DIEGO
Estava louco de saudades. Era meio paranóico já que não a conheçia bem.
Mas, ficar perto dela dias atrás, e não pode beijá-la, me deixou estranho porque, naquele momento, era o que eu mais queria.
Independente do seu jeito auto depreciativo, da sua baixa auto estima, eu só queria ficar lá e ter o prazer da sua companhia, de conhecê-la. Sentia que Francine precisava de ajuda, ela tinha que se descobrir, parar de se flagelar, se auto aceitar da maneira que ela era.
Dois dias sem vê-la – pode parecer absurdo –, me deixou ansioso, com saudades, queria muito saber o que ela estava fazendo naqueles dois dias. Subitamente, seu bem estar se tornou uma preocupação para mim.
Beijar sua boca; que tanto me deixa louco, é o que mais estava querido nos últimos tempos. Sentir seu gosto, e descobrir o quanto ela pode se entregar em um beijo, se deixar levar sem medo ou receios. Eu queria ajudá-la, nem que para isso precisasse vencê-la no cansaço.
Francine atraiu minha atenção como nunca aconteceu com qualquer outra.
E, naquele instante, olhando em seus olhos, via confusão; reação as minhas palavras. Mas eu não mentia, não suportava eles e, nunca faria isso para mascarar o que estou sentindo. Era um homem de trinta e dois anos, passei por coisas nessa vida para aprender a não me esconder, a falar enquanto a tempo. Ela poderia me rejeitar? É claro que sim! Mas, enquanto não fizesse,eu, com toda certeza a farei enxergar quem ela era. E ter confiança em si mesmo independente de qualquer coisa.
— Você tem o direito de me achar louco. — Começei— Mas não sou, Francine, sou um homem honesto, que batalhei para ter tudo que tenho e meu caráter não é duvidoso. Antes que pergunte, aliás, sei que não vai perguntar... Quando você ligou quem, atendeu foi a minha irmã, tive problemas com alguns fornecedores da boate e precisei resolver, acabei esquecendo meu celular com ela.
Francine desviou o olhar, abriu a boca e fechou-a sem falar nada.
— Não quero que pense que eu estou brincando. — Tive a necessidade de deixar claro.
— Não é da minha conta. — Ela diz.
— Não, não é. Mas eu quis esclarecer de toda maneira. — Abri um sorriso de canto ao ver a expressão em seu rosto suavizar um pouco quando rebati sua resposta.
Meu sorriso a pegou desprevenida, Francine olhou para a minha boca, lambeu os lábios, inconcientemente me levando a um estado crítico. Meu p*u pulou dentro da boxer e, a cada vez que descia meu olhar pelo seu corpo, minha mente gritava para arrasta-la para o quarto e tomá-la de uma vez se assim ela quisesse.
— A minha proposta ainda está de pé. — soprei, me afastando antes que fizesse algo impulsivamente.
— Que proposta? — Seu tom era curioso.
— De passar trinta dias comigo. — Sentei-me no sofá, abrindo os braços no encosto do mesmo e esperando sua resposta.
— Você sabe que isso não é possível. — Respondeu, ainda encostada na porta.
Eu queria rir, porque ela estava ofegante ainda. Olhando para mim como se eu fosse algo de outro mundo; totalmente louco. Podia até ser, mas fazia isso porque queria seu bem, por mais esquisito que parecesse. Estava acostumado com mulheres autênticas, oferecidas; que tem ideia de que pode enlouquecer um homem. Mas Francine; ela é a primeira que vejo que não tem uma p**a segurança. Não sou hipócrita, sei que existem milhares, porém a que entrou no meu caminho foi ela, e ela, justamente ela, foi quem chamou minha atenção.
— Porque não é possível? — alça sobrancelha.
— Não é óbvio?
— Não para mim. — É claro que era óbvio. Sei que seria loucura ela aceitar isso assim de repente, sem nem me conhecer. Porém não admiti em voz alta.
— E, se por um acaso eu aceitasse, como seria isso? — Questionou curiosa, segurei um sorriso pelo fato de estar cogitando a idéia.
— Eu só quero te conhecer. Me interessei em você Francine, não vou mentir. Essa sua boca me deixou louco, então aqui estou eu, não é um pedido de namoro, é só um pedido para nos conhecermos. — Fui sincero.
— Não sei... — percebi a garganta oscilando quanso ela engoliu — Parece até piada.
— Mas não é. Não sou homem de brincadeirinhas fúteis. Eu quis você e agora estou aqui. Se não quiser não irei te agarrar a força. —Soei um pouco seco. Porque parecia piada? Nenhum homem por acaso poderia se interessar nela? — Se não quiser tudo bem, fingimos que nada aconteceu.
Ela mudou a postura. Franziu a testa e balancou a cabeça.
— Tem certeza?
— Porque não teria? Não sou moleque. Então afirmo com toda convicção que sim, eu tenho certeza absoluta de que quero conhecer você. Não é como se você fosse me enfiar uma faca. — Segurei a vontade de revirar os olhos.
— Tudo bem. Quero me permitir isso.
Saltei do sofá olhando-a surpreso.
— Tem certeza?
— Não é como se você fosse me enfiar uma faca . — Repetiu o que eu disse me lançando um sorrisinho.
E foi isso, foi como se ela estivesse me dando carta branca para beijá-la a vontade, claro, com sua permissão. Apenas sorri, antes de beijar seus lábios. Arrastei minha mão, da sua nunca até o cabelo, puxei um tanto firme obrigando-a olhar para mim. Mordiscando seus lábios, sorrindo com os gemidinhos que ela soltava.
— Porque me ligou hoje? — Levei minha boca ao seu ouvido, sussurrando. Ele tremeu segurando meu braço.
— E-Eu...
— Você? — Pressionei-a ainda mais a porta, em um momento de deslumbramento esfreguei minha ereção, Francine gemeu e, aproveitando a deixa, tomei seus lábios grossos e deliciosos não dando chance de responder minha pergunta e engolindo seus gemidos.
***
Me encontrava na sala do meu apartamento, olhando o relógio de minuto em minuto, ancioso para que Francine chegasse de uma vez. No dia anterior, antes de sair da sua casa, combinamos de ir jantar. Na verdade, eu falei que a levaria em um lugar. Ela não fazia idéia, e, para me provocar, não quis que eu a pegasse em sua casa.
Fiquei um pouco preocupado, afinal, ela não tinha um carro e a noite não é um bom horário para pegar ônibus.
— Já estou ficando tonta. — Minha irmã resmungou quando apontou na sala.
Ela estava estranha já tinha uns dias, parecia fechada e bastante pensativa, eu diria que até aérea.
— Eu soube por um dos seguranças o que aconteceu na boate. — Sentei no sofá, em sua frente.
— É sim. Mas eu controlei tudo. Não é uma i****a metido a engraçadinho que tirará minha autoridade. — Disse segura de si
Denise era uma mulher linda, autêntica e empoderada. Não do tipo que aceita ser subjugada de maneira nenhuma, e, quando tinha uma opinião formada, seguia com ela até o fim. Com vinte e sete anos, ela é minha sócia e fotógrafa. Fotógrafar é mais uma paixão, entretanto, ela sempre conseguia alguns trabalhos com isso, proporcionando viagens pelo Brasil e até fora dele.
— Não duvido que tenha feito. — Zombei— Fiquei sabendo que você o colocou de porta afora. — Dei risada.
Recebendo um olhar mortal, me calei no mesmo instante. Denise tinha um único problema; um humor detestável, e conforme o tempo passava ela piorava. Se eu fosse louco diria que ela precisava de sexo urgente. Mas, como tinha amor a minha vida, apenas ficava quieto a observando enquanto ela digitava furiosamente no laptop.
Às sete em ponto, o porteiro interfonou avisando que uma mulher desejava subir. No mesmo instante Francine mandou mensagem avisando estar esperando, liberei a entrada.
Já me encontrava esperando na porta quando ela saiu do elevador um pouco estranha. Apressei meus passos ao seu encontro, ansioso, com medo de que tivesse desistido.
— O que foi? Algum problema?
Segurei seu rosto, fazendo-a olhar para mim.
— Não. Estou bem. Só estou insegura. — suspirou.
— Não tem porque ficar. — Assegurei. Então, descendo meu olhar pelo seu corpo, quase tive um infarto.
Ela estava com um vestidinho branco rodado; contendo duas alcinhas, dando um volume maior ao seus s***s. Nos pés, um tênis de uma cor indefinida para mim, porém sempre via muitas mulheres, principalmente minha irmã, usando bastante. Ele tinha o tom da sua pele e a deixou com cara de menina. Seu cabelo, preso em um r**o de cavalo. Resumindo: ela está maravilhosa.
Seu olhar se fixou em algo atrás de mim, ela ficando tensa no mesmo instante ao se afastar inconscientemente.
— Denise, já estou indo. Acho melhor você dormir aqui essa noite. Não quero que saia a essa hora. — Falei ao me virar. Minha irmã assentiu, porém revirou os olhos como de costume.
Apalpei os bolsos afim de ver se não estava esquecendo nada, segurei a mão de Francine e dei a volta indo para o elevador.
— Aquela é a minha irmã. — Avisei devido ao seu silêncio.
— Imaginei — Sorriu me deixando tranquilo.
*
O trajeto até o lago foi silencioso, no entanto, não desconcertante. Francine foi o caminho todos apenas observando pela janela, parecia deslumbrada com a paisagem. Me perguntei a quanto tempo ela morava em São Paulo, porque parece nunca ter para aquelas redondesas. O que planejei aquela noite foi algo simples e leve; um jantar a beira do lago. Queria conversar, ouvi mais da sua voz, saber mais sobre ela.
Desçi do carro, porém quando dei a volta para abrir a porta, ela já estava saindo.
— Esse lugar é lindo... — Murmurou encantada, fechar os olhos e suspirau — e trás uma paz.
Concordei.
— Quero que se sinta em paz. — Me aproximei, peguei suas duas mãos — Principalmente consigo mesmo. — Beijei seus lábios castamente. Me afastei só para ver seu sorriso de lado.
Tirei do porta malas uma cesta, segurei sua mão outra vez e caminhamos até a beira do lago. O lugar era calmo, a segurança naquele lado da cidade era dobrada, por isso quis ir. Francine se encontrava deslumbrada, e aquilo por si só ja estava valendo a pena. Meus lábios se esticaram por fazê-la sorrir e se sentir a vontade.
— Piquenique? — Questionou olhando para a cesta.
— Quase isso. — Pisquei — Eu só não queria te levar a um lugar movimentado. Então um jantar a beira do lago pareceu ótimo.
Sua expressão mudou, subitamente o olhar distante e triste tomou conta daquele extasiado. Parecendo desconfortável e com vergonha.
Então, de repente sabia o que a tinha deixado assim.
Merda!
— p***a, Francine. Não foi isso que eu quis dizer. — Me justifiquei rapidamente, pegando seu rosto.
— Não precisa se preocupar.
— É claro que preciso. O que eu quis dizer é que supus que você não se sentiria bem, então quis fazer em um lugar a qual você se ficasse avontade para ser você. Acredite, pretendo levá-la em lugares a qual você nunca sequer pensou. — Sussurrei a última frase e ela tremeu sob minhas mãos
Eu não queria dúvidas ou receios, precisava que ela se entregue. Estendi a toalha no chão, peguei a cesta colocanda-a no canto; mais afastado.
Tudo ao olhar atento dela.
Tomando sua mão, levei-a para mim, sem demora tomei seus lábios. Os arquejos me deixando louco e desejoso por mais.
Francine segurou meu pescoço; acariciando e apertando... As pontas dos dedos estando em minha nuca... Estava em estado crítico, meu p*u levemente adormecido despertara, queria come-la ali mesmo e naquele inatante. E, se ela continuasse a se esfregar em mim como estava fazendo, não tinha chance de eu conseguir me controlar.
Não tinha nem cinco minutos que havíamos chegado.
Passeei minhas mãos por todo o seu corpo, sentindo cada curva cheia.
Eu sabia que ela não ia parar, por isso me afastei, obtendo uma distância que considerei segura.
Sentei no chão, na toalha, e levei-a comigo puxando-a para montar em mim sem demora.