Norman Collins tinha os cabelos vermelho-fogo, encaracolados e presos num r**o de cavalo não muito comprido. Ele estava sentado na sala de Louis, na cadeira ao lado de Liam. Num canto da sala, em pé perto da janela, Harry Styles estava bem vestido pela primeira vez naquela semana — o departamento estava custeando a ajuda dele, o pagando semanalmente para se manter e, a primeira coisa que Louis o mandou fazer foi comprar roupas decentes. Zayn tinha arquivos nas mãos e estava sentado sobre a mesa, de frente para Liam e Norman.
— Acho que você e Harry conversaram esta manhã sobre o que tem acontecido. — Zayn dizia sem tirar os olhos das folhas que segurava. — Gostaríamos de saber sua opinião.
— Eu não sei quem foi. — Norman começou e os outros três homens passaram a prestar atenção nele. — Quer dizer, Harry e eu chegamos à mesma conclusão: o que foi feito não pode ser feito por um hacker qualquer. Por mais genial que o cara seja, ele precisaria mais do que criatividade, precisaria de acesso à determinadas tecnologias de ponta que não temos. — Collins explicou e Harry concordou com a cabeça se aproximando dos demais.
— Foi o que eu disse a Niall no primeiro dia. Não é uma questão de ser bom, é uma questão de acesso. — Styles sentou-se na cadeira grande que pertencia a Louis, que não estava na sala ainda. — Conversei com Louis sobre isso, mas ele continua achando que eu e Cinnamon estamos escondendo alguma coisa. — Ele debochou num tom infantil enquanto abria uma das gavetas de Louis, no intuito de ter algo mesmo com o que mexer, não era nem curiosidade. Estava inquieto.
— Particularmente acho que vocês estão mesmo. — Liam opinou mas não de maneira agressiva. — Eu não entendo muito desses jargões que vocês usam no mundo cibernético, mas de fato sei o suficiente para achar que esse cara realmente não é qualquer cara. — Payne completou e Zayn concordou com a cabeça.
— É exatamente o que estamos dizendo. — Norman respondeu com entusiasmo. — Não é qualquer cara.
Zayn, como bom observador que era, percebeu a forma como Collins parecia inseguro em sua afirmação quando trocou olhares cúmplices com Harry, como se de fato não estivessem dizendo tudo que pensavam. Malik não afrontou, sabia que se o fizesse, eles recuariam e não diriam nada mesmo. Ele ergueu o queixo e olhou de Collins para Harry e então levantou-se de onde estava tocando o ombro de Liam, para que o agente o acompanhasse.
— Vem. — Ele sussurrou deixando Harry e Collins sozinhos na sala.
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FLASHBACK
O quarto de Harry Styles no orfanato Strawberry Fields era dividido com outros três garotos. Estava tão limpo e organizado que Harry m*l tinha coragem de respirar lá dentro para não colocar em desordem novamente. Ele arrumava livros na mochila e ia para a biblioteca da escola pública que tinha acabado de aceitá-lo no Ensino Médio. Não que ele de fato fosse estudar, mas era o único acesso a computadores que tinha em seu dia.
Saiu sem avisar pra onde iria, mas as coordenadoras do orfanato já estavam acostumadas com aquele adolescente de quinze anos que não parecia muito interessado em conversar ou fazer novos amigos, estava sempre andando com o mesmo menino ruivo pobre que morava na rua debaixo.
Assim que chegou na escola, foi direto para a biblioteca sem falar com ninguém — não tinha com quem falar de qualquer forma. Sentou em uma das cabines com computadores e largou a mochila embaixo da própria cadeira, ligou o computador e logo acessou um chat de conversas criado pelos alunos do Clube de Informática, onde poderiam se comunicar sempre que precisassem por questões acadêmicas.
Salty Sherry diz:
Já cheguei na escola.
Cinnamon Rolls diz:
Não posso ir, minha irmã está sozinha em casa, não posso deixar ela.
Salty Sherry diz:
Mas que p***a, você me disse que estaria aqui.
Cinnamon Rolls diz:
Vem você aqui em casa.
Há tempos os dois brincavam com anagramas de seus nomes e era daí que tiravam seus nicknames — Salty Sherry era um anagrama para Harry Styles. Ele pensou por um segundo antes de responder, mas topou. Disse que estava indo até lá e em seguida desligou o computador, refazendo seu caminho de volta por onde tinha entrado.
Não demorou mais que quinze minutos andando até a casa de Collins, que estava em seu quarto como de costume. Harry já não batia mais na porta, simplesmente entrava. A mãe de Norman praticamente já o chamava de filho também, devido ao tempo que ele passava por lá — ela era mãe solteira de Norman e sua irmã, Annie.
— Estou passando um anti-vírus, vai demorar um pouco. — Norman disse assim que Harry entrou no quarto jogando a mochila no chão de qualquer jeito.
— E aquele negócio sobre as músicas? Vamos conseguir baixar lá da escola? — Harry sentou-se na cama e logo Norman fez o mesmo.
— Vai dar certo, nem se preocupa. — Norman disse e Harry apenas concordou com a cabeça. Viu seu amigo olhar pra ele por alguns segundos antes de continuar. — Por que a pressa?
— Tem que ser antes do final de semana, cara. — Harry disse e Norman já sabia o motivo. Ele revirou os olhos antes de falar.
— Você está de novo tentando impressionar aquela garota Alissa? — Norman sempre ficava irritado quando Harry dava a entender sobre o assunto.
— Qual é, cara, estamos no Ensino Médio e ainda somos virgens. Pelo menos um de nós tem que começar. — Harry respondeu como se aquilo fosse, além de óbvio, o melhor motivo para se sair com uma garota. Era fato que virgindade era um tema mais complexo para homens do que para mulheres, uma vez que os meninos viam como um fardo a ser carregado.
— E daí? Quem liga? Acha que vai colocar umas músicas disponíveis na escola e ela vai abrir as pernas pra você? — Collins dizia no mesmo tom de obviedade.
— Até onde me interessa, vale a pena tentar. — Harry arregalou os olhos como se m*l acreditasse no que ouvia. — O que é? Está com inveja? — Styles concluiu e Collins bufou sentindo as bochechas esquentarem.
Harry continuava olhando pra ele como se fato esperasse por uma resposta, mas Norman não sabia bem como explicar que não era bem aquele sentimento que tinha. Ele olhou a boca de Harry e, totalmente impulsionado por arriscar algo pelo menos uma vez em toda sua vida, Norman o beijou cheio de paixão, apesar de um pouco atrapalhado, pois nunca tinha feito aquilo antes. Harry já tinha ficado com uma garota no início daquele ano e não era muito novidade pra ele a questão do beijo de língua, mas Norman era tão inexperiente que Harry sentiu como se precisasse guiar aquilo.
Sim, Styles correspondeu. Não porque sentia de fato alguma coisa pelo melhor amigo, mas porque gostou. Gostou daquele beijo, gostava do toque, da barba do outro crescendo e tocando seu rosto, das mãos desajeitadas e do cheiro. Aquele quarto bagunçado, aquela cama tão conhecida de Harry — que estava constantemente ali — tudo era tão familiar que ele não se sentiu estranho, não se sentiu desconfortável. E ajudava o fato de ele estar beijando seu melhor amigo, que era tecnicamente a pessoa que ele mais confiava.
Soltaram-se tão devagar que Norman estava surpreso que Harry parecia querer continuar, quando inclinou-se na direção dele como se pedisse por mais, mas ele estava totalmente desconcertado e com medo de onde aquilo os levaria.
— Por que nunca me falou sobre isso? — A naturalidade com que Harry encarou a situação era realmente anormal. Mas isso não o assustou — não era como se ele em si fosse um cara muito normal mesmo.
— Porque isso não é uma coisa que se fale assim do nada. — Norman respondeu encarando os próprios pés. Pedia mentalmente para que a terra o engolisse simplesmente. Estava tão constrangido que não conseguia retribuir o olhar do amigo. — "Oi, cara, estou apaixonado por você". Não é assim que funciona, Harry.
— Apaixonado? — Harry repetiu surpreso, com as sobrancelhas arqueadas. — Eu me referia ao fato de você gostar de garotos e não de estar apaixonado por mim. — Styles estava agora oficialmente surpreso. Será que teve do seu melhor amigo todos os sinais e não foi capaz de perceber? — Como assim apaixonado, cara? — Harry insistiu uma vez que seu amigo levantou-se se perto dele andando até o computador.
— Será que podemos esquecer isso que aconteceu? — Collins tinha um pavor na voz que fez Harry quase achar graça.
— Não... — Harry riu ajeitando-se na cama. — Vem cá, vamos fazer de novo. — Styles disse sorrindo para o outro, mas falando sério.
Se ele correspondia o sentimento? Claro que não, mas qual era o problema em curtir algo que tinha gostado? Ele não sabia o que estava fazendo, mas sentia-se estranhamente seguro. Tinha perdido os pais, não tinha família e iria aceitar qualquer oferta que o fizesse sentir amado, desejado e feliz, nem que fosse por alguns minutos. No momento em que Collins voltou a ficar perto dele, os dois voltaram a engajar naquele beijo que, na segunda vez, estava sendo muito melhor, mais sincronizado e Harry sentia seu corpo todo correspondendo, arrepios, vontades e aquela urgência de toques iam aumentando conforme os dois deitavam na cama e passavam a explorar seus próprios corpos.
FIM DO FLASHBACK
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— Pretende agir estranho por mais quanto tempo? — Zayn disse assim que entrou na sala de descanso dos agentes, onde cafés, chás e água eram servidos sempre com alguns muffins e bolinhos ingleses. Eles estavam num canto da sala sozinhos, já passava das quatro horas da tarde.
— Estou normal. — Payne respondeu sem olhar o outro, sabia que não conseguiria mentir olhando nos olhos do namorado.
— Liam, ouça. — Mas é claro que Zayn não iria cair naquela ladainha interminável que era mesmo a cara de Liam querer começar. — Está tudo bem, certo? Ok, Horan nos viu, mas e daí? Quem liga? Ele trabalha na nossa equipe, confio nele. — Zayn concluiu olhando de longe o loiro concentrado em sua mesa digitando sem parar. — Ele é um cara legal, não há nada que se preocupar.
— Não é isso, está tudo bem, só não quero ter que ficar dando explicações. — O moreno alto de cabelos curtos e com todos os fios no lugar tinha ficado com preguiça de se barbear pela manhã. Tinha a barba rala e, só de sentir os olhos de Zayn em cima dele daquele jeito, queria agarrá-lo na primeira chance que tivessem.
— Ninguém vai nos pedir coisa alguma, relaxe. — Zayn tocou o ombro de Payne que, pela primeira vez aquele dia, respirava mais tranquilo. Estava tão desconfiado que, a qualquer olhar das pessoas, ele achava que todos sabiam e era uma questão de tempo até seu chefe demitir os dois. — Sabe no que estou pensando? — Malik se aproximou ainda mais do namorado, que agora servia-se de uma xícara de chá de limão.
— No que, meu amor? — Ele respondeu distraído, sentindo-se mais despreocupado.
— Que se não tivesse ninguém aqui... — Zayn começou num sussurro malicioso e Payne conhecia muito bem aquele tom de voz. — Talvez você pudesse me jogar em cima da sua mesa naquele canto ali... — Ele apontou para a mesa vazia do namorado perto da janela. — Aí então eu te seguraria pela gravata enquanto você baixa a minha calça, me vira de costas e...
— Zayn, que p***a pensa que está fazendo? — Liam interrompeu o namorado que falava perto de seu ouvido como se estivesse tendo uma conversa casual qualquer. Malik mantinha as feições nada comprometedoras e apenas estudava Liam ficar ofegante, de olhos fechados por vezes como se pudesse imaginar exatamente cada palavra que Zayn dizia.
— E aí você poderia abaixar, segurar na minha b***a e enfiar sua língua no meu...
— Zayn! — Liam falou num tom de voz mais alto já sabendo o que vinha depois daquilo. Ele estava ligeiramente corado e com uma certa dificuldade em respirar. Ele engoliu a seco, nervoso, enquanto tudo que Zayn fazia era rir, mostrando os dentes bonitos, ao ver o namorado perturbado.
— Bom, acho que agora você tem algo pra pensar ao invés de se preocupar com o que o Horan viu ou deixou de ver. — Malik encheu sua xícara de café, deu um apertão na b***a de Liam e saiu do local ainda mostrando o sorriso, mesmo depois de ouvir o vigésimo palavrão do dia vindo de Liam, que murmurava algo como "pare com isso!" entre dentes. — Te encontro depois, meu amor. — Zayn andava sem tirar o sorriso do rosto.
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Louis cruzou o andar térreo do prédio da Scotland Yard acompanhado de Harry Styles. Louis sempre fora um homem de semblante sério, mas naquele momento, ele praticamente marchava até o estacionamento do prédio com a cara amarrada e um Harry Styles igualmente nervoso no seu encalço, que tentava se justificar mas não sabia direito nem por onde começar a falar.
— Louis, eu não quis insinuar que o Limpador fosse alguém da própria Scotland Yard. — Styles repassava a conversa que tinha tido com Collins, Niall e Louis há algumas horas. Tanto Norman quanto Harry concordavam que o tipo de acesso às tecnologias usadas, só poderiam vir de sedes do governo. Louis não gostou nada de ouvir aquilo. — Por favor, pare de ficar bravo comigo, você mesmo quis minha ajuda.
— Exatamente. — Tomlinson respondeu parando de andar em frente ao próprio carro. Ele encarava Harry agora. — Como você acha que apontando dedos para gente do governo federal é me ajudar?
— Estou sento honesto! — Harry defendeu-se.
— Ah sim. — Louis riu sem achar graça. — Honestidade é a sua especialidade, quase me esqueci. — Ele ironizou colocando as duas mãos nos bolsos.
Harry não era o tipo de cara que explodia quando estava nervoso. Ele era de conversas, de acalmar os ânimos, de sentar e resolver. Era raro vê-lo gritando ou perdendo a linha, pois se tinha uma coisa que ele aprendeu com a vida era a ter paciência, esperar e, inclusive os anos encarcerado haviam lhe ensinado a mesma coisa. Ansiedade não tinha espaço em sua vida, mas até mesmo Harry Styles tinha um limite. E o único capaz de quebrar aquela barreira entre o sensato que respondia tudo com sarcasmo e o agressivo Harry Styles, estava bem ali, com as mãos nos bolsos esperando uma espécie de resposta para dar início há uma longa discussão.
— Vai se f***r, Louis. — Ele vociferou alto, dando eco na garagem vazia.
— Como é que é? — Louis disse pausadamente e incrédulo. Nunca pensou ouvir aquilo de Harry que, ao contrário do que esperava quando o conheceu pessoalmente, nunca sequer levantou a voz pra ele. Tomlinson já tirava as algemas presas estrategicamente na parte de trás do cinto preto da calça que vestia. — Repete. — Ele desafiou.
Harry ouviu o tilintar nada sutil das algemas que Louis segurava. O agente olhava para um Harry Styles que se calou, sabendo bem que se repetisse, Louis o levaria de volta para Belmarsh sem nem pensar duas vezes e ele poderia dar adeus à sua possibilidade de condicional.
Tomlinson pôs uma das mãos na orelha provocando, como se não tivesse ouvido o que Harry tinha acabado de dizer. Quanto mais Louis provocava, mais enfezado Harry ficava. O hacker cogitou mesmo repetir, cogitou falar algo muito além daquilo, mas sua vontade de ficar ao redor daquele homem, daqueles olhos, daquela boca que raramente sorria e daquele cheiro de perfume fraco misturado com o que cheiro que vinha de suas roupas... Ele se calaria. Ele não repetiria, não por ter medo de voltar para a prisão, mas porque agora tinha a oportunidade de ficar perto de Louis e era tudo que ele queria.
Styles passou a língua pelos lábios e andou na direção de Louis com pressa. O agente não entendeu exatamente onde aquilo os levaria, mas se deixou ser agarrado por Styles, que agora o prensava contra o carro preto, segurando seu rosto e, mesmo que Louis não tivesse percebido, não estava oferecendo qualquer resistência, mesmo sabendo que Harry iria beijá-lo ali mesmo.
O moreno de cabelos encaracolados — comportados agora — colou seus lábios no de Louis como se todo o oxigênio do mundo tivesse desaparecido e somente o agente fosse o portador de algum tipo de energia vital capaz de fazer seu coração voltar a bater. Louis correspondeu o beijo sentindo a língua quente de Harry invadindo sua boca com sede, de um jeito tão ansioso que Louis achou que os dois poderiam se fundir e um só se Harry — que era bem maior que ele — continuasse a abraçá-lo daquele jeito. Styles sentiu um medo lhe percorrer a espinha ao imaginar-se agora naquela situação, tendo que soltar-se do outro eventualmente e encarar aqueles olhos, provavelmente assassinos, dizendo que ele voltaria para a prisão naquele instante.
Harry desceu as mãos pela barriga de Louis, como se quisesse aproveitar cada segundo daquilo, que já imaginava sendo a primeira e última vez que faria — porque além da cadeia, quando sentiu a arma de Louis na cintura, achou mesmo que o agente era bem capaz de matá-lo bem ali.
Tomlinson segurou o pulso do outro com força no momento em que sentiu que ele estava se aproximando de tocar seu revólver calibre 38 preso no coldre de sua cintura, mesmo que não fosse sua intenção desarmar Louis, funcionou como reflexo. Ofegante, Louis apenas encarou os olhos verdes assustados de Styles e pode se ver neles. Muito fazia sentido pra ele naquele momento. Os dois respiravam com dificuldade e continuavam com os corpos colados até o agente soltar o pulso de Harry, que entendeu a autodefesa de proteger sua própria arma.
Nenhum dos dois disse uma palavra. Harry se afastou aos poucos como se testasse que Louis não iria enlouquecer de vez, mas tudo que ele via era o antigo Louis, aquele que o prendeu, trocar olhares com ele como haviam feito a primeira vez que se conheceram pessoalmente.
Styles passou a língua pelos lábios como se quisesse sentir o gosto da boca de Louis por mais alguns segundos. O agente tinha gosto de chá de maçã e parecia encaixar perfeitamente com o sabor do chiclete de Harry e ele teve que segurar o riso ao pensar naquilo. Ele mordeu o lábio inferior para conter um sorriso enquanto olhava Louis ajeitar o terno amassado pelo abraço exagerado de Harry. Por um momento, ele realmente pensou que Louis queria mesmo tudo aquilo tanto quanto ele.
Nenhum dos dois disse uma palavra.
Eles entraram no carro quase ao mesmo tempo e Louis guardou as algemas de volta em seu cinto e bateu a porta do carro. Estava frio, os bancos estavam gelados. Harry pôs o cinto de segurança e Louis fez o mesmo no banco do motorista. Harry sorriu escondendo rapidamente a boca com a mão, mas com o canto do olho, viu que Louis também sorria enquanto dirigia.