Cérbero narrando Acordei com o barulho da minha própria respiração. Antes de abrir os olhos o barulho do ar-condicionado preencheu um ambiente. A pørra do som me irritava mais do que o normal, mas levantei sem reclamar. Joguei uma água no corpo, ajeitei o porte no espelho e desci ja pegando a chave a pistola saindo de casa pra pegar o café com a dona Alzira, como sempre. A velha já sabia do meu jeito, não me enchia o saco e ainda botava o pão quentinho com manteiga no prato, sem pedir. — Come tudo, Cérbero. Tu tem que se alimentar, menino. — ela disse, mas eu só fiz um gesto com a cabeça e continuei calado. Depois do rango, subi o morro no passinho firme. O sol ainda não tinha arregaçado de vez, então dei um confere geral do alto do Turano. A comunidade acordando no corre, o povo descen

