Vendas

841 Words

Ela estava sentada à minha frente, elegante, contida, com os olhos perdidos no reflexo do copo de água sobre a mesa. Eu, por outro lado, sentia meu corpo inteiro vibrar como se cada célula estivesse tentando sair correndo dali, como se a expectativa estivesse me desmontando por dentro. O silêncio dela me matava. E eu não aguentei mais. — Claire... — soltei, baixo, buscando coragem em algum canto de mim. — Eu não sei o que você veio me dizer hoje. E eu juro, eu tentei respeitar seu tempo, sua decisão, seu silêncio. Mas você precisa saber... eu continuo te amando. — soltei de uma vez, minha voz embargada, meu peito sufocando com cada sílaba. Ela me olhou. Dessa vez, não desviou. Os olhos dela estavam fixos em mim — e doíam. Porque ali dentro, eu não via raiva, nem desprezo. Via dor. Uma

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