Soraia Mano, que sonho foi aquele. Tava tão real que quando acordei, ainda sentia o gosto dele na boca. Um gosto salgado, quente... de homem. De Lobo. No sonho, eu tava no meu quarto, sozinha. Aí a porta abriu devagarinho e ele entrou. Não disse nada. Só veio até a cama, com aqueles olhos escuros que parecem que furam a gente, e falou baixinho, quase um sopro no meu ouvido. — Não consigo resistir a você, Soraia. Aí ele me beijou. Meu Deus, que beijo. Nada daquela porrada de língua do Tito, sufocando a gente. Não. Foi um beijo com calma, com t***o, mas com... carinho. Uma coisa que eu nem sabia que existia. Eu senti o corpo todo derreter, sabe? Como se eu tivesse esperando a vida inteira por aquele beijo. Eu puxei a camiseta dele pra cima, ele ajudou, e nossa, que corpo. Durã

