Fome da Carne - Parte 1

4952 Words
  Depois da terrível noite naquele vilarejo, as coisa por aquele lugar começaram a mudar, as pessoas que estavam morando naquelas terras sem pagar impostos para o governo começaram a pagar, foi dividido as terras para que cada família pudesse ser independente, de uma simples vila de casas ralé de madeiras podres para casas completas feitas de madeiras puras e espaços para plantações e criações de bichos, as pessoas do antigo vilarejo agora eram pessoas donas de espaços rurais. Fallen, esse era o nome dado para aquele lugar, as pessoas ali, começaram a trabalhar também na cidade, principalmente os pais de Mary e agora futuros pais de Dylan, Lílian estava no seu quinto mês de gestação, e Mary estava com os seus dois anos de idade. —  Cadê a princesa do papai? – disse Henry ao procurar sua filha pela casa. Mary estava escondia atrás da cortina da sala, ela estava rindo silenciosamente do seu pai que a procurava, Henry naquele momento havia visto os pés da pequena criança para fora da barra da cortina marrom de três metros. —  Onde está a minha filha? Será que a perdi? – disse Henry ao se aproximar da cortina. Mary se entregou com uma risada. —  Achei você! – disse Henry ao levantar a cortina. —  De novo! – disse a pequena criança com um largo sorriso em seu rosto. —  O que estão fazendo? – perguntou Lílian ao aparecer na sala. Aquela mulher estava com uma barriga enorme, aquela criança que crescia em seu ventre mostrava— se forte e agitado, Henry pegou Mary em seus braços e caminhou em direção a Lílian. —  Estávamos brincando de esconde, esconde, Mary é muito inteligente, acredita que ela se esconde bem?! – perguntou Henry em forma afirmativa. —  Sim, eu sei, mas precisamos ir, eu preciso levar a mocinha ao médico e você precisa voltar para a delegacia. – disse Lílian —  Certo, vamos então, não esqueceu de nada? – perguntou Henry. —  Não, já está tudo no carro. – disse Lílian. —  Então vamos! – disse Henry. A família seguiu em direção ao carro, Mary foi posta na cadeirinha do carro da sua mãe, Henry estava entrando na viatura, ele era o xerife da cidadezinha, ele foi designado para esse cargo por conta das suas habilidades com a arma e também por ser o único a ter a coragem que um verdadeiro xerife precisava e claro, ele também havia feito vários testes antes de tomar a sua posição. A família seguiu em direção a cidade, Henry entrou em uma rua antes da rua do hospital, Lílian continuou seguindo uns 15 minutos a frente, enquanto isso Mary dormia em sua cadeirinha. —  Omnes Angeli expeditorum militum, Omnes Angeli expeditorum militium, Omnes Angeli expeditorum militium...  “Todos os anjos estão preparados para a guerra!” Era isso que o senhor Johnson repetia enquanto balança na cadeira em sua varanda. —  Querido? Está tudo bem, estou te chamando a horas! – disse a senhora Johnson. – Querido? Insistiu a senhora ao ver o seu marido olhando para o além e dizendo palavras que para ela era sem nexo. —  Querido por favor, pare com isso, está me assustando! – disse a senhora ao tocar no ombro do seu Marido. —  O terceiro cavaleiro monta um cavalo preto e tem uma balança na mão, as pessoas tem fome, fome de tudo e isso as matarão, a fome não é brincadeira, não, não, a fome é séria, a fome de tudo, pode causar um caos imensurável. – disse Jacob ao virar— se para a sua esposa. —  Do que está falando? Por que está agindo assim? – perguntou a senhora Johnson ao seu marido. —  A fome chegou! – disse Jacob. O homem olhava para o nada, ele balançou e balançou em sua cadeira, então um vento forte soprou, e um arrepio na espinha surgiu na senhora, e por um breve momento, ela viu um cavalo n***o aparecer e desaparecer de repente a sua frente. Já no hospital.      —  Senhora Campbell, como está linda, a maternidade lhe caí muito bem, olá pequena Mary! – disse a recepcionista do hospital. -  Bom dia Lídia! Como anda as coisas aqui no hospital? —   Perguntou Lílian. -  Está tudo muito bem! Consulta de rotina? —  Perguntou Lídia. -  Sim, vamos ver como o nosso príncipe está! Não vejo a hora dele nascer, está começando a pesar. —  Disse Lílian. -  Eu entendo, mas já deve está acostumada, é a sua segunda gestão, não deve ser algo de outro mundo! —  Disse Lídia. Na pequena cidade ninguém sabia que Mary era adotada, os seus pais deram um jeito de registra— la sem qualquer alarde, tudo foi muito discreto, eles tiveram a ajuda de muitos amigos bons, um deles era o prefeito de Pittsburgh, que cresceu ao lado de Henry e tinha um enorme coração, e foi esse motivo que o levou a prefeitura. -  Por favor, preencha a ficha e é só aguardar! —  Disse Lídia. -  Obrigada! —  Disse Lílian ao pegar a papelada em mãos. Lílian sentou— se em uma das cadeiras do hospital, Mary foi colocada no chão por sua mãe, a pequena e curiosa criança olhava envolta, ele observava tudo atentamente. Eu vou dizer uma coisa que minha avó sempre falava, a minha mãe também dizia o mesmo. “— As crianças tem o dom da visão, elas podem ver, aquilo que um adulto não consegue enxergar!” Realmente minha avó e minha mãe tem razão, e o por que estou dizendo isso? Por um simples motivo, a nossa pequena Mary estava curiosa sobre algo, ou melhor curiosa sobre alguém, ela observava um homem de quase dois metros de altura sentado a dez passos da cadeira Onde sua mãe estava sentada, ela sorria para ele que a olhava sem qualquer expressão facial, ele era magro quase sem qualquer gordura em seu corpo, vestia um terno preto, seus olhos eram fundos, ao redor de seus olhos as marcas roxas eram nítidas, não eram marcas de um soco ou algo do tipo, mas sim de alguém que não dormia a décadas, sua pele era de um tom amarelado fúnebre e os seus poucos cabelos em sua cabeça estava molhado, como se ele estivesse acabado de sair do banho. -  O cavalo n***o despertou, a fome começou, marcharemos pela terra e tudo morrerá! Aquele homem começou a ditar tais palavras e um relincho foi ouvido por todo aquele hospital junto com um forte vendo, que passou por Mary. — Cavalinho! —  Disse a criança. Lílian que estava terminando de preencher a sua ficha, olhou para Mary que estava parada a sua frente olhando em direção de onde vinha aquele forte vento. — O que disse, minha querida? —  Perguntou Lílian a sua filha. — O cavalinho, ele está gritando! —  Disse Mary. — Meu amor, estamos em um hospital, não tem cavalos aqui e muito menos um cavalo gritando! —  Disse Lílian. Mary continuou olhando para o homem que estava sentado na cadeira, o vento que estava entrando no hospital começou a ficar ainda mais forte, o home que estava sentado antes, agora estava de pé olhando para a pequena Mary, a garotinha olhou para cima e continuou observando aquela figura a sua frente. — Dodói! —  Disse Mary ao apontar para o abdômen do homem de dois metros. —   Onde está dodói filha? —  Perguntou Lílian a garotinha. — Ele está morto, ele é o mensageiro, ele veio me levar! —  Disse a figura grotesca a garotinha. — Que a sua alma seja entregue a Deus e o seu corpo seja devolvido à terra! —  Disse Mary. Lílian se assustou com o que a sua filha disse, ela sabia o que aquilo significava, em segundos Lílian se levantou de onde estava sentada, ele virou a sua filha para si e viu que a garotinha tinha algo diferente em seu rosto, em sua pele marcas como raízes de arvores começaram a surgir, porém eram de cores diferentes e formas diferentes, em seu lado esquerdo do rosto as marcas eram brancas e delicadas do seu lado direito do rosto, as marcas eram em tom preto e leves tons de vermelho, como se fossem pequenas aberturas de crateras que se abrem com a erupção de um vulcão, além disso, os olhos de Mary mudaram de cor, um ficou totalmente  preto e outro  totalmente branco, as marcas começaram a se espalhar pelo corpo de Mary, ela repetia a frase várias e várias vezes, e ela parecia estar em um transe profundo, tanto que nem mesmo o som da voz da  sua mãe lhe chamando fazia algum efeito. — A guerra começou! —  Ditou o homem de dois metros. Após ter dito isso, Lílian percebeu a sua presença, ela olhou em direção daquela voz e o seu corpo se arrepiou por completo, aquele homem havia mudado a sua feição, ele não era mais um homem, e sim uma figura diabólica, ele se contorcia por completo, a sua coluna saiu por sua pele ficando amostra, o seu rosto ficou deformado, no lugar dos seus olhos só havia o vazio, a sua boca já não existia mais, eram apenas dentes enormes e afiados, o seu corpo estava cheio de cortes por todos os lados, também havia sangue seco em todo o seu corpo, seus dedos ficaram pontiagudos e possuam unhas mais afiadas do que uma faca, seus pés eram tortos e sujos de lama, em seu peito havia um enorme buraco n***o e ali dentro havia vermes de todos os tipos. Lílian pegou Mary em seus braços, e começou a se afastar da criatura, as pessoas no hospital passaram a ver aquela criatura e muitos começaram a se afastar, mas o pânico começou, quando aquele ser esticou o seu braço e atravessou o peito de Lídia e retirou o seu coração. As pessoas do hospital começaram a correr mais não tinham para onde ir, todas as saídas estavam trancadas e os únicos locais seguros daquele hospital eram os quartos, Lílian correu com Mary em seus braços até o elevador, aquela criatura olhou para elas e começou a correr em sua direção, por ser grande ele corria com dificuldade, mas quando ele passou a correr como um quadrupede a sua velocidade aumentou, Lílian corria com toda a sua velocidade, mas a criatura estava cada vez mais próxima, aquele ser passou a correr pelas paredes pôs ele não tinha a noção de desviar dos assentos a sua frente, Lílian estava quase chegando ao elevador o mesmo estava se abrindo sozinho e assim que ela conseguiu o alcançar, ela sentiu alguém segurar em  seu casaco de frio, ela viu as garras daquele ser que estava a metros de distância dela, mas ele esticou o seu braço para conseguir alcança— la, Lílian rapidamente colocou Mary no elevador, ela jogou a sua bolsa ao lado da criança que agora estava em seu estado normal e começou a desabotoar rapidamente o seu casaco, mas nem toda a velocidade que ela se esforçou para conseguir tirar a peça de roupa foi o suficiente, Lílian foi puxada por aquela criatura e a única coisa que viu enquanto era levada para perto daquele ser, foi a sua filha assustada sozinha naquele elevador que estava prestes a se fechar.                  —  MARY! – Gritou Lílian. Mary, a pequena Mary, ela era a única que poderia fazer algo, mesmo sem saber, o seu choro foi ouvido nos céus, todos os anjos desceram a terra, pôs sabiam que o choro se tratava da criança perdida, a criança que não deveria existir, e como eles poderiam diferenciar um choro de uma criança normal para o choro de Mary? Era simples, o poder que saia do som da voz daquela criança.  Um enorme clarão surgiu em atrás de Lílian que naquele momento havia conseguido soltar o último botão do seu casaco e correr em direção da sua filha sem ao menos olhar para trás. —  Se escondam! – gritou Henry. O pai da pequena Mary havia acabado de salvar a vida da sua esposa e filhos, Lílian conseguiu chegar até Mary, ela a abraçou e quando olhou para Henry que estava logo atrás dela, ela viu ele, aquela figura que nunca esqueceria, Miguel, o arcanjo daquela noite, ela sabia que ele estava ali por sua filha, ela sabia que ele a mataria, Henry percebeu a presença daquele ser atrás dele e então trocou as balas da sua arma e virou— se para ele, foi apenas essa imagem que Lílian teve do seu amado antes das portas do elevador se fecharem. Lílian estava com Mary em seus braços, ela corria para alguma sala vazia, ele podia ouvir as vozes das pessoas gritando nos outros andares, ele também conseguiu ouvir os tiros da arma de Henry, ela entrou no necrotério que naquele momento era o lugar mais seguro do hospital. Ela abaixou— se atrás da maca que estava com um corpo coberto por uma manta, ela abraçava Mary que estava quieta em seus braços, ela pode ouvir passos pesados pelo corredor, ela temia que algo entrasse ali, ela pedia a quem fosse que salvasse seus filhos e a ela. —  Mamãe! – disse Mary. —  Por favor, não fala nada, já, já vamos para casa! – disse Lílian. Os passos pararam, pararam quando ouviu a voz de Mary e de Lílian, a porta se abriu, pode— se se ouvir os passos naquele necrotério, também era possível ouvir uma respiração densa, como se alguém estivesse com dificuldades para respirar. —  Eu sei que estão aqui! Eu sou Gabriel, um arcanjo do senhor, eu não vou machucar vocês, mas o meu irmão Miguel vai, ele não é muito amigável, e também não é muito compreensivo, pelo contrário, ele é um verdadeiro guerreiro, ele mata e depois pergunta, mas garanto que não sou assim, podem confiar em mim! – Disse Gabriel. Lílian permanecia em silencio com a sua filha, ele colocou Mary de baixo na maca Onde estava o corpo do indivíduo que havia falecido a menos de duas horas, ele se levantou e ficou diante daquele ser de asas prateadas, ele era alto igual ou maior do que a criatura que havia aterrorizado aquele hospital. —  Fique longe da minha filha! – Ditou Lílian. —  Seu inseto desprezível, acha mesmo que um ser inferior igual a você pode me dar ordens? – Ditou Gabriel. —  Posso não lhe dar ordens, mas sei como desaparecer um com da sua espécie! – disse Lílian. Ele pegou o colar em seu pescoço, o mesmo colar que Celeste havia entregado para dar a Mary, aquele colar havia se tornado um arco com apenas uma flecha, e isso aconteceu quando a mulher deu um pouco do seu sangue para aquele objeto e em seguida ela ditou as seguintes palavras: —  Exi a me, domine, perdidit corde angelus, sit tibi anima tua et redire ad caelum et laverunt per sanguinem Domini, et peccata vestra quæ hic in terris et amorem falsum et capaces!  —  Disse Lílian. Essas tais palavras em nossa linguagem humana, tem esse significado: “ —  Se afaste de mim, ó anjo de coração perdido, que você volte para os céus e que a sua alma seja lavada com o sangue do senhor, para que os seus pecados aqui na terra e o seu falso amor seja renovado.”        Ela atirou a única flecha que tinha, e essa mesma flecha seguiu em direção a Gabriel, ela brilhava como um diamante e nela saia um espécie de fumaça branca como se fosse gelo seco, mas para a infelicidade de Lílian, aquela flecha não atingiu Miguel, ele segurou aquele objeto como se fosse uma rosa que tivesse sido arremessada para ele, e em suas mãos aquela flecha evaporou como se fosse uma água em seu estado gasoso. —  Esse ritual não funciona comigo, não tenho um coração impuro, e sempre falo a verdade, e eu estou aqui para te ajudar, me entregue a criança, eu a protegerei, e você poderá viver a sua vida em paz, e eu juro que nenhum outro anjo virá atrás de você e da sua família, Lílian Campbell a escolhida dos céus para carregar o amor, eu conheço a sua vida, sei como você ama o seu esposo o Henry, e eu sei que Celeste te concedeu a fertilidade, sabe por que você era infértil? Por causa de Henry, se você tivesse se casado com outro homem você teria muitos filhos, mas você escolheu se casar com o renegado, a criança desprezada, que não deveria nem ao menos ter nascido, e por isso você foi castigada com a infertilidade, agora que pode ter filhos, pode me entregar a criança de Celeste, ela apenas será um fardo para você e para os seus familiares, me entregue à criança e você pode viver a sua vida como sempre quis, com muitos filhos e o seu marido fracassado. – disse Gabriel.   —  Não, não lhe entregarei a minha filha, nem você e nem ninguém vai tirar— la de mim, você vai ter que passar por cima do meu cadáver, se quiser pega— la! – ditou Lílian. —  É uma pena ter que me livrar de um ser humano tão bom quanto você, mas não tem problema, há outros corações puros na terra, a guerra poderá continuar! – disse Gabriel. Ele chamou a sua espada com apenas um gesto de mão, ele usou o seu poder para prender Lílian contra as gavetas de corpos atrás dela e então segurou a sua espada como se estivesse prestes a lançar um dardo, Lílian fechou os seu olhos e esperou que a morte chegasse para ela, Gabriel lançou a espada mas a mesma parou a poucos centímetros de Lílian, e quem havia feito esse milagre? Quem poderia parar uma espada de um arcanjo lançada com o poder divino? Quem estava ali naquele necrotério além de Lílian? Sim ela mesma, Mary Campbell.        A pequena Mary estava de pé ao lado da sua mãe, as marcas no corpo da criança havia se manifestado mais uma vez, agora era diferente, elas se misturavam pelo corpo da criança, era uma manifestação de poder inacreditável, um poder maior do que o poder de um arcanjo, Gabriel estava admirado, ele se perguntando, como que uma criança que nem ao menos sabe falar o seu nome, consegue ter tanto poder assim? —  Ei você, fica longe da minha família! – disse Henry antes de atirar contra Gabriel. A bala atravessou o abdômen daquele ser e com isso fez um terrível ferimento no local, um ferimento que só a arma de um outro arcanjo era capaz de fazer. —  Como? – perguntou Gabriel ao olhar o ferimento em seu corpo. —  Balas feitas da espada de um arcanjo! – disse Henry. —  Onde conseguiu isso? – perguntou Gabriel. —  Com o ultimo arcanjo morto em uma batalha na terra Uriel! – disse Henry. —  Impossível! Ele não está morto! – disse Gabriel. —  Sim ele está morto, eu mesmo o matei e você será o próximo que matarei! – disse Henry ao apontar a arma para Gabriel. Mas antes de Henry atirar, algo surgiu como um clarão e desapareceu em segundos junto a Gabriel, Lílian agora estava abraçada a Mary e Henry estava parado no mesmo lugar, a única coisa que ele conseguiu ver em meio aquele clarão, foi o rosto de um jovem e uma espécie de tatuagem no braço do mesmo. —  Estamos em guerra! – disse Lílian. —  Eu sei! Mas vamos vencer, eu prometo! – disse Henry. Lílian apenas concordou com um balançar de cabeça, ela olhou para a sua filha em seus braços e percebeu que a pequena estava desfalecendo diante dos seus olhos. —  Mary, Mary, Mary, Mary... – gritou Lílian ao tentar despertar a criança em seus braços.   Dias atuais.   —  Mary, Mary, Acorda Filha! – Dizia Lílian ao bater na porta do quarto da garota. —  Vai se atrasar para a escola! – disse Henry ao ajudar Lílian a bater na porta do quarto da jovem. A pequena Mary não era mais pequena, ela agora era uma linda adolescente que estava torcendo para que o seus pais não entrassem em seu quarto. —  Não vamos voltar mesmo? – sussurrou Jacob a jovem. —  Não, foi apenas uma noite de benefícios, isso não quer dizer que quero você de volta, agora sai daqui antes que o meu pai te veja! – disse Mary baixinho. Jacob era o ex— namorado com benefícios de Mary, eles começaram a namorar no fim do ensino fundamental até o início do ensino médio, quando Jacob se tornou capitão do time de futebol da escola e depois saiu por aí pegando a garota que Mary menos suportava. Ele colocando as suas vestes enquanto Mary terminava deitava em sua cama para fingir que havia acabado de despertar. —  Eu vou contar até três e vou abrir essa porta, eu estou com a chave em mãos! – disse Henry. —  Vai embora, sai daqui! – disse Mary ao empurrar Jacob pela janela do seu quarto. A janela do quarto dela não era muito alta, então cair dela não seria fatal nem nada do tipo, pelo contrário, a única coisa que aconteceria, a pessoa iria cair no gramado e se sujaria toda de com as folhas que haviam caído das arvores que estavam por perto.   —  Eu ainda te amo! – disse Jacob ao aparecer na janela da garota. —  Some daqui e não fala mais comigo! – ditou Mary. Jacob que estava apenas vestido com a sua calça Jean pegou as suas coisas que Mary havia acabado de jogar pela janela, coisas como, camisa, tênis, celular e carteira. —  Bom dia senhora Tule! – disse Jacob ao ver a senhora vizinha de Mary olhar toda aquela situação. Mary colocou um pouco do seu corpo para fora da janela do seu quarto e acenou para a senhora que pela forma que olhou para a garota, ela deixou bem claro que não gostava da própria. A porta do quarto da jovem estava prestes a ser aberta, muito rápida ela se jogou em sua cama e Jacob correu para o outro lado da rua o mais rápido que podia, Mary entrou em baixo dos lençóis e fechou os seus olhos e quando ela fez isso, a porta do seu quarto se abriu. —  Parabéns a você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida! – Cantou os pais de Mary ao entrar no quarto dela. Mary com a sua linda encenação se levantou como se tivesse acabado de acordar. —  Bom dia! – disse Mary e em seguida soltou um bocejo. —  Feliz aniversário querida! – disse Lílian. Lílian segurava um lindo bolo de aniversário em mãos, e nele estava escrito “happy Birthday”, e também havia duas velas em forma de número, 18 anos, sim a nossa Mary estava a fazer 18 anos, o tempo passou rápido demais, não é mesmo? Mary apagou as velas que até pouco estava acessa, e enquanto isso Henry estava a olhar pela janela, e ao longe ele pode ver Jacob entrar em seu carro que estava a trinta metros de distância da casa, ele voltou a olhar para dentro do quarto da sua filha, e viu Mary e Lílian cortar um pedaço pequeno de bolo. —  Você precisa se apressar, vai se atrasar para a escola! – disse Henry. Vocês devem estar se perguntando como será o pai da Mary? Afinal nem uma descrição foi dada por mim, mas agora eu vou matar a curiosidade de vocês. Henry era um homem branco de cinquenta e um anos, agora vocês devem estar falando, ele é um velho, mas vocês estão enganadas, Henry apesar da idade, era um homem muito jovem, ele tinha olhos azuis claro, um azul quase igual as águas transparentes que encontramos nas Maldivas, ele já estava com os seu cabelos grisalhos, mas havia um pouco da sua cor original entre aqueles fios, ele tinha entorno de um metro e setenta para cima, ele era magro, porem por conta do trabalho havia alguns sinais de músculos em seu corpo. Agora Lílian tinha era uma mulher de pele bronzeada, ela tinha cabelos negros e cacheados, ela era magra, e media um metro de sessenta de altura, seus olhos eram castanhos escuros e ela é de descendência latina. A nossa Mary, a nossa querida Mary, era uma garota branca, de olhos castanhos escuros, cabelos longos e pouco ondulados da cor castanho dourado, um quase loiro cinza, ela media um metro e sessenta e cinco de altura, ela não era magra e nem gorda, digamos que ela tinha curvas e um corpo definido por conta dos exercícios que ela praticava, exercícios como corrida,  musculação, box, caratê, treino de espadas e outros tipos de exercícios que henry obrigava ela e o seu irmão mais novo fazerem, e falando no d***o. Ai está ele, Dylan Campbell,  o irmão mais novo de Mary, ele estava parado e encostado no batente da porta do quarto da garota, ele era alto, de cabelos pretos iguais aos da mãe, porém eram lisos igual ao pai dele, olhos castanhos escuros, também iguais os da mãe dele, e gostava de  esconder os seus músculos com roupas largas e a típica blusa de frio preta, ele tinha vergonha, pôs não achava legal um garoto de dezesseis anos ter tantos músculos assim. —  Não vai se arrumar? Eu quero carona! – disse Dylan a Mary. A garota olhou para ele confusa e então Henry olhou para o seu filho com um olhar fatal, como se ele tivesse acabado de cometer o maior erro da vida dele.  —  O que? Vocês não contaram a ela ainda? – perguntou Henry ao seu pai. —  Não, e você acabou de estragar a surpresa! – disse Lílian. —  Do que vocês estão falando? – perguntou Mary. —  O pai e a mãe compraram um carro pra você! – disse Dylan. —  Um carro? – perguntou Mary. —  Sim, um carro, mas era surpresa! – disse Henry ao entregar as chaves a Mary. A garota se levantou da cama em um pulo e abraçou o seu pai e a sua mãe, e beijou os rotos deles. —  Obrigada, obriga! Mas que carro é? – perguntou Mary. —  Um Jeep! – disse Dylan. Lílian olhou para o garoto e fez um gesto para que ele calasse a boca e não falasse mais nada. —  Um Jeep? Ai meu Deus! – disse Mary feliz e pulando no meio do quarto. —  Nossa, que legal, mas agora vai, por favor se arruma, não quero chegar atrasado! – disse Dylan. Mary olhou para o seu irmão e franzi— o a sobrancelha esquerda e o olhou por inteiro, ela o olhou com um olhar do estilo “Mary não gosta de ordens”. —  Te espero lá em baixo! – disse Dylan. —  Não está se esquecendo de nada? – perguntou Lílian ao filho. —  Feliz aniversário sua i****a! – disse Dylan enquanto descia as escadas. —  Obriga seu i*****l! – disse Mary ao irmão. Dylan estendeu o dedo do meio para a irmã que começou a rir. —  Vai se arrumar, vai se atrasar pro primeiro dia de aula! – disse Lílian. —  Não posso faltar hoje? É o meu aniversário! – perguntou Mary. —  Não, sabe que não pode faltar, temos um trato esqueceu? – disse Henry. —  Certo, sem faltas mais viagens, com faltas, menos viagens, eu entendi! – disse Mary. —  E também, aposto que Ashley e Emma vão amar ver o seu carro novo! – disse Lílian. Ashley e Emma, eram as melhores amigas de Mary, desde o primário, elas viviam juntas, falavam tudo uma para a outra e as vezes as garotas passavam mais de um mês na casa da jovem, coisa que irritava henry, afinal uma adolescente em casa era difícil de lidar, imagina três adolescentes dentro de um quarto, fazendo barulho e gritando pelos seus ídolos na teve. —  Vai se arrumar, e desça para tomar café! – disse Lílian. —  Mãe, as minhas Ashley e Emma podem dormir aqui hoje? – perguntou Mary. —  Não, não, elas aqui de novo não, quando vem não querem ir embora, vamos deixar isso para o ano que vem, esse ano eu preciso de paz!  —  Disse Henry. —  Mãe! – disse Mary. —  Seu pai tem razão, elas não querem ir embora quando vem dormir aqui, pelo menos esse mês, vamos passar sem elas, tudo bem? – perguntou Lílian que já estava quase saindo do quarto da sua filha. Mary concordou e soltou um leve sorriso labial. —  Vai se arrumar! – disse Lílian mais uma vez. —  Certo! – concordou Mary. Lílian saiu do quarto da sua filha e Henry estava prestes a fazer o mesmo, porém ele parou perto da porta do quarto dela e virou— se para a sua filha. —  Na próxima vez que o seu namorado dormir aqui, fale para ele ficar para o café pelo menos! – disse Henry. Mary olhou para o seu pai assustada e ficou mais pálida do que já era. —  Ele não é mais o meu namorado! – disse Mary. —  Então isso é pior do que pensei, então diga a ele, que se o ver perto da nossa casa mais uma vez ou em seu quarto, eu vou meter uma bala da perna dele e ele não vai poder mais jogar, entendeu? – Perguntou Henry. —  Sim, eu entendi! – disse Mary. —  Bom! Olha a hora! – disse Henry antes de sair do quarto da sua filha.
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