Já havia se passado uma semana desde que a gente chegou no México. Ah,esqueci de falar, os mexicanos eram lindos, e tão gostosos, mas claro que o Roberto ganhava de todos eles.
Estava chovendo muito forte, e Roberto optou por não trabalhar nesse dia, e ficamos ali no hotel mesmo. Era 18:40 quando ele teve uma ideia.
- Que tal se a gente for tomar banho de chuva que nem quando éramos crianças? – Ele me perguntou.
Eu apenas sorri, e a gente foi pra frente do hotel. Ficamos ali tomando banho de chuva, igual quando éramos pequenos.
De repente quando eu menos esperei, Roberto me puxou para bem perto de si, e me beijou. Devo confessar que desde pequeno eu sonhava em beijar na chuva, e naquele momento estava realizando um dos meus desejos.
Algumas pessoas passavam pela gente, ou ficavam da janela de suas casas nos olhando, acho que pensavam que nós éramos loucos. Depois mesmo encharcados fomos num barzinho, e compramos uma cerveja. Nunca havia bebido nada alcoólico antes, mas sempre tive vontade de experimentar. Compramos uma garrafa de cerveja, que eu nem lembro o nome, não tinha no Brasil, mas era muito boa. Ficamos ali bebendo, e jogando conversa fora.
E depois ainda fomos dar mais umas voltas, sem nos importar com a chuva. Já era quase meia noite quando voltamos para o hotel. Fomos para o nosso quarto. Eu tomei banho e me arrumei para dormir e depois ele fez o mesmo. Ficamos deitados na cama, tentando encontrar algum canal legal. E lá pelas tantas, achamos um programa de humor, acho que o nome era La Familia Peluche, até que era bem legalzinho, e deu para dar grandes risadas.
- Semana que vem a gente volta pro Brasil. – Disse Roberto.
- É mesmo. Sabe, eu estou amando ficar aqui só com você. Mas....
- Mas...?
- Mas, acontece que eu estou morrendo de saudade da minha mãe e da Julia.
- É, eu também estou com muita saudade do meu pai e do Guilherme. Mas, por falar em sua mãe... Acho que ela não é tão chata como você diz....
- Por quê? – Eu perguntei interrompendo ele.
- Porque se ela deixou você viajar com um cara que ela nem conhece, é porque ela não deve ser tão chata assim.
- Hã, é que, a Julia me ajudou a convencer ela. E você sabe né, a Ju tem aquele jeitinho meigo, delicado, que não tem quem resista.
- É, ela é uma fofa mesmo. – Disse Roberto.
Ficamos em silêncio durante alguns segundos, e foi o Roberto que quebrou o silêncio.
- Hey! – Ele disse.
- O quê? – Perguntei.
- Eu te amo. – Ele disse.
Sorri, e disse:
- Eu também te amo.
O Roberto era o tipo de cara que todas as garotas, e até os caras desejavam namorar. Ele era lindo, inteligente, sabia um pouco de cada assunto, era carinhoso, fofo, e parecia que sabia exatamente o que dizer em qualquer momento. Seria impossível eu não ter me apaixonado por ele. E o jeito que ele me olhava, que ele me tocava, que ele me beijava, parece até que eu estava sonhando, e se fosse isso, com certeza era o melhor sonho que eu já tive em toda a minha vida.
No dia seguinte a chuva já havia passado, e Roberto foi trabalhar, e eu fui para acompanhá- lo. E depois que ele acabou as entregas, fomos lanchar, e em seguida fomos assistir a um musical. Era muito legal, e embora eu não falasse tão bem espanhol como o Roberto eu conseguia entender, e as palavras que eu não sabia, ele me traduzia. O musical falava sobre seis crianças (interpretadas por adolescentes) que moravam na rua, e mesmo não tendo família, nem casa, nem esse tipo de coisas, eles ainda conseguiam ser felizes com o pouco que tinham. E a cada três cenas mais ou menos uma no mínimo tinha alguma música. Era muito legal a peça, nunca tinha visto algo do gênero em espanhol.
Estava me divertindo muito com o Roberto em outro país. E o México era um país tão lindo, adorei conhecer a cultura deles, as músicas que eram ótimas. Aliás falando nisso, eu andei pesquisando sobre alguns cantores latino americanos, não precisamente mexicanos, e acabei adorando alguns. Os que eu mais gostei foi a banda chilena Kudai, a banda argentina Teen Angels, a cantora mexicana Danna Paola e a banda também mexicana RBD. Sério, eles eram ESPETACULARES. Adorei as músicas de todos. E até que eu estava começando a gostar do espanhol. Roberto até me ensinou diversas palavras que eu não conhecia.
A minha mãe me ligou quando eu e o Roberto recém tínhamos chegado no hotel. Contei a ela que voltaria na próxima semana, e ela ficou muito feliz. Ainda mandou um beijo para ele (já que ela pensava que o Diogo era o Roberto). Estava muito ansiosa para me ver novamente. E eu também estava. Por mais que eu tivesse amando ficar com o Roberto, eu já estava contando os dias para voltar para a minha casa. Nunca tinha ficado tanto tempo assim fora. Também estava com saudade da Ju, da Alice, da Sandy e do Mauricio. Queria saber como todos estavam, já que desde que eu viajei não havia conseguido falar com eles.
- Vem aqui. – Disse Roberto da sacada do nosso quarto.
Eu fui até ele, e ele pegou na minha mão, e me colocou em sua frente, e ficou me abraçando por trás.
- Olha que lindo o céu está. – Ele disse.
- É, realmente está muito bonito. Sabe, eu nunca tinha reparado no quão lindo ele é.
- Nem eu. Acho que talvez ele fique mais lindo quando a gente está amando. – Disse Roberto.
Eu concordei e então o beijei.