O Café da Manhã que Falou por Si Margarida dormiu bem. O tipo de sono tranquilo que ela não sentia havia muito tempo. Sem sobressaltos, sem pensamentos acelerados, sem aquele peso no peito que costumava acompanhar as noites em que o futuro parecia incerto. Ali, naquele quarto de hóspedes, ela se sentiu segura. Não apenas pelo lugar, mas pela pessoa do outro lado da parede. Quando acordou, a luz da manhã entrava suave pela cortina clara. Por alguns segundos, ela ficou deitada, observando o teto, tentando organizar as sensações. Então lembrou onde estava. Na casa de Hugo. Sorriu sozinha. Olhou o celular. Ainda cedo. — Vou fazer algo por ele… — murmurou, quase como um segredo. Levantou-se devagar, calçando as pantufas que Hugo tinha comprado para ela eram rosa da cor que ela mais gosta

