Labyrinth

3456 Words
Niall Horan passou alguns bons minutos explicando a Styles todos os procedimentos avançados que mudaram significativamente a forma de se fazer tecnologia. Harry estava preso há não muito tempo, mas se tratando de tecnologia, muita coisa é feita num espaço de cinco anos. Styles, por sua vez, remexia-se inquieto na cadeira, ouvindo atentamente e opinando constantemente. — Então você está me dizendo que, basicamente, esse cara apaga os dados digitais depois que esvazia as contas? — Harry havia entendido, apenas queria ter certeza, aquilo tecnicamente não fazia qualquer sentido pra ele. — Sei que é difícil de acreditar, me pegou de surpresa também. — Niall acrescentou sem tirar os olhos do computador. Harry levantou-se de onde estava e passou a andar de um lado para outro, concentrado em seu próprio raciocínio. — Isso não é questão de avanço tecnológico, isso simplesmente não faz sentido. — O moreno alto acrescentou, parando de andar e passando a prestar atenção novamente no computador. — Talvez eu tenha ideia de alguém pra nos ajudar... Mas Louis não vai gostar. — Harry disse sem esconder o sorriso de canto. — O que tem em mente? — Niall perguntou tirando os olhos do computador, sua curiosidade era ainda maior. — Tenho contatos que podem ajudar. — Styles disse depois de pensar por um segundo. — Mas eu tenho quase certeza que terei problemas em acessar qualquer um deles, afinal, não posso tecnicamente manter contato com ninguém do meu passado. E Louis vai pirar se eu sugerir. — Styles deixou implícito no olhar que Niall entendeu perfeitamente. Se a ideia partisse de Horan, talvez Tomlinson se mostrasse mais aberto. Horan sorriu de canto, um pouco tímido, ele não era o tipo de cara que se destacava muito na agência. Era o típico nerd, com óculos de armação grossa e certamente passava despercebido entre seus colegas. Um gênio, porém, um menino prodígio, que desde cedo demonstrava interesses incomuns para meninos da mesma idade. Era o mais jovem entre todos e também havia sido peça fundamental na captura de Harry. — Certo, eu falo com ele. — Niall disse e o moreno alto apenas sorriu de um jeito engraçado. — Ele se chama Norman, mas vocês o conhecem como Cinnamon Rolls. — Harry riu ao lembrar do velho amigo e de seu apelido. Ele já era conhecido da polícia, que nunca tinha conseguido provar nada contra ele. Eventualmente ele era preso, mas sempre liberado por falta de provas. Niall arregalou os olhos antes de gargalhar também. — Ninguém o chama de Norman. — Niall tinha uma certa familiaridade ao falar do tal amigo de Harry, que tinha criado seu apelido a partir de um anagrama de seu próprio nome, Norman Collins. — Acho que nem a mãe dele não chama ele de Norman mais. — Harry continuou rindo sentando-se ao lado de Horan. — Teve uma vez, na época da escola, em que demos um jeito de baixar músicas em MP3 de um servidor oculto e espalhar pra geral, mesmo pra testes, queríamos ter certeza que poderíamos hackear os servidores. — Harry contava animado, como se não passasse mesmo de uma travessura de quando era adolescente, não levava mesmo regras sociais a sério. — Deu certo logo na primeira semana! Foi muito divertido. — Então o mito de que, de fato, você mudou suas notas pra poder entrar no MIT é verdade? — Niall perguntou impressionado, tinha ouvido falar que Harry era mesmo um sujeito inteligente, mas não era nada do tipo estudioso. Ele era esperto e pronto, sem esforço. Não era nada disciplinado e ainda assim era capaz de aprender qualquer coisa que lhe fosse ensinado. Tinha feito dois semestres de faculdade no Massachussets Institute of Technology, a mais bem conceituada universidade de tecnologia do mundo. — Não posso confirmar e nem negar isso. — Harry Styles obviamente se fez de desentendido, mas ficou bem óbvio que de fato aquela história era mais uma de suas fraudes. — Mas garanto que se tem alguém que vai entender de como bolar um software que apague suas pistas digitais, é o Cinnamon. — Está dizendo que ele pode ser o Limpador? — Niall franziu o cenho. — Não, isso não. — Harry voltou a encarar o computador que mostrava a tela revelando textos aos poucos, como se decodificasse algo. Niall estava mostrando a ele como as contas estavam sendo hackeadas, apesar de Harry já ter entendido perfeitamente. — Ele não faria isso. — Styles concluiu como se realmente tivesse certeza que seu amigo não seria capaz de uma coisa daquela. Norman não se envolvia em fraudes que envolvessem dinheiro. Ele era um ativista, gostava de expôr as pessoas e de bancar o super-herói online, isso sem falar no fato de que Harry lembrava dele como um grande gamer. — Você parece convicto. — O loiro desconfiou ao comentar e agora também tinha seus olhos na tela do laptop. — Veja, veja isso. — Harry apontou para uma parte específica do código descompactado. — Isso não é normal, olhe! — Ele insistia mostrando que parte da informação recém mostrada pelo software, ia se apagando após alguns segundos. — Isso é muito estranho, isso não deveria acontecer. Niall, preciso falar com Louis. — Ele se sobressaltou da cadeira e Niall imediatamente ligou para seu chefe. Antes que os dois pudessem continuar a conversa com a privacidade que estavam tendo, Liam Payne entrou na sala fazendo mais barulho do que poderia. Ele não era mesmo um homem muito discreto e obviamente reconheceu Harry com aquele sorriso de canto acompanhado da petulância única, especialmente porque a roupa e o cabelo o faziam parecer pelo menos dez anos mais jovem. — Agente Payne, que prazer. — Harry debochou mas Liam não respondeu, apenas olhou pra ele como quem olha para uma mosca na parede. Harry sabia que, de todos, Liam era o que menos gostava dele. — Como tem passado? — Cadê o Louis, Horan? — Liam perguntou ignorando Harry sem maiores problemas. — Estou tentando entrar em contato com ele agora mesmo. — Niall respondeu sem tirar os olhos do próprio celular. — Mas ele não está atendendo. Vou tentar ligar da central, talvez ele atenda por imaginar ser algo importante. — Algum progresso? — Liam perguntou sentando-se na ponta da mesa, ao lado de Harry. — Sim, estamos trabalhando numa ideia sugerida pelo Har... — Niall fez uma pausa ao lembrar-se que ele era quem deveria dar a sugestão ao Louis, e não Harry. — Por mim, sugerida por mim. — Ele tentou consertar, mas Liam revirou os olhos. — Com licença, vou até a minha mesa. — O loiro deixou a sala a passos largos fechando a porta atrás de si, Liam não tinha ido sequer ao julgamento de Styles, a última vez que o vira tinha sido mesmo no dia de sua captura. Observava-o discretamente mas Harry sentia seu olhar reprovador enquanto tentava bisbilhotar o computador sozinho. — Então, qual é a ideia? — Payne perguntou apoiando os cotovelos na mesa após fechar o laptop ao perceber que Harry poderia tentar algo suspeito. O moreno alto apenas sorriu em resposta e imitou o movimento de Liam, também apoiando-se na mesa. — Louis disse que não posso falar com ninguém. — Harry começou com um tom infantil, como se dissesse a uma pessoa qualquer que sua mãe havia orientando-o a não falar com estranhos. — Só com ele e com Niall. — Pára com essa merda, Styles, e fala logo. — Payne já era conhecido pelo pavio curto e a falta de paciência, então não era surpresa para Harry que ele quase esmurrou a mesa enquanto que o hacker apenas riu balançando os ombros. — Calma, cara. — Ele acrescentou erguendo as mãos de leve num sinal de rendimento. — Só estava brincando, apesar de ser verdade. O Louis realmente disse que... — Anda logo, p***a! — Liam o interrompeu subindo o tom de voz juntamente com a agressividade na voz e Harry ficou mais sério apesar de ainda sentir vontade de rir. — Certo, certo, se acalma. — Ele disse ajeitando-se na cadeira antes de começar a falar. Liam prestava atenção, tensionou os ombros mesmo sem querer e sua boca era apenas um risco em seu rosto. — Bem, quando você entra num site, o servidor anota seu endereço de IP, pra saber que você o visitou. Essa marca fica pra sempre na rede, por mais que você mude o proxy para outro computador, a rede continua a existir. Seu sinal pode ir para a Rússia, para a China ou a Coréia do Sul, criando um labirinto, mas você não pode fazê-lo sumir. — Ele explicou e Liam maneou a cabeça pro lado concordando em seguida. Não tinha muito conhecimento da área, mas havia aprendido muito nos últimos anos. — Foi o que você fez. — Payne comentou ao lembrar-se do caso de Harry. O hacker apenas afirmou com a cabeça. — Mas Louis te achou. — Louis me achou porque descobriu meu padrão. — Harry continuava pegando um pedaço de papel de cima da mesa e uma caneta, desenhando conforme explicava. — O que foi até muito esperto da parte dele... Tornou isso pessoal e eu caí na armadilha dele porque o subestimei. — Styles deu de ombros e Liam prestava atenção no desenho agora. — Veja, o que acontece é mais ou menos isso... Imagine pegadas na areia. — Ele desenhou uma praia rapidamente, fazendo desenhos de pés que seguiam sem direção específica. — Quando você pisa na areia, deixa pegadas. Não existe outra forma de andar se não for essa, você vai deixar suas marcas. — Tá, entendi. — Liam respondeu seguindo a linha de raciocínio do outro. — Quando eu piso na areia, deixo a marca dos meus pés. Quando entro num site, deixo a marca do meu computador nele. — Exato. — Harry largou a caneta, recostando-se mais confortável na cadeira. — E o diferencial desse cara não é o fato dele não deixar as pegadas, porque ele deixa. Ele só descobriu uma forma de criar o próprio mar, onde as ondas apagam as pegadas deixadas por ele. — Conforme Harry explicava, Liam tinha que admitir que aquela analogia era boa. — Como ele está fazendo isso é que eu não sei. — Mas conhece alguém que sabe. — Payne acrescentou e viu Harry dizer sim com a cabeça. — Quem? — Cinnamon Rolls. — Harry respondeu rindo e Liam revirou os olhos, murmurando algo como "nossa, que merda". — Mas eu não sei se estou autorizado a falar com pessoas do meu passado. — Ele fez aspas com as mãos ao concluir. Liam ficou em silêncio por um segundo apenas estudando a expressão tranquila de Harry Styles, que tirava do bolso um pacote pequeno de chicletes. Ele realmente estava com os cabelos maiores, mais magro do que Liam lembrava, mas ainda assim mantinha exatamente aquele olhar e aquela expressão de que conseguiria manipular qualquer um, de que ele de fato era incapaz de fazer m*l à uma mosca. Harry Styles provavelmente era o que se poderia chamar de "criminoso incomum". Ele não tinha qualquer tipo de problema comportamental relativo à ser um homem agressivo ou violento, pelo contrário. Apesar de não ser o tipo de cara com quem se "joga conversa fora num domingo à tarde", ele igualmente estava longe de ser um maníaco assassino, materialista e louco por dinheiro. O que fez Liam pensar mesmo que, até o presente momento, não sabiam exatamente onde o dinheiro que Harry roubou estava. A quantia chegava aos arredores de cinquenta milhões de dólares que a polícia não viu nem a cor. m*l sabiam eles que nem Harry viu. Payne lembrava-se de Louis há cerca de uma semana antes de pegarem Harry, há mais de cinco anos atrás. Tomlinson poderia, na época, facilmente ser descrito como olheiras, pele e osso. Seus cabelos estavam descuidados e ele deixava mesmo transparecer que não dormia e, quando o fazia, não era por muitas horas. Liam lembrava-se com clareza do olhar psicótico de Louis andando pelos corredores da sede da Polícia Metropolitana encarando cartazes com a foto de Harry, fazendo anotações o tempo todo e falando como se realmente pudesse adivinhar, a cada hora do dia, o que Styles fazia no momento. — Como Louis te encontrou? — Liam perguntou m*l contendo a curiosidade. Sabia que Louis havia encontrado o padrão de Harry conforme ele movia seu servidor, mas nunca soube exatamente como Louis tinha chegado àquela conclusão. — Vai ter que perguntar a ele. — Harry disse sorrindo de canto e baixando os olhos. — Isso não foi planejado na época para ser pessoal, eu não o conhecia. Mas quando o via na televisão falando com a imprensa sobre mim... — Ele fez uma pausa ao lembrar-se daquilo, do cabelo bem penteado de Louis no início das investigações e aqueles olhos azuis ávidos para mostrar serviço. — Ele tinha aquele jeito de falar, aquela coisa... — Styles não soube explicar muito bem, mesmo porque não queria usar as palavras "sexy" para expressar o que realmente sentia. — Foi quase impossível resistir a ele... Resistir a tornar aquilo pessoal. — Estava propositalmente enlouquecendo ele? — Liam estreitou os olhos ao ver na expressão do hacker uma certa nostalgia ao falar no assunto. — Não era o planejado, mas achei que poderia me divertir com aquilo na época. — Harry abriu mais o sorriso. — E me deixei levar quando achava que estava seguro, eu o subestimei... E ele me pegou. — Qual era o seu padrão? — Liam perguntou ainda curioso. — Pra onde jogava seu servidor? — Era um labirinto que sempre começava e terminava nos mesmos locais. — Harry fechou os olhos como procurasse se lembrar o nome das cidades que usava para nunca ceder a sua real localização. — Começava em Londres, e então Oslo... Logo em seguida era Ulan Bator, Islamabad, Sarajevo... — Harry ria enquanto falava ao ver a expressão de Liam confuso, como se se perguntasse se ele deveria entender do que aquilo se tratava, mas aparentemente não conseguia ligar os pontos. — Ele demorou muito para perceber, comecei esse padrão logo depois que a imprensa começou a colocá-lo nas manchetes em destaque. — O que essas cidades significam? — Liam perguntou franzindo o cenho e entendia porque as pessoas sentiam-se facilmente atraídas pela presença de Styles: ele era um homem extremamente inteligente e isso o tornava ainda mais interessante do que aquela aparência de quem não poderia se importar menos com como se parecia. — Tóquio. — Harry continuou fitando Liam com o canto dos olhos, como se não quisesse entregar o jogo, apenas queria que Liam percebesse. — Ottawa, Madrid, Lisboa, de volta a Islamabad, Nairobi, Santiago, de volta a Oslo e, por último, Nova Déli. — Harry finalizou olhando Liam com uma certa expectativa no olhar, mas nada. Tudo que recebeu em troca foi um Liam Payne extremamente confuso. — Mas não precisa ter significado, se você repetia esse padrão, ele pode simplesmente ter sido levado pelo ato da repetição em si, não por essas cidades significarem alguma coisa. — Liam acrescentou ainda concentrado, pensando a respeito. — Quer dizer, se você começava em Londres e terminava em Nova Déli, sua conexão era a mesma nesses lugares, bastava seguir essa linha reta e perceber que você nunca deixou Londres. — Seu raciocínio está correto, Payne. — Harry disse concordando com a cabeça. — Mas ele nunca me deu chance de repetir meu padrão. Ele me encontrou assim que desconectei em Nova Déli e voltei com o sinal em Londres. — Como ele sabia que seria Nova Déli? — Liam voltou a sentir-se confuso. Sua cabeça estava começando a doer. — Pergunte a ele. — Harry sorriu sem retribuir o olhar e agora fixava os olhos verdes no vidro da janela ao ver Louis voltando ao escritório, cercado por Niall e mais dois agentes. Liam distraiu-se com a visão e levantou-se da cadeira saindo da sala, igualmente curioso para saber o que Louis tinha conseguido. O pequeno grupo de agentes conversava do lado de fora por breves segundos enquanto Harry apenas especulava sobre o que poderia ser. Após cerca de dois minutos, todos se dispersaram e Louis entrou em seu escritório voltando a ficar sozinho com Harry. Ele sentou-se de frente para Harry antes de começar a falar. Tentou não parecer incomodado com a notícia que estava para dar, mas estava profundamente nervoso acerca daquilo. Ele jogou alguns papéis na mesa e, pela expressão de poucos amigos de Louis, Harry optou por não dizer nada, não fazer piada e nem perguntar o que quer que fosse. — Precisa de um lugar para ficar enquanto está sob nossa custódia. — Louis disse coçando o topo da cabeça, nervoso. — A agência porém não concordou em arcar com os custos de um hotel, colocando você sob minha responsabilidade. — Tomlinson explicava de maneira a fazer Harry ficar mais curioso a cada palavra. — Sei que talvez não goste da ideia, mas é temporário. Essa semana apenas até eu conseguir alugar um apartamento pra você ou convencer meus superiores a liberarem o orçamento para colocar você num hotel. — Louis estudava a expressão de Harry que permanecia enigmática. — O que foi? Vou dormir na rua? — Ele disse brincando, mas sem dar muita importância pra aquilo. — Não. — Louis suspirou sentindo que não poderia prever a reação de Harry quanto ao que estava pra dizer. — Você poderá ficar provisoriamente no meu apartamento comigo. — Ele disse e, logo em seguida, se enfezou ao ver o sorriso no rosto de Harry se abrir de forma a provocá-lo tão intensamente que quase cogitou ir ele mesmo para um hotel. — Provisoriamente. — Ele deu ênfase, mas Styles não estava mais ouvindo. — Tudo bem. — Styles respondeu fingindo que aquilo não era nada demais. Mas se tinha realmente gostado de uma ideia, era daquela. — Precisa ficar sob vigilância, então resolvi tomar a responsabilidade para mim mesmo. — Louis dizia dando um tom profissional aquilo embora estivesse absolutamente nervoso em se imaginar naquela situação. — Quando se trata de você, eu só confio em mim. — Ele juntou os papéis que tinha trazido consigo de cima da mesa e, com um gesto com uma das mãos, ordenou que Harry o acompanhasse até a saída da sala. — Já estamos indo pra casa? — Harry perguntou ainda sorrindo, andando como se estivesse pisando em uma nuvem. Não tinha pressa nenhuma e gostava muito de andar perto do agente. Geralmente tinha um certo apreço por ver que todo mundo na agência olhava para eles quando passavam. — Não. — Tomlinson respondeu chegando perto do elevador e apertando o botão. — Preciso te levar cortar os cabelos primeiro. — Que implicância louca é essa com meu cabelo? — Harry dizia parecendo um adolescente enquanto entravam no elevador. — Está ridículo, está grande demais. — Louis olhou de canto para o coque preso sem muito cuidado do outro. — Olhe pra isso. — E daí? — Harry riu achando tudo aquilo sem sentido. — Você não tem o que reclamar de mim, essa é que é a verdade, aí fica procurando coisas só pra não ficar sem dizer nada. — Cala a boca, Styles. — Louis respondeu sem emoção enquanto as portas do elevador se fechavam. — Por que não me chama só de "Harry"? — O moreno bem mais alto que Louis deu um tom curioso à curta conversa. — Depois de tudo que passamos, acho que... — Cala. A. p***a. Dessa. Sua. Boca. — Louis disse pausadamente mas num tom de voz totalmente controlado. Ele encarou Harry nos olhos por algum tempo depois de dizer e viu um traço de ingenuidade que já havia esquecido que o hacker tinha. Harry não se calou porque Louis mandou, mas porque ao vê-lo ali, tão de perto e finalmente o encarando nos olhos como se buscasse e estudasse uma resposta para o que provavelmente não fazia sentido na sua cabeça, lhe aquecia o peito e lhe fazia sentir uma onda de emoções que considerava extintas dentro dele. Harry Styles era um homem que não acreditava no amor e, ainda assim, conseguia encontrar naqueles olhos com um brilho diferente, um sentimento de cumplicidade que sabia não fazer sentido, mas era inevitável sentir-se seguro perto daquele homem — não só pelo motivo óbvio do que representava sua profissão, mas porque aquele sorriso de canto tentando esconder que se divertia na presença do hacker, fazia o coração de Harry sempre bater mais forte. Louis o tinha como ninguém nunca teve antes, o único problema é que ele não sabia disso.
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