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Diogo Vitório Talvez eu gostasse mesmo do perigo. Ou do deboche que existia em brincar com ele. Porque jamais imaginei, nem nos meus piores pesadelos, estar sentado na bancada da cozinha de Marcos Zamut, degustando bolo de aipim e café com leite enquanto era observado por quatro mulheres da mesma família. Uma delas era minha filha. A senhora Zamut parecia genuinamente acolhedora, dessas mulheres que fazem questão de alimentar qualquer um que atravesse a porta da casa. A outra, grávida até o pescoço, tinha os olhos carregados de malícia e comentário atravessado. E eu não podia negar: era bonita. Muito. A terceira já despertava em mim certo carinho involuntário. Bruna me observava em silêncio, embora eu soubesse que sua atenção verdadeira estava toda voltada para Alexia e os segredos ad

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