E finalmente estava no dia da gente voltar para a casa. Eu estava muito ansioso para voltar a ver a minha mãe e a Julia. Naquele dia acordamos bem cedo, arrumamos as nossas coisas, tomamos café da manhã, e eu fui com o Roberto para ele fazer o resto das entregas que faltava. Roberto terminou tudo era 12h20min e então fomos almoçar em um restaurante. Ah, eu esqueci de falar que a comida mexicana era simplesmente maravilhosa. Adorei cada prato que eu experimentei, Roberto também gostou muito, a gente tinha gostos muito parecidos.
Aproveitamos nossos últimos minutos naquele país maravilhoso, e fomos novamente à praia e tomamos banho de mar. Eu tomei banho de roupa mesmo, e a gente até fez guerrinha de água. Uma hora eu peguei e joguei água no rosto dele.
- Ah, mas agora eu te pego. – Ele disse brincando.
Comecei a correr na beira do mar, e ele correu atrás de mim. Até que uma hora ele me pegou pela cintura fazendo eu cair na areia. Roberto caiu ao meu lado, e a gente se beijou.
Voltamos para o hotel, pegamos nossas coisas, entregamos a chave do quarto para o rapaz da recepção, e agradecemos por tudo. Um táxi foi buscar a gente para nos levar para o aeroporto.
- A dónde vamos? – Perguntou o taxista.
- Aeropuerto. – Eu disse.
E lá fomos nós em direção ao aeroporto...
Chegamos lá faltava em torno de uns 15, 20 minutos para o nosso voo sair. Roberto comprou um salgado e um refrigerante pra gente. Ficamos ali comendo enquanto o nosso voo não saia.
- Como vai ser quando a gente voltar? – Perguntou Roberto.
- Como assim? – Perguntei.
- Quando nós voltarmos ainda continuaremos juntos?
- Claro. – Eu respondi e dei um selinho nele.
Estava na hora da gente ir. Colocamos nossas coisas no porta malas e entramos no avião. Roberto sentou do lado da janela, e eu do lado do corredor. Ficamos lendo uma revistas, e novamente ouvimos música dividindo o fone. Então começou a dar uma música romântica, e Roberto pegou na minha mão. Olhei para ele, e apenas sorri. Ele sorriu de volta.
Depois de uma hora e meia a gente por fim desembarcou no Brasil. Julia, Guilherme e o pai do Roberto estavam nos esperando no aeroporto.
Roberto correu para abraçar o pai
- Julia. – Eu disse.
E corri para abraçar a minha irmã.
Julia chorou ao me ver, disse que estava morrendo de saudade de mim, e eu também estava morrendo de saudade dela. Também cumprimentei o Guilherme e o pai do Roberto, e Roberto cumprimentou a minha irmã, e assim fomos para nossas casas.
- E a mamãe? – Perguntei.
- Está bem. Está trabalhando agora, e pediu para eu vir lhe buscar. Ela está morrendo de saudade de ti. – Disse Julia.
- Também estou com saudade dela.
- Ju tinha que ver, essa aqui não parava de falar em ti nenhum minuto se quer. – Disse Roberto, fazendo minha irmã rir.
- É, a gente nunca havia ficado separados desse jeito. - Ela disse.
- E nunca mais iremos nos separar.
- É, da próxima vez eu vou junto. – Disse Julia brincando.
Por fim havíamos chegado na nossa rua. Nos despedimos deles e fui com a Júlia para a nossa casa.
- Lar, doce lar. – Eu disse ao abrir a porta de casa.
- Me conta tudo! – Disse Julia.
- Deixa eu ver por onde eu começo...
- Seria bom se fosse pelo começo. – Disse Julia.
Contei tudo a ela, desde o momento em que eu cheguei em Cancún. Falei sobre o nosso primeiro beijo, e a Ju pulou de felicidade (literalmente). Contei sobre o banho de chuva, o musical... Acho que contei tudo sem esquecer nenhum detalhe. Julia ficou super feliz por mim.
Mais tarde nós dois fomos na casa do Roberto para que a Julia nos passasse as matérias, e o tempo todo Roberto ficou me olhando, e claro que Julia percebeu.
- Querem que eu saia? – Ela perguntou.
- Sim. – Disse eu e Roberto.
- Quero dizer não, pode ficar maninha. - Eu falei.
Julia deu uma risadinha e continuou nos explicando os conteúdos, e os de matemática e física eram os mais difíceis. Só Roberto para entender aquilo mesmo.
No dia seguinte a gente voltaria para o colégio, e eu estava muito ansioso, estava com muita saudade da Alice, da Sandy e do Maurício.
Depois que a gente havia terminado de copiar as matérias, eu e Ju fomos para a nossa casa, e a nossa mãe estava nos aguardando.
- Thales! – Disse ela ao me ver.
- Mãe! – Eu falei.
E nós nos abraçamos. Ai,que saudade que eu estava do abraço da minha mãe.