparecer quando alguém percebe que está diante de um homem que movimenta milhões. — Ótimo — digo. — Gosto de pessoas que antecipam necessidades. — Eu gosto de ambientes organizados — ela responde, simples. Não é uma tentativa de agradar. É uma afirmação. Cruzo os braços, avaliando-a. — Disseram que você é eficiente. — Eu sou. A resposta vem rápida e direta demais, e completamente desprovida de qualquer tentativa de se justificar. Eu dou um passo à frente, invadindo levemente o espaço pessoal dela. Não o suficiente para ser inadequado, mas o suficiente para testar. Ela não recua, apenas sustenta meu olhar. Que tipo de funcionária encara o empregador assim? — Não tolero erros — aviso. — Nem curiosidade excessiva. Minha estadia aqui exige discrição absoluta. Ela inclina a cabeça de leve. — O senhor não terá problemas comigo. Não há submissão na frase, apenas convicção. Isso me desestabiliza de um jeito quase imperceptível. Eu estou acostumado a controlar ambientes, pessoas, conversas e a temperatura emocional de qualquer espaço em que entro, mas ela não parece reagir à minha presença como os outros reagem, e isso me incomoda. Subo para o quarto principal depois de uma breve vistoria. A suíte é ampla, com vista parcial para o mar. Abro as portas da varanda e o vento quente invade o ambiente. O Rio é barulhento, vivo e pulsante. A cidade parece respirar alto demais. Eu não. Pego meu telefone e verifico os e-mails. Mensagens da diretoria na Itália. Atualizações sobre negociações no Brasil. A empresa rival está fragilizada financeiramente. Tradicional, mas decadente. Orgulhosa demais para admitir que precisa de ajuda. Perfeita para aquisição estratégica. Fecho os olhos por um segundo. "É simples. Eu entro. Analiso. Compro. Reestruturo. Lucramos. Nada pessoal. Nunca é pessoal." Um toque discreto na porta me traz de volta. — Pode entrar — digo. Ela entra segurando uma pasta. — Documentos que chegaram do escritório jurídico — informa. — Achei melhor trazer pessoalmente. Ela atravessa o quarto com passos firmes, não olha ao redor curiosa e não finge que não está em um dos quartos mais luxuosos da casa, apenas entrega a pasta e nossos dedos se tocam por um segundo. É rápido, mas eu percebo e ela também, porque os olhos dela vacilam por uma fração mínima de segundo antes de voltarem a ficar firmes. Interessante. — Mais alguma coisa? — pergunto. — Apenas uma informação — ela diz. — A imprensa local já sabe que o senhor está na cidade. Provavelmente haverá especulações sobre a expansão. Eu sorrio de canto. — Especulações são inevitáveis. — Algumas podem ser perigosas. Há um subtexto ali. Eu estreito os olhos. — Está me dando um conselho? — Estou informando — ela corrige. De novo essa necessidade constante de ajustar minhas palavras. "Quem ela pensa que é?" Dou alguns passos até ficar diante dela outra vez. — Eu não preciso de conselhos. Ela sustenta meu olhar por mais um segundo. — Então considere como um aviso profissional. Silêncio. O ar parece mais denso. Ela é apenas uma governanta temporária. Não deveria me provocar dessa forma e não deveria ocupar espaço na minha mente além do necessário, mas ocupa porque ela não se dobra, porque não parece impressionada e porque me olha como se eu fosse apenas um homem — não um sobrenome, não um império, não uma fortuna... apenas um homem, e eu não gosto disso porque me lembra de algo que eu prefiro esquecer: que por baixo do controle, da estratégia, da frieza… eu ainda sou humano. — Pode ir, Sofia — digo, finalmente. Ela assente e se dirige à porta. Antes de sair, porém, ela para. — Senhor Moretti. — Sim? — Seja bem-vindo ao Rio de Janeiro. O jeito que ela diz não soa como cortesia automática, mas como um desafio. A porta se fecha atrás dela. Eu fico parado no meio do quarto, encarando o nada por alguns segundos. Inspiro fundo. Isso é irrelevante. Ela é uma funcionária temporária, e eu estou aqui por negócios. Caminho até a varanda novamente e observo a cidade lá embaixo. O trânsito, o som distante da música, o céu começando a ganhar tons alaranjados. O Brasil é um mercado promissor, complexo, emocional demais e orgulhoso demais, mas todo mercado tem um ponto fraco, e eu sempre encontro. Volto para dentro e abro a pasta de documentos. O nome da empresa rival salta aos olhos. Um sobrenome tradicional carioca que já teve poder e agora luta para sobreviver. Eles não sabem ainda, mas estão a poucos passos de se tornarem parte da Moretti. Eu fecho a pasta com decisão. Nada vai me distrair ou me desviar do meu objetivo, mas, contra a minha vontade, a imagem dela volta à minha mente. Os olhos firmes, a postura inabalável e a maneira como disse meu nome sem hesitar. Sofia. Quem é você de verdade? Porque mulheres que trabalham em mansões de luxo costumam baixar a cabeça quando um homem como eu entra no ambiente, mas você não baixou, e isso… isso pode ser um problema. Eu não sei ainda se para mim ou para você, mas eu vou descobrir, porque eu sempre descubro. E se há algo que aprendi comandando a Moretti, é que ninguém entra no meu território sem que eu saiba exatamente quem é. E você, Sofia… Você definitivamente não é apenas uma governanta temporária. Quem é essa mulher que não se curva?

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