Desde o escândalo silencioso no corredor da mansão, aquele que envolveu portas abrindo ao mesmo tempo, olhares de puro pânico e quatro adultos tentando sair de fininho como adolescentes em casa alheia, a atmosfera entre nós mudou. Não que a loucura já não estivesse presente antes — mas agora, havia um tempero especial: a vergonha compartilhada. No café da manhã, que antes era silencioso e focado em torradas e metas para os próximos passos da farsa amorosa, virou um verdadeiro talk show de constrangimentos. — Bom dia, casalzinho do corredor da vergonha! — disse Eloá, com um sorrisinho venenoso, servindo café pra Letícia e Caio, que não sabiam onde enfiar a cara. Letícia apertou os lábios e murmurou: — Eu vou me mudar pra uma caverna. Pra sempre. — Ah, para, Leti. Relaxa — Eloá falou,

