De Fininho

992 Words

O sol ainda nem tinha dado as caras completamente quando abri os olhos, sentindo aquele leve desconforto de quem acorda no lugar errado — ou no lugar certo com a pessoa errada. Eloá ainda dormia, o rosto parcialmente coberto pelos fios loiros despenteados, os ombros nus sob o lençol branco da cama absurdamente enorme e cheirosa. Eu pisquei algumas vezes, tentando entender o que diabos tinha acontecido na noite anterior. Ah. Certo. Beijo. Toque. Silêncio. Calor. Nós. Eloá abriu os olhos devagar, os olhos azuis, quase sem cor, como quem sente o peso de um sonho real demais. — Bom dia... — murmurou, com uma voz arrastada de sono. — Bom dia... — repeti, desconfortável. Ela ficou me encarando por alguns segundos. Depois, riu de leve, cobrindo o rosto com a mão. — Ai, meu Deus… A gente d

Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD