Fome da Carne - Parte 2

4932 Words
Henry saiu do quarto da sua filha e fechou a porta para que ela tivesse privacidade para se arrumar, Mary colocou as chaves do carro sobre a cama e caminhou até o seu guarda-roupas, as peças que ele usaria no primeiro dia de aula, era um calça preta com uma a******a no joelho, uma camiseta cinza escura simples com um top preto por baixo da  mesma, um tênis All star clássico, ela tirou o seu pijama e vestiu as suas roupas escolhidas,  ela penteou o seu cabelo e deixou o mesmo solto, sua maquiagem era natural, ela não gostava muito de usar maquiagem extravagante, ele passou um pouco de perfume, pegou a sua mochila que estava cheia de broches de bandas rock e grupos de Kpop, e por fim ela pegou a chave sobre a cama e saiu do seu quarto, ela desceu as escadas e ao virar para a direita ela já estava na cozinha, e em frente  a escada estava a porta de entrada e saída da casa. —  Hum, panquecas e calda de chocolate! – disse Mary ao se sentar à mesa. —  Seja rápida se não vai se atrasar! – disse Lílian ao colocar o prato de Mary a mesa. —  Onde está o Dylan? – perguntou Mary. —  Esperando lá fora perto do Jeep! – disse Henry. Mary revirou os olhos e pegou um pedaço de panqueca e pôs na boca, ela se levantou e pegou uma maçã sem lavar que estava na cesta de frutas em cima da mesa. —  Onde vai? Você não terminou o seu café! – disse Lílian. —  Eu preciso ir, se o Dylan se atrasar ele me mata! Beijos, amo vocês! – disse Mary ao sair da cozinha. —  Nós também te amamos, tenha um ótimo dia minha linda! – disse Lílian. —  Eles crescem tão rápido! – disse Henry. —  Você também vai se atrasar! – disse Lílian ao seu marido. Henry que estava tomando o seu café levantou— se rapidamente, ele pegou o seu coldre que estava sobre a mesa e o colocou. —  Tchau querida! – disse Henry ao beijar o rosto da sua esposa. O homem saiu de casa e ainda na calçada da mesma, estava Mary e Dylan, a garota estava admirando o seu primeiro veículo, ele era do modelo antigo, mas Mary amava o estilo retrô, ele também era todo branco com os detalhes pretos, detalhes como os bancos, acabamentos e afins, e isso deixa— o ainda mais charmoso. —  Você é o melhor pai do mundo! – disse Mary ao seu pai. —  Juízo! – disse Henry a sua filha. – Tenham um bom dia! – disse Henry mais uma vez. O pai dos jovens entrou na viatura e começou a dirigir, Mary e Dylan entraram no carro da garota, ela admirava cada detalhes dentro dele, ele tinha cheiro de novo, e Mary amava coisas novas. —  Por favor! Não cause um acidente! – disse Dylan. —  Se algo acontecer, eu digo a mamãe que você a ama! – disse Mary ao ligar o veículo. A escola dos adolescentes não ficava muito longe de onde eles moravam, em uma caminhada, iria gastar entorno de vinte a vinte nove minutos, de carro ela entorno de dez a quinze minutos. Vocês devem estar se perguntando, eles não moravam na zona rural?  A resposta é sim, eles moravam, mas Lílian e Henry decidiram que seria melhor que eles morassem na cidade, mas perto da civilização, depois do incidente do hospital, Henry e Lílian faziam de tudo para que nada e nem ninguém achasse a eles e a Mary. Mary estava a dirigir o seu novo amor, ela colocou uma música para tocar de fundo, ela estava se sentindo em um filme, Onde ela era a protagonista e que estava indo embora depois de se decepcionar com o amor da sua vida, a música de fundo era para ajudar no clima triste de uma história de amor frustrada que ela inventava em sua mente. Mary parou o seu carro no semáforo vermelho, enquanto ela esperava o mesmo ficar verde, ele trocou a música que estava tocando anteriormente, Dylan estava com o seu próprio som em seus fones de ouvido, ele não era muito de conversar enquanto andava de carro, ele era do tipo que gostava de curtir o momento sozinho, não gostava de quando alguém o tirava do seu transe para conversar com ele.  Após trocar a música, Mary voltou a olhar para o semáforo que ainda estava vermelho, ao olhar rapidamente para o seu lado esquerdo ela viu uma mulher, mas não era uma mulher comum, aquela mulher estava ferida, do seu peito a o seu abdômen havia uma enorme a******a, e todos os seus órgãos estavam amostra, Mary ficou apreensiva, apesar de presenciar muitas coisas parecidas, ela ainda sentia medo, aquela mulher olhava para ela fixamente, então ela abriu a boca e Mary pode ouvir um grito agudo e angustiante, a garota tapou os seus ouvidos com as suas mãos e fechou os seus olhos. —  Mary, Mary, Mary... – Gritava Dylan. A garota voltou a si com os gritos do seu irmão, ela olhou, mas uma vez para a mulher e ela já não estava mais lá. —  O semáforo! Você está bem? – perguntou Dylan. —  Você não viu aquilo? – perguntou Mary ao seu irmão. —  Vi o que? – perguntou Dylan. Mary não respondeu o seu irmão, ele começou a dirigir novamente em direção da escola, ela em todo o caminho estava pensando na mulher que viu a poucos segundos atrás. Ao chegar na escola, Mary estacionou o seu carro em uma vaga vazia no estacionamento, assim que ela desceu do carro junto a Dylan, ele pode observar ao longe que Jacob estava olhando para ela, mesmo estando com a sua atual “ Quebra galho” como Mary gostava de chamar,  ao seu lado, ele ameaçou ir de encontro com Mary, mas ela negou com a cabeça e então ele desistiu de ir até onde ela estava. Estão curiosos para saber como Jacob é? Eu vos conto! Ele era alto, malhado, tinha um lindo sorriso, olhos castanhos, ele era de descendência asiática, seu pai era americano, já a mãe dele era japonesa. Voltando a Mary, ela seguiu o seu caminho até o interior da escola, Dylan encontrou com os seus amigos ainda no estacionamento, a garota continuou a sua caminhada e por fim estava dentro do colégio, ele caminhou por aquele extenso corredor cheios de armários, enquanto desviava dos outros alunos que estavam caminhando em direção as sala, perto da sala do diretor, a garota pode ver a sua melhor amiga Emma parada de frente a porta daquela sala. —  O que está fazendo? – Perguntou Mary ao se aproximar da garota. —  SHIU, Cala a boca, não quero que o senhor Miller nos ouça! – disse Emma. —  Por que? – perguntou Mary. —  Por que eu quero ouvir o que ele está falando com o aluno novo! – Disse Emma. —  O que estão fazendo? – perguntou Ashley ao se aproximar das garotas. —  Gostei das tranças! – disse Emma. —  Obrigada, deu trabalho para fazer, demorei horas na frente do espelho, estou cheia de calos nas mãos! – disse Ashley. – Mas não me respondera, o que estão fazendo? – perguntou Ashley mais uma vez. —  A Emma quer ouvir o que o direto está falando para o aluno novo! – disse Mary. —  Aluno novo? Deixa— me ver! – disse Ashley ao olhar pela janela de vidro que havia na porta. —  OLHA A BOLA! – gritou um garoto no corredor. A bola foi em direção de Mary que estava distraída e para salvar a sua amiga de um ataque de uma bola voadora, Ashley a empurrou rispidamente, e com o ato, Mary acabou por abrir a porta da sala do diretor e acabou entrando sem querer naquela sala. —  Senhorita Campbell, o que faz aqui? – perguntou Sr. Miller. —  Desculpa, acabei entrando sem querer! Já estou de saída! – disse Mary. —  Não por favor espere! Eu quero apresentar o jovem senhor Thompson, ele vai estudar nessa escola a partir de hoje, eu gostaria que o levasse até a turma de matemática do senhor Thales! – disse Sr. Miller. Mary olhou para o garoto que estava sentado de forma relaxada naquela cadeira ao seu lado, ele até o momento olhava para o senhor Miller, então ele se levantou e ficou diante de Mary. —  Anael! – disse ele ao estender a sua mão para cumprimentar Mary. —  Mary! – disse ela ao cumprimentar. Era estranho, parecia que ela o conhecia a muito tempo, ela sentiu como se algo tivesse completado algo em si, que nem ela sabia que estava vazio, aquele garoto de olhos verdes, cabelos loiros, mexeu com Mary, que naquele exato momento, não sabia como reagir diante dele, era como se tudo em sua volta, não tivesse mais sentindo. ❧   —  O que temos aqui? – perguntou Henry ao chegar na cena do crime.   —  Mulher de 30 anos, possível estrangulamento, depois teve o seu tórax aberto e todos os órgãos retirados, e como se isso não fosse r**m, a penduraram dessa forma. – disse o policial. A cena do crime era no meio da floresta, próximo ao colégio de Mary, a cena era horrível, uma mulher jovem, havia sido morta brutalmente, talvez por um louco qualquer, talvez um serial killer ou talvez até por um grupo ritualista, algo que era mais obvio, pôs a forma que ela em que ela foi amarrada na arvore, deixava isso bem claro.    —  Quanta crueldade, as pessoas estão ficando cada vez mais loucas! – disse o policial a Henry. —  Policial White! – chamou Henry. —  Sim senhor? – disse o homem. —  Ligue para o hospital, diga que quero falar diretamente com a legista responsável hoje! – disse Henry. —  Sim senhor! – disse o homem. Henry se aproximou do corpo e era nítido o cheiro de enxofre próximo do mesmo, ele também pode ver resíduos de outros resíduos de pele, mas não pele humana, e sim pele de animal, além de uma arcada dentaria, que não era possível diferenciar se era humana ou de animal. —  Cadê a perícia? – perguntou Henry.  —  Ainda não chegou senhor! – disse o policial. —  Assim que chegarem, peça para recolher tudo o que estiver aqui, se for preciso recolher as folhas dessa árvore, recolha! – disse Henry. Ele olhou em volta à procura de mais evidencias e acabou se deparando com um movimento suspeito floresta a dentro, Henry tirou a sua arma do coldre e seguiu em direção daquela movimentação. Ele adentrou aquela floresta, com a arma erguida e já carregada, sem medo Henry seguiu em direção de um monte de arbustos que estava com uma movimentação estranha. —  Seja quem for, saí com as mãos para o alto, sem fazer qualquer tipo de movimento suspeito! – Ditou Henry. Aqueles arbustos parou de se mover, e voltou novamente a ter movimento, até que algo começou a sair dele, era um cachorro, um cachorro de porte médio, de pelagem preta, marrom e branca, o pobre animal estava com a pata machucada, como se alguém houvesse feito aquilo com ele propositalmente. —  Ei, garotão, o que aconteceu com você? – perguntou Henry ao se abaixar para fazer carinho no animal que estava próximo. Henry percebeu que aquele animal estava com um colar e nele havia um pingente, onde estava escrito “Celeste”, seria uma coincidência? Talvez sim, afinal a Celeste que Henry conheceu havia falecido a dezoito anos, e aquele cachorro tinha pelo menos de um a dois anos de idade, ele era um animal novo, não tinha como a sua dona ser aquela celeste. —  Eu vou te levar ao veterinário, vamos cuidar dessa pata e arrumar uma família para você! – disse Henry ao pegar o cão em seus braços. Henry saiu daquela mata e seguiu para a cena do crime, ele levou o cachorro até o seu carro e o pôs no banco de trás. —  Senhor, a senhora Campbell está na linha! – disse o policial White. —  Obrigado! – disse henry ao pegar o celular das mãos do homem. O policial White ficou brincando com o cachorro que estava no banco de trás do carro de Henry, enquanto o próprio se afastava para conversar com a sua esposa, que era a legista responsável do hospital naquele dia. —  Querida? – disse Henry. —  Quais são as condições do corpo? – perguntou Lílian. —  Eu acredito que tenha sido um ritual, está faltando uma costela, o coração dele e um dos dedos indicadores foi arrancado, e envolta dela havia uma espécie de altar, como se algo tivesse sito invocado! – disse Henry. —  Se é esse o caso, vamos precisar da ajuda dele, você consegue falar com ele? – perguntou Lílian. —  Sim, consigo, vou vê-lo assim que o expediente acabar! – disse henry. —  Tudo bem, vou analisar o corpo, se encontrar algo estranho eu ligo para você! – disse Lílian. —  Obrigado! – disse Henry ao desligar o celular. O homem suspirou fortemente, ele sabia que algo r**m estava acontecendo, mas não sabia o porquê, ele voltou para o carro e devolveu o celular do seu policial, ele entrou no veículo e deu a partida, primeiro ele iria levar o cão ao veterinário e depois voltaria para a delegacia. Enquanto isso, Mary estava apresentando a escola para o novo aluno, assim como o diretor havia pedido. —  Bom a direita temos o vestiário do time de futebol masculino e também do time de lacrosse, a esquerda, temos o vestiário das líderes de torcida, aquela porta é do banheiro feminino e aqui o banheiro masculino, seguindo por esse corredor, você vai encontrar uma porta que leva direto para o campo, a sua sala fica subindo por essa escada, é a sala 12! – disse Mary. —  Obrigado pela ajuda Mary! – disse Anael. —  Disponha! – disse Mary. A garota seguiu o seu caminho para o laboratório de química, ela teria aula de química, seria as duas primeiras aulas, depois teria aula de geografia, uma matéria que não é obrigatória, mas ela gostava de fazer, ela tinha vários motivos para assistir aquela aula, assim como as outras alunas, o professor William, era um homem belo de aproximadamente quarenta anos, com uma aparência juvenil, ele era malhado, e deixava isso amostra com as camisas sociais justas que usava, ele era um homem alto, simpático, e muito sorridente. E esse era o motivo de Mary e milhares de outras garotas e Garotos participar das aulas, muitas vezes não é pela matéria, mas sim por quem aplica a matéria. Mas a aula de química não seria tão interessante quando a de geografia, afinal, ela teria aula com uma professora menos amigável e que vivia no pé de Mary, Abigail Campbell, sim, Campbell, Abigail era avó de Mary e mãe de Henry, ela sempre foi professora e sempre na mesma escola, a escola onde ela frequentou, o seu marido também frequentou, seu filho, sua nora e agora os seus netos. —  Está atrasada! – disse a senhora ao ver Mary entrar no laboratório de química. —  Desculpa, o diretor me pediu um favor! – disse Mary ao se sentar ao lado de Emma. —  Tudo bem, coloque o seu avental e abra na página 137! – disse a senhora Campbell. —  Cadê a Ashley? – perguntou Mary a Emma. —  Ela disse que precisava resolver algo, e disse que voltava rápido! – disse Emma. —  Sem conversa na minha aula! – disse a senhora Campbell. As amigas ficaram em silencio, Mary se sentou à assim que terminou de colocar o seu jaleco, a aula de hoje seria sobre Reações inorgânicas, ela ia aprender sobre os fenômenos químicos de envolve a utilização e a formação de substancias não inorgânicas como sais, ácidos, bases e etc. E enquanto isso Henry estava no veterinário da cidade, a dona do estabelecimento era conhecida do casal Campbell, ela era vizinha do casal, na época em que as terras de Fallen, ainda não os pertenciam, ela era a filha mais velha do reverendo Price, sim, aquele que irritou Azazel. —  Senhor Campbell, o que te trás aqui? – perguntou a recepcionista ao vê- lo entrar. —  A Cameron está atendendo hoje? – perguntou Henry a mulher. —  Sim, ela está em uma cirurgia de última hora, mas já deve estar terminando, o que aconteceu com ele? – perguntou ela sobre o cachorro nos braços de Henry. —  O encontrei em uma cena de crime, ele está com a pata machucada! – disse Henry. —  Tudo bem, como é o nome dele? – perguntou a recepcionista. —  Eu não sei! – disse Henry. —  Ele não tem nenhuma placa na coleira, indicando um endereço, o nome dele ou até mesmo o nome do seu dono? – perguntou a recepcionista. —  A única coisa escrita na placa dele é Celeste, mas suponho que esse não seja o nome dele! – disse henry. —  Celeste deve ser o nome da dona dele, então como vamos chama— lo? Ele precisa de um nome para ser atendido! – disse a recepcionista. Henry pensou e buscou no fundo das suas memorias a lembrança da sua filha Mary com o seu ursinho de pelúcia andando pela casa, ela amava aquele ursinho, ela o chama de lobo e dizia que ele era o bichinho de estimação dela. —  Lobo, vamos chama— lo de Lobo! – disse henry.            —  Certo, Lobo, dos Campbell, idade? – perguntou a recepcionista. —  Cinquenta e um! – disse Henry. —  Não senhor Campbell, a idade do cachorro! – disse a recepcionista ao rir. —  Desculpa, eu vou chuta uns dois anos! – disse Henry. —  Certo, a ficha está finalizada, pode se sentar e esperar, a senhora Price, já irá atende— lo! – disse a recepcionista. —  Certo, Obrigado! – disse Henry. Henry se sentou em uma das cadeiras de espera do consultório veterinário, havia mais de seis pessoas à sua frente, então possivelmente, ele iria demorar um pequeno período de tempo naquele local. ❧ Voltando ao colégio, Mary estava acabando de sair da aula de química, quanto ela, quanto uma multidão de alunas, estavam indo em direção a sala de aula, para pode ter a bela aula de geografia. —  Como eu estou? – perguntou Emma a Mary. —  Maquiada! – disse Mary. —  Eu sei que estou maquiada, isso é obvio, eu quero saber se está boa a maquiagem, se não está muito exagerada! – disse Emma. —  Não, não está exagerada, está normal! – disse Mary. —  Você é tão fria! – disse Emma. Mary deu um leve sorriso de canto e as duas seguiram em direção ao segundo andar do colégio, ao chegar no corredor da sala de geografia, havia várias garotas e garotas esperando na porta. —  Aquele não é o aluno novo? – perguntou Emma. —  Sim! – disse Mary. —  Que pena, mas um gatinho Gay! – disse Emma. Mary riu discretamente do comentário da sua amiga, o jovem Anael, estava encostado na parede perto da outra escada que levava para aquele andar, ele segurava a sua jaqueta em mãos, e a sua mochila estava jogada ao chão, ele tinha um olhar sério e misterioso.  As garotas seguiram adiante, até chegar na sala de aula, elas esperaram a poucos metros de distância das outras garotas, com uma olhada rápida para Anael, Mary percebeu que ele tinha uma tatuagem no braço, a cabeça de um lobo com um crânio humano entre seus dentes, sem perceber, Mary ficou olhando para ele fixamente, até que em um momento, Anael olhou para ela, ela não desviou o olhar e muito menos ele, eles se entre olharam sem qualquer expressão ou reação facial. —  Olha quem chegou! – disse Emma ao retirar os fones de Mary. Mary se virou para ver quem era, e lá estava ele o professor William, mas ele estava diferente, a sua feição era obscura, ele passou pelas garotas, e sorriu para Mary e para Emma, e por um momento, Mary pensou estar louca, ela pensou ter visto o rosto do professor se transformar em um rosto deformado, era como se ele estivesse em carne viva, a sua pele era vermelha, seus olhos negros como a noite. —  Vamos Mary! – disse Emma animada. A garota correu para dentro da sala, assim ela não perderia o lugar na frente, já Mary permaneceu alguns instantes do lado de fora da sala, ela estava tentando entender o que havia acabado de ver ou pensou que viu. —  Não vai entrar? – perguntou Ashley ao aparecer de repente atrás da garota. —  Onde estava? – perguntou Mary. —  Namorando por ai! – disse Ashley ao sorrir. Mary balançou a cabeça em negação e entrou na sala, Ashley entrou logo após ela, Mary se sentou ao lado do aluno novo, não por que só tinha aquela opção, ela só queria se sentar ali, Ashley sentou logo atrás dela e Emma estava na primeira carteira de frente ao professor. —  Pagina 84, hoje vamos conhecer o continente americano! – disse o professor. Os alunos começaram a abrir na página dita pelo professor, o mesmo começou a escrever no quadro, Mary estava a tirar a sua caneta da bolsa, mas a bendita caneta acabou por cair ao chão, então ela se inclinou para pega— la, a caneta havia caído perto da cadeira de uma garota, Mary discretamente foi engatinhando em direção à onde a caneta estava, ela pegou aquele objeto e quando iria voltar ao seu lugar, ela pode perceber umas marcas estranhas no tornozelo daquela garota, ela olhou para cima, e viu que a feição daquela garota era de tristeza e cansaço, como se algo estivesse a sugando, e ao olhar em seus olhos, Mary acabou por ver a imagem de uma caveira, ela ficou assustada, mas não tirou os olhos da garota a cima de você, Mary pode ouvir também um grito agudo, vindo de fora da sala, mas ela não era a única a ouvir o grito, diferente do restante dos outros alunos e assim como Mary, Anael, Ashley e senhor Willian olharam na direção de onde estava vindo o grito. —  Uma Banshee! – disse Anael e Ashley uníssono. Mary voltou a olhar para a garota e por alguns instantes, ela pensou ter ouvido mesma garota a sua frente, pedir socorro. —  Senhorita Campbell, está tudo bem? – perguntou o senhor William ao se aproximar da jovem. Mary olhou para aquele homem à sua frente, e então ela pode ver a sua verdadeira face, assim como antes, ela pode ver o seu rosto avermelhado, os olhos mais negros do que a própria escuridão, o seu corpo parecia pegar fogo, com marcas de chicotadas, assim como a pele de seu rosto era vermelha, o resto do seu corpo também era, ele tinha cabelos longos e finos, quase inexistentes, ele tinha uma longa calda que mais parecia um chicote, ele andava nas pontas de seus pés, e de repente, Mary passou a ouvir pedidos de socorro, e ela pode ver também, uma espécie de algema, que estava presa a ele e aquela garota ao seu lado. —  Senhorita, ouviu o que disse? – perguntou o professor. —  Sim, me desculpa, eu deixei a minha caneta cair e estava procurando— a, e eu acabei de encontrar! – disse Mary. —  Ótimo, agora sente— se! – disse o professor.  A garota voltou ao seu lugar, mas em toda a aula, Mary não deixou de pensar no que havia ouvido e visto. —  A aula de hoje foi chata, mas não foi tão chata por causa do professor William! – disse Emma. —  Eu achei tediosa, nem mesmo ele me fez querer prestar atenção na aula! – disse Ashley. —  Mary? Você está bem, parece que viu um fantasma! – disse Emma. —  Estou bem, só estava pensando! – disse a garota. —  Pensando no que fez ontem com o Jacob?  Por que se for, espero que esteja arrependida! – disse Emma. —  O que fez com o Jacob ontem? Não vai me dizer que vocês... Você disse que não iria fazer mais isso, onde está a sua vergonha Mary Campbell? Não sei se você lembra, mas ele lhe traiu com a Elisa, com a Elisa Mary, como se só o fato dele lhe trair, já não fosse r**m! – disse Ashley. —  Desculpa, foi um deslize, não vai mais acontecer! – disse Mary. —  Tem certeza disso? – perguntou Ashley. —  Absoluta! – disse Mary. —  Ótimo, eu fiquei sabendo que alguém ganhou um carro! – disse Ashley. —  Não é um carro, é o carro, o meu pai me deu o Jeep que queria!  —  Disse Mary. —  Sério? Não brinca! – Disse Emma. —  Senhorita Campbell! – disse o senhor William ao tentar alcançar a jovem. O homem estava quase correndo por aquele corredor, Mary e suas amigas se viraram quando ele a chamou, ela ficou parada esperando o homem se aproximar. —  Aconteceu alguma coisa professor? – perguntou a garota ao homem já próximo. —  Não, não aconteceu nada! – disse ele ao parar de frente a ela. —  E então? – perguntou Mary. —  Então o que? – perguntou o professor. —  O que queria falar comigo? – perguntou a garota. —  Ah sim, o diretor me pediu para te avisar, que precisa ficar depois da aula, parece que você está precisando completar o horário de uma matéria, se não me engano é estudo religioso, ele disse que se não assistir a aula hoje, ele vai ligar para os seu pais e vai te dar uma suspensão! – disse o professor. —  Não acredito nisso, ele vai pegar no meu pé por causa dessa matéria? Ele sabe que não gosto dessa coisa de religião! – disse a garota. —  Ou é isso, ou é suspensão! – disse o professor. —  Com suspensão sem carro, sem viagem e sem gatinhos, você precisa assistir essa aula! – disse Emma. —  Pensei que já tivesse terminado essa matéria! – disse Ashley. —  Não terminei, tudo bem, eu fico depois da aula! Obrigada professor! – disse Mary. O homem deu um leve sorriso labial e se afastou das amigas. Definitivamente, essa era uma matéria que Mary odiava, ela só aceitou fazer, por causa do seu pai, ele insistiu que ela precisava dessa matéria, disse ele que era questão de vida ou morte estudar essa matéria, mas seria mais para morte, afinal, Mary não tinha uma religião, ela m*l acreditava na existência de um Deus ou de anjos, ela era bem cética  quanto a isso. —  Que homem maravilhoso meu Deus, olha como ele anda, ele é lindo de todos os ângulos! – disse Emma. —  Já vi melhores! – disse Mary. —  Você está bem? – perguntou Ashley. Mary concordou com a cabeça e olhou para o professor que estava seguindo o seu caminho, ele não era mais uma figura totalmente humana aos olhos de Mary, ele sempre estava mudando de forma a cada passo que dava. As amigas seguiram para o refeitório, ao chegar lá cada uma pegou a sua bandeja e seguiram para a fila da refeição. —  Parece ser Hambúrguer! – disse Emma. —  Tomara que tenham deixado molho apimentado, da última vez que teve hambúrguer todo o molho havia acabado, pelo menos hoje eu preciso pegar um! – disse Ashley. —  Por que você gosta dessas coisas? Hambúrguer só foi feito para comer com ketchup e mostrada, não com esses molhos estranhos! – disse Emma. —  Eu tenho um paladar diferente, e a maioria dos alunos também, vai por mim, o hambúrguer fica melhor com o molho apimentado! – disse Ashley. —  Você concorda com isso Mary? – perguntou Emma a garota. —  Mary? – disse Ashley. A garota estava olhando para algo ao longe, ela tinha o seu olhar fixo em uma garota especifica, a mesma garota da aula passada, a garota estava sentada junto com um grupo de meninas e com o time de futebol, ela era a única que não estava se enturmando, diferente das outras garotas que estavam a risos com os meninos, ela estava quieta e isolada no canto da mesa. —  Vocês não acham que a Elisa está estranha nesses últimos dias? – perguntou Mary ainda com o olhar fixo na garota. —  Deve ser a Ellen sugando toda a energia dela, com aquela amizade toxica! – disse Emma. —  Não, tem algo muito errado! – disse Mary. “Me ajuda Mary” Uma voz suave falou no ouvido de Mary, uma voz que só ela ouviu, ainda com o olhar fixo na garota, ela percebeu aquela mesma corrente que a estava conectando ao professor na sala de aula, agora a garota estava olhando para Mary, e sussurrou algo para ela. “Eu sei o que você é, por favor me ajuda” —  Mary? Vamos, está atrapalhando a fila! – disse Ashley. —  Você também está atrapalhando, está atrás dela! – disse Emma. —  E você atrás de mim! – disse Ashley. Mary começou a andar em direção a uma mesa vazia, ela se sentou perto da mesa onde estava a garota, suas amigas estavam sentadas a sua frente, Mary estava tensa, era como se ela estivesse pressentindo algo r**m, que estivesse prestes a acontecer.
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