Era uma tarde comum. Ou, ao menos, o mais próxima de “comum” que uma tarde poderia ser, considerando que eu morava com a minha ex-amante (que era a ex-noiva do meu irmão), minha atual namorada de mentira (que era uma milionária excêntrica com excesso de autoestima e zero filtro) e um motorista que agora dividia confidências românticas com a Letícia no corredor. Caos, resumidamente. Eu estava sentado na varanda dos fundos da mansão da Eloá — de frente pra piscina onde tudo começou a desandar de vez — quando o celular vibrou. Um toque seco, solitário. A tela se acendeu, revelando uma notificação no w******p. Eu desbloqueei com desatenção, como quem já espera mais um meme ou uma cobrança do Eloá Bank (instituição financeira informal e barulhenta da própria Eloá). Mas parei. O coração deu u

