Só Nós Dois O apartamento de Hugo estava silencioso depois que a porta se fechou. Um silêncio bom. Diferente daquele vazio que ele conhecia tão bem antes de Margarida. Agora era um silêncio cheio de presença, de respiração compartilhada, de algo que não precisava ser dito o tempo todo para ser sentido. Margarida ainda segurava a bolsa junto ao corpo, como se fosse uma âncora. O jantar tinha passado, os pais de Hugo tinham ido embora, e mesmo assim o coração dela continuava acelerado. — Você foi incrível hoje — Hugo disse, quebrando o silêncio com a voz baixa. — Minha mãe não é fácil… e meu pai, quando aprova, é porque sentiu verdade. Margarida sorriu de leve, ainda um pouco sem jeito. — Eu fiquei morrendo de medo de errar alguma coisa. De falar demais… ou de falar de menos. — Você f

