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1197 Words
Ael... Vih.. onde estão vocês? - Ouviam a pequena voz chamá-los mais o corpo de cada um se mantinha ereto, rígidos como pedras. Não era Francine agora e sim a pequena Francine de infância, qual era a intenção de tal ato naquele momento ninguém entendia. Era a loba dela de anos atrás, são memórias antigas que estavam chamando os meninos, mas por qual motivo? Francine tinha uma loba agitada, um cheiro fraco adocicado, tudo para ser uma pequena Omega, porque então ela era uma beta agora ? O que ouve para isso sumir. O ar no quarto pareceu ficar mais pesado, carregado com a eletricidade de uma lembrança que nenhum deles ousava tocar. Vicent recuou um passo, a mão subindo até o peito como se tivesse sido atingido fisicamente. "Ael,"- Vicent repetiu, a voz quase um sussurro quebrado. - Ela está chamando pelo nome de infância. O lobo dela... está cavando o passado. Kael apertou a contra si com ainda mais força, os olhos marejados e a respiração descompassada. - Ela está perdida lá dentro, Ela está procurando a gente na memória, mas porque essa, porque nas dores, em traumas. Elijah se aproximou da cama, cada passo seu sendo deliberado e pesado. Ele se ajoelhou ao lado dela, que estava sobre os braços de seu irmão, pegando a mão fria dela entre as suas, seu ar estava preso em seus pulmões, a dor estava intensa em meio aos seus músculos. "hoje podemos brincar?" Vih, quando eu crescer vou casar com vocês Ael, porque me trata tão m*l? Lijah, você disse que me amava e agora está com outra... O instinto dela estava remoendo os traumas para que o corpo pudesse se adaptar e acordar novamente, mas custava suas dores, suas memórias, seja lá qual elas fossem. O silêncio que se seguiu às vozes mentais de Francine foi ensurdecedor. Elijah não desviou o olhar da mão dela, mas seus dedos apertaram os dela com uma força que beirava o desespero, os gritos de Francine mesmo que seja mentalmente eles sofriam, pois eles estavam lá naquele dia, sabiam o porquê daquele plano de trazer o lobo dela átona, novamente. "Me solta, por favor, era pra você cuidar de mim" "Ela está revivendo tudo," Vicent disse, a voz cortante como vidro quebrado. Ele se sentou na beira da cama, com o rosto pálido sob a luz fraca. - As promessas que fizemos quando éramos crianças... ela está puxando cada uma delas. Kael soltou um som gutural, um rosnado de dor que ele tentou abafar contra o pescoço da garota. - Ela disse que ia casar com a gente.- ele sussurrou, a voz rouca e trêmula. -Ela disse isso quando não sabia nada sobre o mundo, quando foi mais machucada. A conexão entre eles estourou como uma corda esticada ao limite. Elijah soltou um grito sufocado, levando a mão à cabeça enquanto a dor em Francine o atingia em ondas - o calor insuportável de algo que ele não sabia em seu corpo, o isolamento, a agonia de um corpo beta tentando se transformar sem ajuda, o nojo que sentiu ao ser tocada por um alfa que deveria cuidar de si, apertos , amarras era algo que estava corroendo o instinto de seu lobo por inteiro. Uma dor infernal, uma exigência de energia sem igual e ela havia aguentado tudo isso. "Parem!" Elijah rugiu, mas era para si mesmo. Seus olhos estavam arregalados, as pupilas dilatadas. - Ela passou por isso sozinha- ele sussurrou com a voz trêmula. Kael que estava abraçando horas atrás agora estava de joelhos ao lado da cama, com as mãos cobrindo os ouvidos, mas a dor não parava. - Eu sinto... eu sinto tudo que ela sentiu. - Ele gemeu, o rosto contorcido em uma agonia que não era dele - A solidão dela está me matando, como ela lida com essa escuridão dentro de si. - Vicent grunindo questionou, ambos rapazes com a pele totalmente suada e os olhos oscilando pela energia gasta. Ambos estavam paralisados, as mãos apoiadas no colchão, os nós dos dedos branco a respiração saiu em soluços curtos e controlados enquanto a dor de Francine todos esses anos - aquela dor de uma semana de torturas e toques repugnantes - se infiltrava em seus próprios sentidos. "Ela estava sofrendo sozinha enquanto nós... enquanto nós nem sabíamos," Vicent disse, a voz falhando, desprovida de sua habitual compostura, seu corpo perfeito estava mais vulnerável do que qualquer um já esteve em milênios de suas vidas, a garota na qual eles amavam, Sofria dia após dia sem dizer exatamente nada a eles. Elijah, ainda de joelhos ao lado da cama, segurou o rosto de Francine com as duas mãos. O calor que emanava dela agora não era apenas febre; era o resquício de uma dor que ele sentia pulsar em seus próprios ossos, uma escuridão mortal que matou a essência de ômega dela. A escuridão que habitava dentro de Francine era a qual matava pouco a pouco sua existência ali até mesmo como uma mera beta. Era uma proteção perigosa do próprio mundo. - Chega - o mais velho ordenou, mas sua voz era um sussurro quebrado. -Kael, vicent, fiquem perto dela agora. A menina apenas gritou e acordou, olhando para os meninos e começou a chorar, mas eles ainda permaneciam em silêncio, por culpa, ódio e dor. O choro dela foi mais devastador do que qualquer grito. Quando seus olhos se abriram e encontraram os três deles, a dor neles era palpável, quase sólida. Kael foi o primeiro a se mover, Ele se jogou ao lado dela na cama, puxando-a para o seu peito com uma urgência que beirava o desespero. - Ei, ei... eu estou aqui, eu não vou soltar você, nunca mais. Suas mãos tremiam enquanto limpava as lágrimas dela com os polegares, o aroma do café e couro vindo dele se tornando denso e protetor, tentando envolver o corpo dela como um escudo. Vicent sentou-se na borda da cama, a postura impecável finalmente desmoronada. Ele pegou a mão dela, beijando os nós dos dedos com uma reverência que carregava o peso de mil pedidos de desculpas. Elijah permaneceu ajoelhado ao lado dela, os olhos fixos nos dela. Ele não disse nada por um longo tempo, apenas observou o rosto dela, as lágrimas silenciosas, a exaustão que parecia impregnada em cada fibra de seu ser, em seu próprio lobo. - Você não precisa mais esconder- O mais velho finalmente disse, a voz baixa e firme, embora seus dedos ainda apertasse a mão dela com uma força contida. - Nós sentimos tudo, pequena tudo o que você passou. Kael apertou o abraço, escondendo o rosto na curva do pescoço dela. - Por que não nos contou? Por que passou por isso sozinha?- A voz do acastanhado estava abafada enquanto ele questionava. O último inclinou-se para frente, o aroma da dama da noite envolvendo o espaço entre eles como um manto reconfortante. - Nós falhamos com você, e isso é algo que eu não sei se consigo perdoar a mim mesmo. A mão de Francine acariciou os fios loiros de Vicent sorrindo calmamente. - Não se culpe tanto vi, agora está tudo bem.
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