A Estrada das Decisões O dia ainda nem tinha clareado direito quando Lúcia fechou a porta de casa com cuidado. O céu estava pintado de tons suaves, aquele azul quase cinza que antecede o sol. Adrian já a esperava no carro, encostado, olhando o horizonte como quem sabia que a vida estava prestes a mudar de vez. — Dormiu? — ele perguntou quando ela entrou. — Um pouco — respondeu, sorrindo de leve. — E você? — Quase nada — confessou. — Mas tô bem. Quando a cabeça tá cheia de propósito, o corpo aguenta. Eles seguiram estrada afora, o som do motor misturado ao canto distante dos pássaros. Não era um passeio comum. Era um dia de decisões grandes, daquelas que não têm volta. Adrian já tinha resolvido muita coisa em silêncio. Ligado, conversado, pensado em alternativas. Queria que Sandrinha

